terça-feira, 24 de novembro de 2009

LULA, O FILHO DO BRASIL

O texto está na Internet no Blog:
theodianobastos.blogspot.com

(*) Theodiano Bastos

O FILHO DO BRASIL acumula aposentadoria por invalidez, (aposentou por invalidez apenas por ter um dedo a menos e hoje trabalha como presidente do Brasil)? Tem aposentadoria de dep. federal, pensão vitalícia de 'perseguido político' isento de Imposto de Renda, porque ficou 31 dias preso, ganha quase R$ 5 mil por mês, salário de presidente de honra do PT e salário de presidente da república.fiscalização é proibida. Em 2008, o presidente Lula vetou um dispositivo legal que autorizava a auditoria das entidades pelo TCU – Tribunal de Contas da União ainda em 2008.

Já pensando em sua aposentadoria como presidente da república, assinou o decreto Nº 6.381 criando os serviços de quatro servidores para atividades de segurança e apoio pessoal; a dois veículos oficiais, com os respectivos motoristas; e ao assessoramento de dois servidores ocupantes de cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, nível 5.
César Benjamin – Folha de São Paulo de 27/11/09 e VEJA 02/12/09 pág. 79


...“Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: “Você esteve preso, não é Cesinha?” “Estive.” “Quanto tempo?” “Alguns anos…”, desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: “Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta”.

Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de “menino do MEP”, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do “menino”, que frustrara a investida com cotoveladas e socos”.

Até hoje João Batista dos Santos – o menino do MEP – não desmentiu o episódio e Lula até hoje não processou o César Benjamin por calúnia e difamação. Por quê?

Como se vê, o homem é bem diferente do mito.

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(*) Theodiano Bastos é escritor, autor dos livros: 
O Triunfo das Idéias, A Procura do Destino, O Lulopetismo no poder, PEGADAS DA CAMINHADA, “Liderança, Chefia e Comando”. Coordenador e introdutor das antologias publicadas pela UFES/CEPA: “Resgate da Família: alternativa para enfrentar sua dissolução, a violência e as drogas”, “Corrupção, Impunidade e Violência: O que fazer?”, “Globalização é Neocolonialismo? Põe a Ciência e a Tecnologia a Serviço do Social e da Vida” e “Um Novo Mundo é Possível? Para Aonde Vamos”. Idealizador e executor, em parceria com a UFES/CEPA, do JOCICA – Jovem Cientista Capixaba I,II,II e IV. idealizador e presidente do Círculo de Estudo, Pensamento e Ação, CEPA / ES www.proex.ufes.br/cepa.

Leia também no Blog: “LULA É UM MITO, UMA ILUSÃO COLETIVA”, “OS LÍDERES MESSIÂNICOS”, “O FENÔMENO LULA”, “REFORMAS: LULA E FHC FALHARAM” e “O GOLPISMO NÃO PROSPEROU NO BRASIL”

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A DIMENSÃO OCULTA DA VIDA

                                
    A DIMENSÃO OCULTA DA VIDA
                     THEODIANO BASTOS (*)

