domingo, 14 de agosto de 2016

BODAS DE ESMERALDA E O SEGREDO DO CASAMENTO





              BODAS DE ESMERALDA
    E O SEGREDO DO CASAMENTO
                   Theodiano Bastos

“Todas as famílias felizes são parecidas; as infelizes são infelizes cada uma a sua maneira”. Fiódor Dostoiévski
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Aos 79 anos, emocionado com as comemorações dos 55 anos de casamento, Bodas de Esmeralda, vejo passar rapidamente na tela todas as lembranças da vida, lembranças de até quando tinha dois de idade, como num reverse de um filme. A quantas Tempestades terríveis e Provações tivemos de vencer ao longo dos 55 anos de caminhada!
COMO NOS ENCONTRAMOS
Foi em 1961 que nos conhecemos no horário de recreio do Colégio Central Estadual da Bahia, sentados numa mureta. Quando a vi tive uma sensação de reencontro, ela estava com outra colega de nome Ivone. Perguntei por seu nome e quando ela disse que chamava Maria do Carmo, abri a minha mão esquerda e lhe mostrei o M que tenho e disse que me casaria com uma Maria e cinco meses depois estávamos casados. Naquela época, década de 50,  não havia salas mistas; tinha salas só das moças e outras somente para os rapazes e por isso moças e rapazes só se viam nos recreios.

Com seis anos de casamento já tínhamos os quatro filhos e hoje a Família tem dezessete membros; dois casais de filhos, sete netos (três netas e quatro netos), duas noras e dois genros.
A vida a dois não é fácil, porquanto todos nós temos o lado da sombra, isto é, o segundo eu de todos nós. Há o eu idealizado, a personagem no teatro da vida e o eu real que existe atrás da máscara e que se vai descobrindo na convivência. E as heranças genéticas e psíquicas dos pais. Na verdade é a convivência de seis personalidades. Somos diferentes, mas com facetas iguais que nos unem e diferentes que nos completam.

Hoje estamos comemorando 55 anos de casamento, mas nada temos a ensinar, mas alertamos para a crise dos sete anos, ela existe e todos os casais devem estar preparados para superá-la. E casamento para durar, um tem de ser a criatura e o outro o que atura e aí se vai revezando para não virar sadomasoquismo. É preciso muito AMOR, TOLERÂNCIA, COMPREENSÃO, PACIÊNCIA, PACIÊNCIA, MUITO DIÁLOGO E DETERMINAÇÃO EM MANTER A FAMÍLIA CONSTITUÍDA
Hoje, infelizmente, casamentos não são mais feitos para durar. As insatisfações do cotidiano tornam-se fardos insuportáveis...

O que C.G. Jung explica no seu livro ‘O Eu e o Inconsciente’ como a identificação inconsciente da Anima, o lado feminino no homem na moça e esta, por sua vez, encontra sua Animus, seu lado masculino no homem. Como era norma naquela época para as moças de família, Lila (para os íntimos), casou-se virgem aos 22 anos. Foi uma bênção encontrar essa companheira de vida. Não agüentava mais viver sempre mudando de pensionatos, cada um pior que o outro. Queria ter um lar e uma família e consegui realizar com êxito esses objetivos.

O Jornal Nacional do Natal do dia 25/12/15, mostrou o exemplo mais lindo e edificante: o casal Oswaldo e Rosalina Blois, de 98 anos, estão juntos há 80 natais, sem perder o bom humor e a amizade. Eles se conheceram em 1935 no Rio de Janeiro Oitenta anos depois, dona Rosalina ainda ri das piadas do seu Oswaldo. Eles tinham 18 anos quando se casaram e estão juntos até hoje. Rosalina teve o primeiro filho aos 19 anos.

