terça-feira, 30 de maio de 2017

PORNOGRAFIA VEM DA ANTIGUIDADE



PORNOGRAFIA VEM DA ANTIGUIDADE, por Theodiano Bastos 
Mas com a internet virou uma praga, criou dependência, vejam:
 
Com minha esposa conhecemos Pompéia, cidade soterrada em 76 da Era Cristã pelas cinzas do Vesúvio, que impressiona os visitantes, pois seus habitantes foram mortos pelos gases e preservados nas posições em que morreram.Uma coisa impressionante.

Pompéia era um porto e lá existe um prostíbulo, conhecido como a casa das lobas, com pinturas de posições sexuais.
A Bíblia já citava Sodoma e Gomorra...

PORNOGRAFIA: PAPA FRANCISCO ADVERTE PARA OS MALES - PORNOGRAFIA CAUSA DEPENDÊNCIA

Papa Francisco: Mantenham os computadores fora dos quartos das crianças para protegê-las do ‘lixo’ da pornografia.
ROMA 8 de junho de 2015 (LifeSiteNews).  No voo de retorno a Roma após sua visita apostólica a Sarajevo, o Papa Francisco respondeu a uma pergunta sobre sua reunião com os jovens na capital da Bósnia-Herzegovina, onde ele os advertiu para tomarem cuidado com computadores e com a mídia.
Ele disse que os pais devem proteger as crianças do “lixo” da pornografia e não devem permitir que elas tenham computadores em seus quartos.
O vício em computadores “prejudica a alma”, disse o Santo Padre, explicando que “é assim que você tira sua liberdade em sua alma. Você torna-se escravo do computador.”
“É curioso,” disse o Papa, de acordo com a tradução da conversa com os jornalistas fornecida à Catholic News Agency (ACI Digital): “Tantas famílias, pais e mães, me dizem: ‘Estamos à mesa com as nossas crianças e elas estão com seus celulares e… é um outro mundo.”
PORNOGRAFIA, ‘PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA’
Estado americano declara pornografia como 'problema de saúde pública'
“Utah se tornou o primeiro Estado americano a declarar a pornografia um problema de saúde pública.
Segundo o governador, Gary Herbert, que sancionou a nova lei, o objetivo é "proteger nossas famílias e nossa juventude".
Mas a medida não proíbe o consumo da pornografia no Estado, cuja população é majoritariamente mórmon.
No entanto, a iniciativa pede maiores "esforços para evitar a exposição e o vício ligados à pornografia".
Um representante da indústria pornográfica chamou a lei de "antiquada".
Segundo o texto, a pornografia "perpetua um ambiente sexualmente tóxico" e "contribui para a hiperssexualização dos adolescentes, e até das crianças na pré-puberdade, na nossa sociedade".
A lei defende mudanças nos campos da "educação, prevenção, pesquisa e políticas a nível social e comunitário" contra o que chamou de epidemia, mas não sugere como elas devem ser implementadas.
Vejam o texto que segue sobre   