O outono da vida é o tempo para as reflexões ponderadas da maturidade e compartilhar emoções.
Dizem os gregos que o destino conduz aquele que o consente e arrasta o que lhe resiste. A vida, segundo Kahlil Gibran, nos toma e nos atira de um lado para outro; o Destino nos leva de deu em deu. E nós, colhidos por essas duas forças, ouvimos vozes terríveis e só vemos aquilo que se fixa como uma dificuldade ou obstáculo em nosso caminho. “Fui encontrado por aqueles que não me procuraram. Revelei-me àqueles que não perguntaram por mim”, Bíblia.
Ao escrever este ensaio tenho em mãos os livros: “Jung, Sincronicidade e Destino Humano” de Ira Progoff (ed. Cultrix) e o “Segredo da Flor de Ouro” de C.G. Jung e Richard Wilhelm (ed. Vozes). A Teoria das Coincidências Significativas de C.G. Jung; — nada é por acaso, resolvi comentar os dois livros ao mesmo tempo, estabelecendo contato de um autor com o outro, porquanto ambos trabalham numa área altamente meritória, de ajudar os que sofrem e a se viver melhor. Leio bem devagar e quase sempre ao som de música clássica, desta feita ouvindo o Ofício de Trevas do Padre José Maria Xavier, magnífica obra da música barroca mineira com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e Coral Palácio das Artes.
 O conceito central nessa definição está expresso na seguinte frase: “A Sincronicidade considera a coincidência (ou co-ocorrências) de eventos no tempo e no espaço como significando algo mais do que mero acaso”. É este é o princípio subjacente ao uso que se faz do I Ching. Ele se vale de dois eventos independentes que ocorrem ao mesmo tempo e deles extrai enorme significado, ainda que não seja nenhuma relação de causa e efeito entre os eventos, esclarece Jung.
                         “Cada vez que um acontecimento numinoso faz vibrar fortemente a alma, há perigo de que se rompa o fio em que estamos suspensos. Então o ser humano pode cair. O perigo do numinoso é que ele impele aos extremos e então uma verdade modesta é tomada pela VERDADE e um erro mínimo por uma aberração fatal”, adverte o médico psicanalista Jung. Há milênios o sábio Heráclito descobriu a Enantiodromia, a mais fantástica das leis da psicologia: a função reguladora dos contrários, o correr em direção contrária e que um dia tudo reverte a seu contrário. A Enantiodromia é o estar dilacerado dos pares contrários, um estado de estraçalhamento interior, do qual só se escapa a essa punição divina, à crueldade da lei dessa importante descoberta da psicologia, quem for capaz de diferenciar do inconsciente o seu lado sombrio, colocando-o a sua frente para que tenha condições de dominá-la e mantê-la sob controle, fazendo prevalecer seu lado sadio e construtivo.Tem de tomar consciência da luta interior entre o bem e o mal, entre a luz (Yang) e a sombra (Yin). Estabelecer o relacionamento com o estranho em nós. A Enantiodromia, o correr em sentido contrário. A sabedoria popular a conhece como a “Lei do Retorno”, de causa e efeito.

                                  “Quando, durante o silêncio, o espírito é tomado ininterruptamente pela sensação de uma grande euforia, como se estivesse embriagado ou a sair de um banho em todo o corpo; então a flor de ouro já está em botão. Quando, depois, todas as aberturas estão tranqüilas e a lua de prata se acha no meio do céu e se tem a impressão de que a grande terra é um mundo de luz e de claridade, isto é um sinal de que o corpo do coração se abre para a lucidez. Este é o sinal de que a flor de ouro desabrocha”. Mas Dante adverte: “Na metade da vida me achei numa selva densa. Tomei o caminho errado”

E Edna Millay em O RENASCIMENTO:

“AH, DO SOLO EU BROTEI! / E SAUDEI A TERRA COM TAL GRITO/ QUE NINGUÉM CONHECE, EXCETO QUEM/ ESTAVA MORTO E RESSUSCITA”.   

         

(*) Theodiano Bastos é escritor, autor dos livros: “BRASIL: O Lulopetismo no Poder”, “O Triunfo das Idéias” , “A Procura do Destino” “Liderança, Chefia e Comando” ‘PEGADAS DA CAMINHADA .
Coordenador e introdutor das antologias publicadas pela UFES/CEPA: “Resgate da Família: alternativa para enfrentar sua dissolução, a violência e as drogas”, “Corrupção, Impunidade  e Violência: O que fazer?”, “Globalização é Neocolonialismo? Põe a Ciência e a Tecnologia a Serviço do Social e da Vida” e  Um Novo Mundo é Possível? Para Aonde Vamos”.  Idealizador e executor, em parceria com a UFES/CEPA, do JOCICA – Jovem Cientista Capixaba I,II,II e IV.  idealizador e presidente do  Círculo de Estudo, Pensamento e Ação, CEPA / ES  www.proex.ufes.br/cepa.