Jânio Quadros sobre seu casamento com dona Eloá: “Eu me virei para um amigo que estava na minha companhia e lhe disse apenas: vou casar com esta moça. Desci, conheci-a, nosso namoro foi rápido, o noi­vado mais rápido ainda, cinco meses e casamos. Já nem sei há quanto tempo tenho estado casado. Porque me parece que já nasci casado.Eloá foi sempre muito bonitinha, mas muito bonitinha mesmo e conservou os traços de beleza até o fim da vida, embora os cabelos inteiramente brancos. Não envelheceu no rosto, só nos cabelos. Eloá foi sempre disci­plinada, ordenada, uma excelente dona-de-casa. Ela sabia bordar, tecer e tocava piano muito bem, além de ter uma excelente conversa”. Fonte: Nelson Valente, biógrafo de Jânio.
— Eu invejo esses relatos, diz J.R.S, mas no meu caso tenho a dizer que apenas sobrevivi a três casamentos.Lila, como carinhosamente a chamamos, continua aos 74 anos com seu sorriso encantador, mantendo a beleza e o corpo bonito, sem ter feito nenhuma cirurgia plástica, sem celulite, estrias, gordurinhas localizadas.

    Ana Paula, esposa de Pimenta da Veiga, candidato a governador de Minas em 2014:Há 25 anos, namoramos cinco meses e logo ficamos juntos. Temos dois filhos (João Neto, de 22 anos, e Pedro, de 20).
    Também o Paulinho, dono da churrascaria e hotel Boi na Brasa em Nanuque/MG, diz:
Há 30 anos quando vi Zenilda lhe disse: quer se casar comigo? Ela ficou assustada. Namoramos apenas cinco meses e logo nos casamos. Temos dois filhos e somos muito felizes. 