Os templos do Kama Sutra, na Índia, por Rafael Sette Câmara -| 04/04/2012
 
“Cadê a putaria? Já cansei de ver templos e lugares religiosos, eu vim aqui foi pra ver as esculturas do Kama Sutra.” Antes que vocês julguem, apedrejem, trollem este humilde blog ou simplesmente fechem o navegador, vou deixar claro: a frase acima não é minha. Ou melhor. Não é só minha.
A frase foi falada por todos os turistas (que conheço) que visitaram a cidade indiana de Khajuraho, famosa internacionalmente por ser casa de templos religiosos com estátuas eróticas, os Kama Sutra Temples. Nunca ouviu falar? Então se prepare para conhecer. E não, nada de tirar as crianças da sala. Este é um post sobre um conjunto templos que foi declarado patrimônio mundial pela Unesco e não tem nada de pornografia barata.
Khajuraho tem cerca de 10 mil habitantes, pouca gente para a bilionária Índia. Mas turistas que queiram visitar o lugar podem pegar um dos trens mais modernos no país e descer numa estação limpa e nova, inaugurada há dois anos. Khajuraho também tem um aeroporto internacional em construção, como todos os motoristas de tuk-tuk tem orgulho de contar.
Toda essa infraestrutura é para atender a multidão de turistas. Os templos, construídos entre 950 e 1050 DC, estão no top 10 de qualquer guia de viagens sobre a Índia, fato que provavelmente faz de Khajuraho uma das cidades com mais estrangeiros por metro quadrado do país.
Os templos são de duas religiões distintas: hinduísmo e jainismo, e eram 85 no total. O passar dos anos e o aumento do pudor humano reduziram esse número e hoje restam pouco mais de 20. A maior parte está preservada em um parque arborizado e limpo que cobra 250 rúpias (R$ 9) de qualquer estrangeiro interessado em visitar o local. E aí voltamos pra frase incial: “Cadê a putaria?”.
Sejamos francos, qualquer pessoa que visita Khajuraho quer ver esculturas de homens, mulheres, grupos de pessoas e até alguns animais nas mais bizarras posições sexuais. Mas não, os templos não são só isso. As  esculturas pornográficas dividem espaço com outras, bem mais inocentes, que mostram cenas simples e pacificas, como elefantes caminhando, mulheres se maquiando e guerreiros matando uns aos outros. As esculturas eróticas estão por todo lado, claro, mas você vai ter que procurá-las, afinal, foi por isso que você pagou o ingresso.
Se você estiver muito ansioso, esqueça a ordem de visitação sugerida pelo parque e corra para o templo Kandariya-Mhadev. É lá que ficam algumas das esculturas mais famosas, como essa abaixo, em que um cara e três mulheres se divertem em uma posição com alto grau de elasticidade.

Mas qual a razão para os indianos, hoje tão conservadores, criarem templos com imagens tão liberais? O assunto é controverso: há quem diga que a dinastia Chandela, que dominou essa região da Índia por quase 200 anos, era praticante do sexo tântrico.
Outros dizem que não tem nada disso e garantem que como todas as esculturas eróticas estão nas fachadas dos templos, isso provavelmente quer dizer que os fiéis devem deixar os desejos carnais do lado de fora do local de adoração. E há ainda a teoria de que as esculturas seriam um tributo à fertilidade.
Fonte: http://www.360meridianos.com/2012/04/os-templos-do-kama-sutra.html#ixzz4iZfT1JFF

domingo, 28 de maio de 2017

BRASIL: RAÍZES DA VIOLÊNCIA



Raízes da violência extrema no Brasil: o que leva jovens a matar sem motivo aparente?
por Thiago Guimarães - Da BBC Brasil em São Paulo