domingo, 11 de outubro de 2009

CRISTIANISMO, JUDAÍSMO, ISLAMISMO E A TERRA SANTA

CRISTIANISMO, JUDAÍSMO, ISLAMISMO E A TERRA SANTA
Por que a Bíblia e o nome de Cristo foram usados pelos católicos para promoverem a Inquisição e as Cruzadas? Por que Israel usa a Torá e o Talmude, Jeová e Javé para fazerem o que fazem com os palestinos? E que os muçulmanos usem o Alcorão e o nome de Alá para matarem inocentes nos atentados? O Cristianismo, judaísmo e islamismo têm a mesma origem e têm mais pontos em comum do que o leitor imagina; as três religiões têm muitos profetas e um só Deus. Adão, Noé, Abraão, Jacó, José e Moisés estão nas três religiões, e Maomé, é o profeta do Islã. Jesus é muito reverenciado nas suras do Alcorão, onde é citado como “Jesus, o filho de Maria”, “o Messias”, “a palavra de Deus”, “um espírito de Deus”, “o Mensageiro de Deus”, “um espírito de Deus”, “ilustre nesse mundo e no próximo”, etc. e só Maomé é mais reverenciado no Alcorão. Por isso a Terra Santa é sagrada para as três religiões. Abraão, por exemplo, é figura central, patriarca e pai do judaísmo, cristianismo e islamismo.
SUNITAS E XIITAS: com a morte de Maomé, duas versões surgiram e o islamismo dividiu-se em Sunitas: para os que acreditavam que Maomé ao morrer indicou Abu Bacre, pai de Ayiushah, que era a esposa mais querida para seu sucessor, e Xiitas, para os acreditaram que Maomé ao morrer indicou seu primo Ali, pai de Fátima, uma de suas esposas (Maomé tinha 10 esposas) e seus netos Hasan e Hussein como seus sucessores, e isso é a origem de toda essa violência e o terror que avassala até nossos dias.
Tanto os Evangelhos dos cristãos, como o Alcorão dos islâmicos (Islã quer dizer submissão) e a Torá dos judeus pregam a paz e não se justifica matar em nome de Deus. E para se visitar a Terra Santa cada visitante tem de pagar m/m R$ 600,00 de taxa de segurança...
Ali Kamel, é um brasileiro de origem árabe, filho de pai e avô mater­no muçulmanos nascidos na Síria, (a avô materna é baiana, devota de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro) e a mãe também é católica e devota de Cosme e Damião porque Ali Kamel (que é diretor da Rede Globo) é gêmeo, e se casou com uma judia de família praticante. O autor do livro “SOBRE O ISLÔ (Editora Nova Fronteira), que recomendo, tem no seio da própria família as três religiões monoteístas e trata neste livro da afinidade entre muçulmanos judeus e cristãos e as origens do terrorismo. O Pentateuco (a Torá dos Judeus e parte do Antigo Testemunho dos cristãos) e do Novo Testamento foram extraídas da Bíblia de Jerusalém.
Por que três tradições que têm uma origem comum, são tão próxi­mas, se vêem tão distantes? Por isso, minha esposa e o autor deste livro, num grupo de 35 pessoas e pela New Age Turismo, fomos conhecer a Terra Santa, e com os próprios olhos, sentir a vibração de ver todos esses lugares sagrados, como:
Em JERUSALEM: o Horto de Getsemani, a Basílica da Agonia, e o Muro das Lamentações. Em Ein Karem para conhecer o lugar de nasci­mento de São João Batista, o Museu do Holocausto e a Cidade velha de Jerusalém, a Esplanada do Templo, as 14 estações da Via Dolorosa, a Igreja da Flagelação, a Capela da Condenação, o Calvário e o Santo Sepulcro, o bairro Judaico e o Cardo Romano, o Museu da Cidadela e a Torre de Davi, a Cidade Nova: a Kneset (Parlamento), a Residência Presidencial, o Teatro Municipal. Visita ao Museu de Israel onde se encontra o Santuário do Livro e a Maquete de Jerusalém da época de Jesus e Massada, conhecer as principais mesquitas, sinagogas e templos cristãos, inclusive o de Canaan e, com tristeza, ver o muro construído por Israel para se separar dos palestinos.
Em BELÉM: Basílica da Natividade, a Gruta de São Jerônimo e a Igreja de Santa Catalina.
Na GALILÉIA: Vale do Jordão até Jericó. Visita panorâmica pela cidade e do Monte da Tentação. Continuação através do deserto até Jerusalém. Continuação pelo Vale do Jordão até Nazaré para visitar a Basílica da Anunciação, a carpintaria de São José e a Fonte da Virgem. Visita a Yar­denit, parada no Rio Jordão, lugar do batismo de Jesus. Continuação até Capernaum para visitar a antiga sinagoga e a casa de São Pedro. Saída até Tabgha, lugar do milagre da Multiplicação dos pães e dos peixes, e logo, ao Monte das Bem Aventuranças, lugar do Sermão da Montanha.
Em HAIFA: Santuário da Fé Bahai e os Jardins Persas. Visita panorâmica desde o alto do Monte Carmel e visita ao Mosteiro Carmelita. Saída até Cesárea para visita ao Teatro Romano, Cidade Cruzada e o Aqueduto.
Em TEL AVIV: Conhecer um kibutz e suas diferentes instalações, a Safed, São João de Acre e as fortificações medievais.
E em JAFFA: Bairro dos Artistas e o Mosteiro de São Pedro. Visita panorâmica dos principais pontos de interesse da cidade: Rua Dizengo­, o Palácio da Cultura, o Museu de Tel Aviv, a Praça Yitzhak Rabin, o Mercado Carmel, e o famoso Museu da Diáspora.