Com seis anos de casamento já tínhamos os quatro filhos e hoje a Família tem dezessete membros; dois casais de filhos, sete netos (três netas e quatro netos), duas noras e dois genros.
A vida a dois não é fácil, porquanto todos nós temos o lado da sombra, isto é, o segundo eu de todos nós. Há o eu idealizado, a personagem no teatro da vida e o eu real que existe atrás da máscara e que se vai descobrindo na convivência. E as heranças genéticas e psíquicas dos pais. Na verdade é a convivência de seis personalidades. Somos diferentes, mas com facetas iguais que nos unem e diferentes que nos completam, almas que se completam. Nada temos a ensinar, mas alertamos para a crise dos sete anos, ela existe e todos os casais devem estar preparados para superá-la. E casamento para durar, um tem de ser a criatura e o outro o que atura e aí se vai revezando para não virar sadomasoquismo. É preciso muito AMOR, TOLERÂNCIA, COMPREENSÃO, PACIÊNCIA, PACIÊNCIA, MUITO DIÁLOGO E DETERMINAÇÃO EM MANTER A FAMÍLIA CONSTITUÍDA
54 ANOS DE CASAMENTO (2015)
Maria do Carmo Freire Bastos
É bonita a minha história de vida, com dezessete pessoas na Família. Começamos com os dois e formamos uma grande família com a Graça Divina, Obrigada ó DEUS. Eu Te amo, Pai!
Ao encontrar THEDE, por trás do óculos Rayban não pude deixar de notar seus olhos castanhos claros que claramente dançavam ...
Bonito, alto, cabelos pretos bronzeado na praia de Itapoã e do Porto da Barra, Salvador. Ao terminar as aulas me acompanhava até o Pensionato de Dona Neném. No lindo Jardim dos Barris, marcávamos encontros, descobrimos que tínhamos a mesma preocupação de ser feliz, embasados num elo inicial de fundar um lar e o desejo que tínhamos de nossos passos serem guiados por DEUS
Ao chegar em casa, Thede me surpreendeu com um beijo! Fiquei contente, muito feliz. Íamos às festas dos universitários.
Gostávamos de passear na praia, apreciar a linda e exuberante natu­reza, conversar sobre as incertezas do nosso futuro, “mas se nos amarmos o suficiente para lutar, conseguiremos realizar nossos ideais. Vale a pena lutar e assim que os problemas aparecem, saberemos lidar com eles, com a ajuda de DEUS PAI”.
Éramos jovens, estávamos apaixonados de maneira séria e contem­plativa. Pouco tempo de convívio; não importava, correspondíamos através de cartas.
Maravilhávamos com a beleza da folhagem de outono, ríamos com as garças, e com as gaivotas mergulhando e voltando com os peixes nos bicos afiados. Cruzando os horizontes Thed cantava para mim “FOLHAS DE OUTONO”.
Sabíamos que passaríamos por várias provações, pouco dinheiro, mas o principal estava conosco, o AMOR. Deus jamais abandona Seus filhos, tínhamos FÉ.. Assim, os acontecimentos do futuro, vêm para o presente e se ELE demora em atender, tem um propósito: endurece nossa fibra espiri­tual através da espera e Suas demoras são sempre propositadas. ”Quando se tem fé mesmo do tamanho de uma mostarda, nada será impossível” Nosso LAR seria abençoado por DEUS.
ESPOSA, MÃE, AMIGA, COMPANHEIRA
Bem-humorada, não faço tempestade em copo d’água. “É melhor ser alegre, que triste. Alegria, é a melhor coisa que existe”.
Escolhi ser MÃE, dona de casa, ser Professora. Fiz concessão todo o tempo: a vida é isso: sempre nos coloca diante de escolhas para equilibrar a vida pessoal e profissional. Sou a pessoa que olha a metade cheia do copo; eu me apego a quanto ainda tem, não a quanto já foi.
Cuidar dos filhos sem descuidar do marido, do trabalho é gratificante. A mulher tem um LAR, uma profissão, filhos, marido, trabalhos. Cuidar da casa, viajar com o marido, faz parte da vida bela que os Céus nos oferecem.
CASAMENTO DURADOURO, “BODAS DE OURO” 50 anos de bem-casados! Continuamos cedendo, continuamos nossa batalha. NÃO TENHO MEDO DO FANTASMA da idade, nem de perder a beleza; tenho astral elevado, procuro manter auto-estima, uma energia contagiante e positiva muita Fé no DIVINO PAI ETERNO, o nosso amado Criador, A quem agradeço pelo dom precioso da FÉ. TENHO MAIS DO QUE JAMAIS PENSAVA TER, nem nos momentos de sonho. Tenho a vida verdadeira, feliz! Obrigada Pai, obrigada meu amado DEUS pelo marido maravilhoso, pelos filhos amáveis, pela vida e por não me esquecer dos amigos. Mais uma vez, obrigada, muito obrigada SENHOR!
O VERDADEIRO AMOR
Muito linda essa Historia!
“Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento. Argumentavam que o que mantém um ca­sal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio. O mestre disse que respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história: Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã, minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um infarto. Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e, quase se arrastando, a levou até a caminhonete. Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta. Durante o velório, meu pai não falou. Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou!
Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados. Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção:
- Meus filhos, foram 55 bons anos… Ninguém pode falar do amor verdadeiro, se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.
Ele fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou:
- Ela e eu estivemos juntos em muitas crises. Mudei de emprego, re­novamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade. Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, e perdoamos nossos erros… Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por quê? Porque ela se foi antes de mim, e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto, que não gostaria que sofresse assim.
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: “Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.”
E por fim, o professor concluiu: “Naquele dia, entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas” Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar, pois esse tipo de amor era algo que não conheciam. O verda­deiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias. O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.
“Quem caminha sozinho, pode até chegar mais rápido. Mas aquele que vai acompanhado, com certeza, chegará mais longe, e terá a indescritível alegria de compartilhar alegria… Alegria esta que a solidão nega a todos que a possuem”.
Marilu Tourinho
Damos graças a Deus por chegarmos aos 54 anos de casamento (em 2015) ainda com saúde e vigor. Meu esposo com 79 anos e eu com 77 mas com boa saúde e com aparência de 10 a até 15 anos menos, segundo médicos, e por termos, transferirmos essa herança genética aos quatro filhos (dois casais) e ao sete netos (três netas e quatro netos), todos bo­nitos, sadios e inteligentes.
“QUISÉRAMOS NÓS PODER CONTAR AS GRANDES BÊNÇÃOS QUE DE DEUS RECEBEMOS PARA CHEGARMOS A ESSE DIA E,
SE CHEGAMOS, FOI PORQUE COM MÃOS FORTES
ELE NOS SUSTENTOU”

































































































Um comentário:

  1. Alba Valéria Alves Fraga Exemplo de casal. Deus abençoe sempre! Parabéns!

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