Adolescentes recapturados após fuga de unidade de internação no Distrito Federal em 2015; estudo analisou formação de jovens violentos
Dois grupos de jovens de idade semelhante, todos homens, pobres e criados na mesma região. Um grupo vira matador e o outro, trabalhador. Por quê?
O sociólogo Marcos Rolim procurou essa resposta ao investigar a violência extrema, aquela que mata ou fere mesmo quando não há provocação nem reação da vítima. Modalidade que, acredita ele, está em alta no Brasil.
Em experimento inédito no país, ele entrevistou um grupo de jovens violentos de 16 a 20 anos que cumpriam pena na Fase (Fundação de Atendimento Socioeducativo) do Rio Grande do Sul. Ao final, pediu que indicassem um colega de infância sem ligação com o crime e foi atrás dessas histórias.
Rolim esperava que prevalecessem, no grupo dos matadores, relatos de violência familiar e uso de drogas, mas outro fator se destacou: a evasão escolar (quando o aluno deixa de frequentar a escola). E, aliado a isso, a aproximação com grupos armados que "treinam" esses jovens a serem violentos.
Entre os que cumpriam pena, todos, sem exceção, tinham largado a escola entre 11 e 12 anos. E citavam motivos banais: são "burros" e não conseguem aprender, a escola é "chata", o sapato furado era motivo de chacota. Os colegas de infância continuavam estudando.
Ao comparar esses e outros casos (111 ao todo), incluindo dois grupos de presos jovens do Presídio Central de Porto Alegre, uns condenados por homicídio e outros por receptação, e alunos de uma escola de periferia sem histórico criminal, concluiu que o chamado "treinamento violento" respondeu por 54% da disposição para a violência extrema.
Em outras palavras, isso significa que sem a experiência do "treinamento violento" - aquela que ensina a manusear armas, bater antes de apanhar e exalta atos de violência - a disposição para esses crimes extremos cairia para menos da metade nos casos analisados.
As conclusões de Rolim, que foi vereador em Santa Maria (1983-1988), deputado estadual (1991-1999) e deputado federal pelo PT gaúcho (1999-2003) e hoje não tem filiação partidária, estão no livro recém-lançado A Formação de Jovens Violentos - Estudo sobre a Etiologia da Violência Extrema (editora Appris).
Direito de imagem Ramon Moser/Reprodução Image caption Tese de doutorado em Sociologia de Marcos Rolim, publicada em livro, investigou a formação de jovens violentos no Brasil
"Muitos meninos que se afastam da escola são, de fato, recrutados pelo tráfico de drogas e são socializados de forma perversa. E isso provavelmente deverá se repetir se a pesquisa for reproduzida em outros locais, pois a diferença estatística foi muito forte", diz Rolim à BBC Brasil.
A conclusão prática, segundo o sociólogo, é que a prevenção da criminalidade deve levar em conta a redução da evasão escolar, aspecto que costuma ser negligenciado no Brasil quando o assunto é segurança pública.
Considerados os índices de evasão escolar, o cenário no Brasil seria, de fato, favorável à violência extrema.
Em 2013, por exemplo, uma pesquisa do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) mostrou que um a cada quatro alunos que inicia o ensino fundamental no país abandona a escola antes de completar a última série.
O Brasil figurava no estudo com a terceira maior taxa de abandono escolar entre os 100 países de maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), atrás apenas da Bósnia e Herzegovina e do arquipélago de São Cristóvão e Névis.
Razões da evasão
E por que as escolas não conseguem manter esses jovens na escola?
Embora o assunto não tenha sido foco da pesquisa, Rolim arrisca algumas possíveis explicações, a partir do contato com colegas que desenvolvem pesquisas em instituições de ensino.
A primeira, diz, é o despreparo de professores para lidar com alunos mais vulneráveis e problemáticos.
"O jovem de área de exclusão, que nunca abriu um livro e tem pai analfabeto, tem toda uma diferença de preparação, e grande parte dos professores não está preparada para lidar com ele", afirma.
Direito de imagem Karine Viana/Palacio Piratini Image caption Fase (Fundação de Atendimento Socioeducativo) do Rio Grande do Sul; internos abandonam escola cedo, aponta pesquisa
Rolim cita como exemplo um caso recente registrado em Porto Alegre.
"A pesquisadora presenciou uma cena de indisciplina de um aluno de 10 anos em uma turma pequena; a professora conhecia todos. Ela disse ao menino: 'Tu vai ser bandido como seu pai'. Esse tipo de reação é inaceitável", conta.
Outra possível causa, segundo Rolim, está na falta de conexão das escolas com as comunidades em regiões violentas.
"Pelo medo do crime, a escola deixou de se relacionar com as comunidades nas periferias. Transformaram-se em bunkers com grades, cadeados, polícia na frente. Não prestam serviços, não abrem aos finais de semana, pais e parentes não a frequentam."
O terceiro problema seria a própria educação oferecida na escolas públicas.
"Basicamente, a mesma de 50 anos atrás", afirma o sociólogo.