A Terra Santa é sagrada para as três religiões, e têm Abraão como patriarca e fundador dessas religiões. O Cristianismo, judaísmo e islamis­mo têm a mesma origem e têm mais pontos em comum do que o leitor imagina; as três religiões têm muitos profetas e um só Deus. Adão, Noé, Abraão, Jacó, José e Moisés estão nas três religiões, e Maomé, é o profeta do Islã. O Templo da Rocha em Jerusalém, tem a cúpula dourado. Os mulçumanos proibiram desde 2001 a visita dos turistas, e são reservadas somente para celebrações religiosas.
Tanto nas sinagogas como nas mesquitas, as mulheres ficam separadas dos homens, e até no Muro das Lamentações é assim. Em Safed, cidade da Cabala e do misticismo judaico, tivemos a sorte de ver uma procissão em direção a uma sinagoga para a iniciação religiosa de dois garotos de 13 anos (as meninas são aos 12 anos), tendo acima de suas cabeças uma espécie de manto suspenso por quatro pessoas da família, com uma vara em cada ponta do manto. Um trio tocava uma música muito alegre, com um tocando violão e cantando, um tocando clarinete e outro com um tambor cerimonial. Um dos garotos irradiava no semblante uma felicidade que não consigo esquecer.
Trata-se de uma região de grande valor estratégico, pois é ponto de passagem para três continentes: Europa, Ásia e África, e para as maiores reservas de petróleo do mundo. Jaffa, que tem 4.000 anos, por exem­plo, foi invadida e destruída 14 vezes... O conquistador que demorou menos ficou na área por mais de 100 anos. Napoleão invadiu a cidade para conquistar o Egito, mas logo se retirou porque a tropa ficou doente.
Consta nas Professias de Nostradamus (1.503/1.566) que a batalha do Armagedom  (um vale ao lado do Monte Carmel em Israel, perto do Iraque), marcará o final dos tempos, e o “Livro das Revelações” das Bíblia tem um texto fantástico e confuso de São João, dizendo que surgirão as figuras sinistras de Gog e Magog e os quatro cavaleiros do Apocalipse: morte, fome, peste e guerra.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

