domingo, 18 de agosto de 2019

BOLSONARO: “SOU ASSIM’


BOLSONARO: “SOU ASSIM’                                     por Theodiano Bastos

“EMBORA SEJA LOUCURA, HÁ NELA CERTO MÉTODO” diz William Shakespeare: Hamlet representa a própria loucura ou está louco de verdade?

Não só os generais que estão no governo, como o Congresso Nacional, o STF, a comunidade internacional e acima de tudo o povo brasileiro estão atônitos e preocupados com o presidente Jair Messias Bolsonaro, com as suas falações. Compulsivo, ele fala sem pensar, pois sofre de incontinência verbal.

Ele está louco ou representa a própria loucura como diz Shakespeare?

Os jornalistas José Benedito da Silva e Leonardo Lellis, em seu artigo O ESTRANHO MUNDO DE JAIR, publicado na Veja de 07/08/19 como os excelentes jornalistas J.R. Guzzo, Roberto Pompeu de Toledo, Policarpo Júnior todos de Veja, Diogo Mainardi, Mario Sabino e Claudio Dantas de O Antagonista/revista Cruzué e outros analistas de O Globo, Estadão e revistas Istoé e Época, que  tentam responder.

“Diferentemente do que ocorria nos tempos era deputado, porém, as palavras de um presidente têm consequências: o descontrole verbal de Bolsonaro atiça ânimos já exaltados em um ambiente de polarização tóxica, em última instância, tumultua a pauta de modernização da economia, que, até o momento, promete ser a realização   maior de seu governo. “essas atitudes prejudicam o andamento do páis”, lamenta o sociólogo e cientista político Bolivar Lamounier. “So espero que o presidente não vá além disso, pois poderemos ter uma crise institucional”, completa.

É muito reveladora, sobre a personalidade do capitão a entrevista que ele deu ao jornal O Globo. Em suas próprias palavras, o atual ocupante da cadeira mais poderoso do Brasil, justifica tal comportamento apelando a uma espécie de determinismo genético. “Sou assim”.  Por ser como é, sem muitos filtros ou respeito pela opinião alheia, Bolsonaro disparou sua metralhadora giratória de barbaridades ao defender a indicação do filho Eduardo Bolsonaro como embaixador nos Estados Unidos, desautorizou dados do INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Flertou com a censura ao propor “filtros” para filmes financiados pela Ancine, ameaçou o jornalista Glenn Greewald de prisão (em meio a declarações homofóbicas, afirmou que a jornalista Marian Leitão, da Globo, mente ao dizer que foi torturada e a entrevista enquanto cortava o cabelo... Cansou? Ele, não”.


O Cadete e o Capitão, livro do veterano jornalista Luiz Makloud Carvalho que reconstitui a vida militar de Jair Bolsonaro, incluindo o frustrado plano de explodir “espoletas” na Vila Militar, na Academia Militar das Agulhs Negras onde sérvia e na Adutora Gandu, que abastece de água a capital fluminense, deve ser lido para entender o presidente. Era a operação batizada de Beco sem Saída que também tinha a participação do capitão Fábio Passos da Silva e por isso esteve preso por 15 dias após juldamento no Superior Tribunal Militar. 

BOLSONARO GOVERNA TUTELADO   
 
“Historiadores irão chamar esse período iniciado em 01.01.2019 como Regência Presidencialista. Poder Judiciário e Legislativo atuando como Regentes, pois há um incapaz, com direito constitucional, exercendo a presidência. Assim seja para o bem dos brasileiros.” Filpo Nunes no site do Josias de Souza: 


“A retórica do capitão vai do excremento à asneira. A língua do Jair Bolsonaro dá ao seu dono a aparência de um sujeito escrachado – do tipo que, avesso ao hábito de ouvir, e dotado da dificuldade de ler cultiva a mania de falar dez vezes antes de pensar”, diz Josias de Souza em seu blog: https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/ 12/08/19 







sexta-feira, 16 de agosto de 2019

BOLSONARO GOVERNA TUTELADO


BOLSONARO GOVERNA TUTELADO                                     por Theodiano Bastos

Sem que ainda se conheça detalhes, já ouve um movimento de militares, políticos e empresários para afastar o presidente Jair Bolsonaro. Uma costura de bastidores conduzida por Dias Toffoli,  presidente do STF, desmantelou o risco de uma crise institucional entre abril e maio, segundo revelam o redator – chefe publicado na  Veja de 14/03/19  e assinado por Policarpo Júnior e a jornalista  Larissa Borges. 