"Hoje é impossível lidar com crianças conectadas, mesmo as mais pobres, do mesmo jeito. A escola se tornou espaço de pouco interesse e atração para o jovem das periferias", acrescenta.
Violência futura
Em 2015, último dado disponível, o Brasil registrou 170 assassinatos por dia - foram 58 mil homicídios naquele ano, número mais alto do que os de países em guerra. A taxa daquele ano, de 29 casos por 100 mil habitantes, insiste em não baixar.
Na visão de Rolim, o Brasil está "contratando violência futura" em escolas, prisões e nas próprias instituições policiais.
Nas prisões, isso se dá, segundo ele, pela reclusão por crimes patrimoniais.
Dados do governo mostravam que, ao final de 2014, 66% da população carcerária brasileira estava atrás das grades por crimes de drogas, roubos ou furtos - casos de homicídios eram apenas 10%. Jovens negros e de baixa escolaridade são maioria.
"Temos um perfil de encarceramento que não pega autores de crimes mais graves, e pegamos um monte de jovens pobres na periferia, pequenos traficantes e usuários, e vamos recrutando essas pessoas para as facções que atuam nos presídios", diz Rolim, para quem o Estado brasileiro é o "principal recrutador de mão de obra para as facções criminosas".
Direito de imagem Agência Brasil Image caption Rebelião em presídio no Rio Grande do Norte; para pesquisador, prisões de jovens pobres da periferia flagrados com drogas e armas não surtem efeito positivo na segurança pública
E os homicídios continuam em alta - estudo recente do Fórum Brasileiro de Segurança Publica mostrou, por exemplo, que um em cada três brasileiros diz ter parente ou amigo vítima de assassinato - porque falta investigação e foco dos governos nesse problema, opina o pesquisador.
"A redução dos homicídios não é a prioridade número 1 em nenhum lugar do Brasil. Como grande parte das vítimas é pobre, não há pressão social para investigação. E você lança uma mensagem de que o crime compensa", afirma Rolim. Estudos costumam apontar que menos de 10% dos homicídios no Brasil resultam em condenação.
O investimento, avalia o especialista, deveria ser reforçado na repressão a homicídios e a crimes sexuais.
"E se for para continuar a política de repressão ao tráfico, temos que ir atrás de financiadores, rotas e usar muito mais inteligência do que em prisões em flagrante", argumenta.
Iniciativas de resultado
No meio do que classifica como "desgraça geral" das políticas de segurança no Brasil, Rolim destaca iniciativas voltadas a jovens que mostraram bons resultados na prevenção da violência.
O POD (Programa de Oportunidades e Direitos) RS Socioeducativo, criado em 2009 no Rio Grande do Sul, atende jovens infratores de 12 a 21 anos que deixam o sistema de internação.
Cada jovem passa a receber, por um ano, uma bolsa de meio salário mínimo (R$ 468,50), vale-transporte e alimentação, desde que frequente cursos de formação em áreas como informática, mecânica e manutenção predial.
Segundo o governo gaúcho, a cada dez jovens atendidos pelo programa, apenas três reincidem no crime.
No entanto, Rolim acredita que iniciativas semelhantes ainda sejam pouco divulgadas.
"A população gaúcha, por exemplo, pouco sabe da existência desse programa, porque gestores ficam provavelmente com medo de divulgar e serem criticados por 'estarem dando dinheiro a bandidos'", diz.
"Essa ideologização do tema da segurança pública é outro lado tenebroso dessa história; você acaba perdendo a capacidade de execução de políticas no setor", acrescenta.
A cidade de Canoas, na Grande Porto Alegre, criou o programa Cada Jovem Conta, que procura identificar jovens de escolas públicas com comportamento de risco para ações de prevenção à violência.
O jovem passa ser acompanhado por uma equipe de diferentes secretarias, como saúde, educação e assistência social, para que frequente atividades esportivas e culturais, entre outras.
A prefeitura de Canoas afirma que mais de 60% dos jovens atendidos melhoraram o desempenho escolar ou voltaram à escola, e suas famílias passaram a frequentar mais os serviços públicos locais.
Neste mês, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou um projeto do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para elevar de três para oito anos o tempo máximo de internação para jovens infratores.
A medida, que ainda deverá ter mais uma votação na comissão antes de ir à Câmara, valeria para atos infracionais análogos a crimes hediondos - como estupro e homicídio - cometidos com uso de violência ou grave ameaça.
Rolim diz concordar com o aumento do tempo de internação para um "perfil restrito de jovens" reincidentes, mas criticou a associação com crimes hediondos, que no Brasil incluem o tráfico de drogas.
"Isso colocaria a maioria dos jovens sob a possibilidade de (cumprir) oito anos de pena. Hoje se um jovem der um cigarro de maconha a outro, for flagrado e o ato for equiparado a tráfico, é crime hediondo. Elevar o tempo de internação não é problema, mas estabelecer isso para crimes hediondos é uma impropriedade absoluta", conclui.Fonte: http://www.bbc.com/28/0517  