LULISMO, PETISMO E OS MITOS POLÍTICOS NO BRASIL

                LULISMO, PETISMO E OS MITOS POLÍTICOS NO BRASIL


                                     THEODIANO BASTOS

O povo brasileiro parece procurar um Messias. A expectativa de um messias é um modismo comum que ocorre em países com alto índice de desigualdade social, baixo grau de escolaridade da população e descrédito das instituições ou tremendamente injustos como é o caso do Brasil, onde existe a fantasia de que cada parto, se esteja dando a luz a um messias... Elegeram Getúlio Vargas em 1950 vendo nele o “Pai dos Pobres” e que deixou a presidência cometendo suicídio em 24.08.1954. Elegeram Jânio Quadros em 1960 e que renunciou em 08.08.1961 como Homem da Providência e depois em 1989 elegeram Fernando Collor de Mello como o Salvador da Pátria e na quarta tentativa elege como Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva como o Messias, é o mito do Operário Salvador, e que consta no livro de minha autoria O Triunfo das Idéias. “Quanto mais um país depende de pessoas, e não de instituições, menos republicano ele é”, diz Roberto Romano, da Unicamp e conclui: “O líder se torna um messias, os políticos próximos a ele tendem a imitar seu comportamento. Assim, ele vira um mito. Qualquer crítica ao líder carismático, portanto, vira uma blasfêmia”

Lula elegeu-se prometendo a mudança, e no governo praticou o continuísmo, mas mirando o bolso dos ricos e a barriga dos pobres. E segundo Paulo Arantes (Idéias JB 10/03/07), ao falar do colapso do petismo e da falência do governo Lula, diz: “o petismo sucumbiu ao pior tipo de capitulação, a capitulação sem combate e a adesão prévia ao programa do inimigo. A vitória de Lula foi uma derrota acachapante da esquerda”, conclui “Sem um núcleo de formulação de estratégia econômica, mas incontida ambição pelo poder”. Segundo Reinaldo Gonçalves, competente intelectual que pediu desligamento do PT, em entrevista ao Jornal do Brasil de 06/02/05, diz: havia ausência de diretrizes. O objetivo passou a ser, não a transformação, mas a chegada ao poder... e centralizar os esforços na reeleição. E é isso que está ocorrendo. A consolidação de estruturas retrógradas e a quebra da esquerda brasileira. Racha-se também o movimento sindical e a sociedade civil organizada. A herança de Lula, nesse sentido, pode ser pior que a do FHC e conclui: o partido não estava preparado para ser governo e, ao mesmo tempo, manter a sua identidade. Não havia maturidade e força política suficientes. O PT seria o único partido capaz de clamar por mudanças. Não existe mais o petismo, mas o lulismo, em decorrência da exaltação do próprio ego e da autopromoção, Lula até autodenominou-se “uma metamorfose ambulante”... ! “As prioridades de Lula são: Lula, ele próprio e si mesmo”, diz Veja em sua edição de 26/08/08. “O presidente Lula parece considerar-se uma espécie de marco zero. Nada de bom teria acontecido antes dele neste país”, diz Maílson da Nóbrega em seu artigo Lula e mistério do desenvolvimento (Veja 26/08/08 pág. 74. A república sindicalista implantada pelo lulismo e o petismo, ao anestesiar o país e desmoralizar a política, deixará um triste legado. Lula não entregou os sonhos que vendeu.

Com a eleição de Lula, o mundo inteiro (menos os que sabiam), julgou que o Brasil iria mudar para melhor, pois acreditavam no que alguns petistas pregavam de que só eles eram honestos e conheciam todos os problemas e a solução, que dariam um salto para frente, mas nós saltamos para trás. diz Fausto Wolff. Já Felipe Pigna, escritor e jornalista argentino, diz: “O triunfo de Lula deixou contentes os progressistas argentinos. Lamentavelmente, logo Lula se mostrou mais preocupado em acalmar as inquietações do governo direitista dos Estados Unidos e mostrar-se como um muchacho confiável para o poder econômico mundial”. O país vai mal, eticamente mal.

“O PT jogou a ética no lixo e vai ter de achar outro caminho. Deu as costas ao povo, à sociedade e às bandeiras tão caras a tantas pessoas. Tenho vergonha de estar no PT. Vou pedir à Justiça que concorde com meu argumento de que houve quebra do ideario partidário”, diz o Senador Flávio Arns, ao anunciar sua saída do partido em agosto de 2008. Também a Senadora Marina Silva, que também pediu para sair do partido, desabafou: “ Tantos projetos que eu não consegui aprovar nestes anos... Se eu não consegui com o Lula, como vou lutar por mais oito anos com a Dila? Não posso ficar no PT para convencer que o meio ambiente tem de ser prioridade. Este é um governo insensível às causas sociais”, disparou.