O objetivo era tirar o capitão e colocar o general Mourão, o vice, considerado mais preparado e moderado.   
Desde então estamos vivenciando a experiência de um parlamentarismo branco, em que o Congresso em parceria com o STF assumiram o compromisso de tocar as reformas de que o Brasil precisa sem levar em conta as provocações do presidente Bolsonaro.

“Historiadores irão chamar esse período iniciado em 01.01.2019 como Regência Presidencialista. Poder Judiciário e Legislativo atuando como Regentes, pois há um incapaz, com direito constitucional, exercendo a presidência. Assim seja para o bem dos brasileiros.” Filpo Nunes no site do Josias de Souza: https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/ 12/08/19 


“Primeiro ele fala, depois ele pensa”, diz Janaina sobre Bolsonaro
Em uma série de postagens no Twitter, Janaina Paschoal defendeu a permanência de Sergio Moro no Ministério da Justiça, apesar “das falas precipitadas” de Jair Bolsonaro.
“Ocorre que todo mundo sabe que a espontaneidade é marca do Presidente. Primeiro ele fala, depois ele pensa”, afirmou.

“Nós precisamos que Moro fique exatamente onde está. Àqueles que dizem para ele sair por inocência, peço que parem. Bolsonaro não vai mudar, a boa equipe que está aí precisa aprender a lidar com uma pessoa emotiva, contornar suas confusões e buscar extrair o que há de bom.” https://www.oantagonista.com/ 17/08/19

“O presidente não é tutelado”

Em entrevista ao Correio Braziliense, o general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, afirmou que não é um influenciador de Jair Bolsonaro, embora tenha uma amizade com o presidente que lhe permite dar conselhos. 
“Não sou influenciador. O presidente não é tutelado. Se chegar para o presidente e falar: ‘O senhor vai fazer isso’. Esquece, ele não vai fazer. Acho que, brincando, só a dona Michelle. Ele pode me ouvir, e me ouve em algum sentido assim, mas não vim aqui para tutelar o presidente, pois sei que ele não é tutelado.” O Antagonista 19/08/19

domingo, 11 de agosto de 2019

BOLSONARO PODE SER INTERDITADO


BOLSONARO ASSUSTA E PREOCUPA                                                    por Theodiano Bastos

Não só o núcleo do Planalto, formado em sua maioria por generais do Exército, mas o Congresso Nacional, o Judiciário e até os que votaram no Capitão, estão assustados e preocupados com a falta de decoro, de compostura e destempero do Presidente da República, nem observa a liturgia do cargo.

“Ele implodiu a polarização com a esquerda, que era boa para o governo” Nem o PT faria melhor, disse uma fonte do Planalto, segundo a revista VEJA
Há o risco de Bolsonaro não terminar o mandato e ser interditado.

'É só fazer cocô dia sim, dia não', diz Bolsonaro sobre poluição ambiental

O presidente insinuou, ainda, com mais uma carga de ironia, que isso é possível de ser feito ao ''comer um pouquinho menos''

O presidente Jair Bolsonaro sugeriu, ironicamente, fazer “cocô dia sim, dia não” para o combate da poluição ambiental. A resposta foi dada ao ser questionado sobre a viabilidade em conciliar crescimento econômico e preservação ambiental. Insinuou, ainda, com mais uma carga de ironia, que isso é possível de ser feito ao “comer um pouquinho menos”. 
Os comentários foram feitos em um momento em que Bolsonaro respondia a questionamentos sobre o incentivo de defensivos agrícolas, e os impactos sobre isso no meio ambiente. O presidente respondeu que o mundo conta, hoje, com 7,6 bilhões de habitantes no mundo, e que nascem, anualmente, 70 milhões. Somente no Brasil, ele afirmou que nascem 2 milhões por ano. https://www.correiobraziliense.com.br/ 09/08/19


BOLSONARO É CASO DE INTERDIÇÃO, DIZ MIGUEL REALE JR.
Miguel Reale Jr. critica Bolsonaro: "Caso de interdição"

Um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o jurista Miguel Reale Jr. fez duras críticas ao atual presidente, Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira. Em entrevista à Rádio Guaíba, Reale se mostrou indignado com as declarações recentes de Bolsonaro, que atingiram o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz. 