CUT E FORÇA SINDICAL PLANEJARAM BADERNA EM BRASÍLIA



IMPOSTO SINDICAL FOI O MOTIVO DA BADERNA EM BRASÍLIA,          por Theodiano Bastos

Arrecadação sindical aumenta 57% em uma década e chega a R$ 3,5 bilhões em 2016

Jovem que teve mão dilacerada segue internado no Hospital de Base

O estudante catarinense perdeu parte da mão e três dedos. Uma bomba estourou na mão dele durante protesto contra Temer O jovem catarinense que teve a mão dilacerada no protesto contra o presidente Michel Temer, na quarta-feira (25/5), passou por um procedimento cirúrgico e não tem previsão de alta. O estudante de física da UFSC Vitor Rodrigues Fregulia, 21 anos, perdeu uma parte da mão e três dedos. Ele continua internado no Hospital de Base do DF.(Correio Braziliense)  
Valor corresponde à contribuição sindical obrigatória paga por patrões e trabalhadores

Diego Junqueira, do R7

Contribuição sindical é obrigatória, corresponde a um dia de trabalho e normalmente é descontada no contracheque em março Thinkstock

Os sindicatos, federações e confederações de classe — tanto as que representam os trabalhadores como as dos patrões — arrecadaram R$ 3,5 bilhões com a contribuição sindical obrigatória em 2016. Os números são do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), que passou a detalhar as informações apenas em 2015.