O futuro do país está conturbado e nebuloso. 20 mil famílias, em 2005, ganharam R$ 105 bilhões, graças aos juros obscenos que o governo do PT pagou, ao passo que apenas R$ 7 bilhões para os 8 milhões de beneficiários das bolsas-esmolas, segundo estimativas de Márcio Pochmann. Também a respeito do Governo Lula, diz o pensador César Benjamim, ex-integrante da cúpula do PT, vice na chapa de Heloísa Helena: “Temos 83% da população brasileira nas cidades, bloqueamos a mobilidade social e o Estado Nacional tornou-se refém do sistema financeiro. Estamos em vôo cego pois não temos uma teoria contemporânea do país”. O governo Lula, em números concretos, distribuiu R$ 530 bilhões para remunerar os rentistas e apenas R$ 30 bilhões para o Bolsa-Família, destinados aos mais pobres. “Os ricos nunca ganharam tanto dinheiro como no meu governo”, diz Lula com razão. O PT e Lula eram até há pouco
tempo, considerados uma certa reserva da nação, mesmo por seus adversários.

“Lula foi uma falsa chegada do povo ao poder. Lula foi uma fantasia coletiva, a encarnação do líder que ia comandar essa transformação fomos nós que criamos, porque precisávamos disso. Lula nunca foi isso, nem sequer foi um reformista, sempre foi conservador. O Lula é um tremendo equívoco. Um equívoco tão grande que não sei responder qual o efeito desse equívoco sobre o povo brasileiro. É um episódio meio patético, meio dramático, e que terá um impacto grande porque a decepção com Lula é muito mais profunda do que as decepções anteriores e sem limites éticos”, conclui César Benjamim.

“Toda grande causa começa como um movimento, vira um negócio e finalmente degenera numa quadrilha”, diz Eric Hoffer, cientista político americano.

(*) Theodiano Bastos é escritor, autor dos livros: O Triunfo das Idéias, A Procura do Destino e a publicar, “Liderança, Chefia e Comando”. Coordenador e introdutor das antologias publicadas pela UFES/CEPA: “Resgate da Família: alternativa para enfrentar sua dissolução, a violência e as drogas”, “Corrupção, Impunidade e Violência: O que fazer?”, “Globalização é Neocolonialismo? Põe a Ciência e a Tecnologia a Serviço do Social e da Vida” e “Um Novo Mundo é Possível? Para Aonde Vamos”. Idealizador e executor, em parceria com a UFES/CEPA, do JOCICA – Jovem Cientista Capixaba I,II,II e IV. idealizador e presidente do Círculo de Estudo, Pensamento e Ação, CEPA / ES www.proex.ufes.br/cepa.


Leia também no Blog: “LULA É UM MITO, UMA ILUSÃO COLETIVA”, “OS LÍDERES MESSIÂNICOS”, “O FENÔMENO LULA” e “REFORMAS: LULA E FHC FALHARAM” e o “GOLPISMO NÃO PROSPEROU NO BRASIL”

domingo, 16 de agosto de 2009

SER FELIZ, SEGUNDO JUNG E EPICURO


            


SER FELIZ, SEGUNDO JUNG E EPICURO,            por (*) Theodiano Bastos 



“Mens sana in corpore sano”
Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são") é uma famosa citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal. No contexto, a frase é parte da resposta do autor à questão sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida (tradução livre): Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são.
Peça uma alma corajosa que careça do temor da morte, que ponha a longevidade em último lugar entre as bênçãos da natureza,que suporte qualquer tipo de labores,desconheça a ira, nada cobice e creia mais nos labores selvagens de Hércules do que nas satisfações, nos banquetes e camas de plumas de um rei oriental.
Revelarei aquilo que podes dar a ti próprio; Certamente, o único caminho de uma vida tranquila passa pela virtude.