Em 2007, primeiro ano com dados oficiais do MTE, a arrecadação foi de R$ 2,23 bilhões (valor corrigido pela inflação), o que representa alta de 57% no período — a arrecadação oficial de 2007, sem considerar a inflação, foi de R$ 1,25 bilhão, quase três vezes menor do que o registrado no ano passado.
A contribuição sindical, também conhecida como imposto sindical, foi instituída em 1943 pelo governo Getúlio Vargas. Incluída no decreto-lei que criou a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), a contribuição foi incorporada também à Constituição Federal, em 1988.
Ela funciona como um imposto, sendo devido obrigatoriamente por todos os que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou por um trabalhador liberal, em favor do sindicato representativo. A cobrança é paga tanto por trabalhadores sindicalizados e não sindicalizados, assim como os empregadores.
O valor da contribuição pago pelos trabalhadores corresponde a um dia de trabalho, descontado no mês de março. Profissionais autônomos recolhem a contribuição em fevereiro. Já o valor pago pelas empresas depende de seu capital social.
O dinheiro é repartido entre as entidades que representam o patronato e os trabalhadores, além de uma boa fatia se direcionar aos cofres da União.
No caso do imposto pago por trabalhadores, a divisão é feita da seguinte maneira: 60% para o sindicato representativo; 15% para a federação correspondente; 10% para as centrais sindicais; 10% para a CEES (Conta Especial Emprego e Salário), que alimenta o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), usado, por exemplo, para pagar o seguro-desemprego; e 5% para a confederação correspondente.
No ano passado, quem mais recebeu recursos foi a CEES, com R$ 582 milhões. Das entidades de classe, CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical estão no topo da lista, com R$ 59,8 milhões e R$ 46,6 milhões respectivamente. Do lado dos patrões, a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) recebeu R$ 28,7 milhões. Ao todo, cerca de 11 mil entidades receberam os recursos. Todas as informações estão disponíveis na página do Ministério do Trabalho e Emprego.
Críticas
A obrigatoriedade da contribuição está sendo questionada no Senado Federal pelo projeto de lei 385/2016, de autoria do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), que pretende alterar a CLT e limitar o pagamento apenas ao trabalhador filiado à entidade.
Em entrevista em outubro passado, Petecão disse que a contribuição obrigatória emperra e impede a liberdade sindical, pois independe de vínculos reais e efetivos entre representantes e representados. Atualmente, o projeto está parado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, nas mãos do senador Wilder Morais (PP-GO), relator da matéria.
Um abaixo-assinado no site change.org, aberto há 11 meses, já colheu mais de 116 mil assinaturas para pressionar os parlamentares, já que o assunto só pode ser alterado por reforma da constituição.
Para João Carlos Gonçalves, o Juruna, Secretário-Geral da Força Sindical, esse tipo de ação "joga contra os trabalhadores".
— A contribuição é baseada no fato de que o sindicato representa a todos os trabalhadores. Se representa a todos, sócios e não sócios, nas negociações que serão feitas, negociações coletivas da data base, negociações coletivas, então é natural que todos tenham que contribuir para que o sindicato seja forte para conquistar as suas reivindicações.
O professor de direito do trabalho Claudinor Roberto Barbiero, da Universidade Presbiteriana Mackenzie de Campinas, se define como um "crítico do imposto sindical. Ele aponta "falta de transparência" de parte dos sindicatos na prestação de contas, e também falta de interesse dos próprios associados em acompanhar a execução dos gastos.
— Não há efetiva fiscalização. Hoje gasta-se mais com a gestão dos sindicatos do que com projetos [voltados aos trabalhadores].
O professor José Dari Krein, pesquisador do Cesit (Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho), do Instituto de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), defende uma reforma sindical "para que as decisões passem por definição da categoria que o sindicato representa", como a "alteração da fonte de financiamento".
— Isso é positivo, que a fonte de financiamento passe por assembleia coletiva do trabalhador. O problema é condenar que o sindicato tenha dinheiro público. O sindicato tem que envolver o trabalhador.
Krein lembra que os sindicatos enfrentam questionamentos sistemáticos desde sua origem, porque sua atuação "contrapõe interesses estabelecidos na sociedade, principalmente os interesses de empresas e também do Estado".
Convenção 87 da OIT
Para o advogado Aparecido Inácio Ferrari de Medeiros, presidente da comissão de assuntos sindicais da AATSP (Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo) e professor de Direito da Unip, o modelo atual cria uma relação de dependência entre entidades de classe e Estado, já que o funcionamento dessas instituições depende dos recursos previstos na constituição e não da voluntariedade dos representados.
Segundo Medeiros, manter essa relação de dependência era inclusive um dos objetivos de Getúlio Vargas ao regularizar a contribuição sindical na CLT, em um período marcado por inúmeras greves.
— A estrutura sindical é como uma pirâmide, em que na base estão os sindicatos e no topo, o governo.
Medeiros afirma que esse cenário só seria alterado caso o Brasil ratificasse a convenção 87 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que prevê a liberdade sindical. Adotada na maior parte do mundo, inclusive nos vizinhos Chile e Argentina, a norma abre a possibilidade de os trabalhadores organizarem mais de um sindicato da categoria no mesmo  município (atualmente só é permitido um único sindicato), permitindo assim que o trabalhador escolha a qual sindicato se filiar.
— Havendo a liberdade sindical, o sindicato deixa de ser vinculado ao governo.
O professor Krein, da Unicamp, discorda.
— A convenção 87 não necessariamente muda a forma de financiamento. Ela dá liberdade à determinação dos trabalhadores, sem interferência do Estado.
O professor Barbiero, do Mackenzie, acredita que o modelo preconizado na convenção iria aumentar a competição entre sindicatos, fazendo com que as entidades mais efetivas conquistassem mais associados.
Para Juruna, da Força Sindical, ter mais de um sindicato por setor econômico "leva a uma fragmentação de entidades que não têm poder de fogo". O sindicalista defende o atual modelo ao lembrar que o País está prestes a votar as reformas trabalhistas e previdenciária.
— É importante que os trabalhadores saibam que o único instrumento para combater a retirada de direitos é o seu sindicato. Dando uma parte do seu salário, você fortalece aquela instituição que irá defendê-lo.
Para Krein, nenhuma solução é simples, já que existe uma reorganização da classe trabalhadora e da sociedade como um todo, cada vez mais individualista.
— Alterar uma regra achando que isso vai alterar uma realidade é uma ingenuidade. Os problemas são mais profundos porque têm a ver com o que se tornou hegemônico. Tem a ver com valores, tem a ver com uma certa lógica de reorganização econômica e política, em que o espaço para uma ação coletiva e solidária tem pouca ressonância. Fonte: http://noticias.r7.com/28/05/17
 