FELICIDADE; O QUE FAZ UMA PESSOA FELIZ?    

É um tema muito caro neste mundo atribulado que vivemos, em que muitos de nós questiona o objetivo da vida e o que é "ser feliz". Para Carl Gustav Jung, para se ser feliz, é preciso se ter seis coisas na vida, que são:
1 - Boa saúde. 2 - Gosto pela beleza nas artes e na natureza. 3 - Um razoável padrão de vida. 4 - Um trabalho que dê satisfação. 5 Uma religião ou filosofia para enfrentar as vicissitudes da vida 6 - Um casamento feliz.
Mas adverte: “Um homem completo sabe que mesmo seu mais feroz inimigo, não um só, mas um bom número deles, não chega aos pés daquele terrível adversário, ou seja, aquele “outro” que habita em seu seio. Enfim, “O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo”. O “animus” é a polarização sombria e masculina da mulher. Já a “anima” é o lado sombrio e feminino do homem .” C.G. Jung Daí a necessidade do “Conhece-te a ti mesmo para conheceres os deuses e o
universo”, pregado por Sócrates.
Em busca na internet  conseguimos conhecer a filosofia de Epicuro.  O Epicurismo é o sistema filosófico ensinado por Epicuro de Samos, filósofo ateniense do século IV a.C., e seguido depois por outros filósofos, chamados epicuristas.
Epicuro propunha uma vida de contínuo prazer como chave para a felicidade, esse era o objetivo de seus ensinamentos morais. Para Epicuro, a presença do prazer era sinônimo de ausência de dor, ou de qualquer tipo de aflição: a fome, a abstenção sexual, o aborrecimento etc.
A finalidade da filosofia de Epicuro não era teórica, mas sim bastante prática. Buscava sobretudo encontrar o sossego necessário para uma vida feliz e aprazível, na qual os temores perante o destino, os deuses ou a morte estavam definitivamente eliminados. Para isso fundamentava-se em uma teoria do conhecimento empirista, em uma física atomista e em uma ética hedonista.
No antigo mundo da zona Mediterrânea, a filosofia epicurista conquistou grande número de seguidores. Foi uma escola de pensamento muito proeminente por um período de sete séculos depois da morte do fundador. Posteriormente, quase relegou-se ao esquecimento devido ao início da Idade Média, período em que se perderam a maioria dos escritos deste filósofo grego.
A idéia que Epicuro tinha, era que para ser feliz o homem necessitava de três coisas: Liberdade, Amizade e Tempo para meditar, isto é, aprender a se proteger de si mesmo. Essa filosofia é o que rege muitas empresas de marketing e propaganda, em vez de vender o produto ela vende uma destas três opções associadas ao produto. Na Grécia antiga existia uma cidade na qual, em um muro na frente de um mercado, tinha escrito toda a filosofia da felicidade de Epicuro, procurando conscientizar as pessoas que comprar não as tornaria mais felizes como elas acreditavam.
Uma agência de publicidade, Inspirada na filosofia de Epicuro anuncio uma bela mansão com um caríssimo carro estacionado na frente e no rodapé do anúncio: “A felicidade não está incluída”.  Certa vez uma grã-fina carioca  pediu que Oscar Niemayer fizesse uma planta de uma casa “que deixasse a pessoa feliz”, ao que Niemayer respondeu: “Quem é que vai morar nessa casa”?
Diz um provérbio escocês:  Procure ser feliz enquanto estiver vivo porque você vai ficar muito tempo morto...



Veja também neste blog:

SER FELIZ, SEGUNDO TAL BEM-SHAHAR



 (*) Theodiano Bastos  é escritor, autor dos livros: O Triunfo das Idéias, A Procura do Destino, BRASIL O LULOPETISMO NO PODER, “PEGADAS DA CAMINHADA" e LIDERANÇA, CHEFIA E COMANDO e coletâneas publicadas pelo CEPA/UFES e é fundador e presidente do Círculo de Estudo, Pensamento e Ação, CEPA – ES www.cepa.ufes.br