Diário do Poder de 28/05/17

Cresce a suspeita de que a cúpula do PT planejou o badernaço em Brasília, com violência e vandalismo, incluindo a tentativa de incendiar ministérios. O caso foi entregue à Polícia Federal. O presidente do PT, Rui Falcão, e outros dirigentes chegaram a Brasília no início da semana para o protesto do dia 24. Na véspera, 23, senadores do PT pediram ao governador de Brasília que a Polícia Militar não revistasse ônibus chegando com manifestantes. Ele se negou a atender o pedido.
O governo acha que ônibus de sindicalistas e “mortadelas” transportava “apetrechos de combate” como bombas, porretes e coquetéis molotov.
Desde março de 2016, Lula exorta seguidores a “ir pro cacete”, como em telefonema com Lindbergh Farias (PT-RJ) gravado pela Justiça.
“Não tem mais jeito, não tem nem dó, nem piedade”, diz o ex-presidente naquela conversa telefônica com o senador fluminense.
Na gravação, Lindbergh promete “ir pro pau”. Ele foi um dos petistas que pediram para a PM de Brasília não revistar ônibus de militantes.
Diário do Poder de 27/05/17
Chegou ao governo federal e a autoridades de segurança do governo do DF informações sobre a suposta participação de integrantes de torcidas organizadas do Corinthians nos atos violentos do badernaço de quarta (24), em Brasília. Conhecidos pelo estilo “briga de rua” que levam aos estádios, os grupos teriam sido recrutados por ex-dirigentes do clube ligados ao PT. Também tem sido atribuído a sindicalistas e “mortadelas” ligados à Força Sindical parte significativa da brutalidade.
Líder da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP) se credenciou junto a Lula, em sua tentativa de reaproximação.
Sindicalistas ligados à CUT atribuem à Força Sindical cachê de R$360 a cada “mortadela” levado a Brasília em ônibus. A CUT pagaria R$50.
Foi de R$49,6 milhões em 2016 a receita da Força só com contribuição sindical, em vias de extinção na reforma que, claro, a entidade deplora.
No dia 23, senadores do PT pediram ao governador do DF para a PM não revistar ônibus que chegavam a Brasília para o protesto do dia 24.
Fonte: http://www.diariodopoder.com.br/ 27 e 28/05/17