FILPO NUNES:  

Historiadores irão chamar esse período iniciado em 01.01.2019 como Regência Presidencialista. Poder Judiciário e Legislativo atuando como Regentes, pois há um incapaz, com direito constitucional, exercendo a presidência. Assim seja para o bem dos brasileiros. https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/ 12/08/19

Bolsonaro desmarca reunião com chanceler da França para cortar cabelo
Jair Bolsonaro cancelou a reunião que teria com o chanceler da França, Jean-Yves Le Drian, marcada para esta tarde –Le Drian passou a manhã com seu colega brasileiro Ernesto Araújo, informa O Globo.
Apesar de Araújo ter dito que o encontro não se realizou por “problema de agenda” do presidente, Bolsonaro estava cortando o cabelo –e transmitindo ao vivo pelas redes sociais– no horário em que a audiência com o chanceler francês estava marcada.
Após o encontro com o chanceler brasileiro,  Le Drian sinalizou que seu país não terá pressa em aprovar o acordo entre Mercosul e União Europeia concluído há cerca de um mês.

Chanceler da França ironiza ‘emergência capilar’ de Bolsonaro                       

Em entrevista ao Le Journal du Dimanche, o chanceler da França, Jean-Yves Le Drian, ironizou neste domingo a “emergência capilar” que levou Jair Bolsonaro a cancelar uma reunião com ele na semana passada.
Apesar de o governo brasileiro ter dito oficialmente que o encontro não se realizou por “problema de agenda”, Bolsonaro estava cortando o cabelo no horário em que a audiência com o chanceler francês estava marcada.
“Todo mundo conhece as restrições próprias das agendas dos chefes de Estado. Ao que parece, houve uma emergência capilar. Essa é uma preocupação que é estranha para mim”, disse o chanceler. https://www.oantagonista.com/brasil/ 04/08/19



sexta-feira, 9 de agosto de 2019

STF AGE COMO TRIBUNAL POLÍTICO


STF age como tribunal político, afaga Lula e adverte a Lava Jato
Corte cancelou tudo, mandou condenado de volta à PF e passou Lula à frente de milhares de processos
Tiago Vasconcelos  08/08/2019

O Supremo Tribunal Federal (STF) agiu, nesta quarta (7), como uma corte política: cancelou tudo, suspendeu a pauta e passou o caso Lula à frente de milhares de outros só para anular a decisão da juíza de 1ª instância que determinara a transferência do ex-presidente condenado por ladroagem para São Paulo, seu domicílio, como prevê a lei. De quebra, ministros mal disfarçaram a intenção de “mandar recado” ou fazer uma advertência à Lava Jato, mostrando quem manda no País.
A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Com sua atitude, o STF mostrou que o Brasil continua o mesmo: um País onde os poderosos merecem tratamento diferenciado na Justiça.
O ministro Marco Aurélio até lembrou que o STF não é tribunal revisor de sentenças de primeira instância. Mas a decisão estava tomada.
A decisão do STF foi influenciada pela tentativa, atribuída à Lava Jato, de investigar ilegalmente os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
Referências agressivas à ministra Cármen Lúcia, também atribuídas a Lava Jato, irritaram muito os ministros, que a têm em altíssima conta. https://diariodopoder.com.br/ 09/08/19

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

MULHERES: MENOS DE 10% DOS ASSASSINATOS


MULHERES: MENOS DE 10% DOS ASSASSINATOS                                 por Theodiano Bastos

AVISO AOS NAVEGANTES: O autor deste texto é casado há 58 anos, tem quatro filhos casados, sete netos e nenhuma separação na família. Busque no Goggle: bodas de esmeralda e o segredo do casamento e conheço essa história.

A violência no Brasil não é somente contra as mulheres; é uma violência generalizada.

O Atlas da Violência 2018 informa: Brasil tem taxa de homicídio 30 vezes maior do que Europa Em 2016, pela primeira vez na história, o número de homicídios no Brasil superou a casa dos 60 mil em um ano. De acordo com o Atlas da Violência de 2018 , produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de 62.517 assassinatos cometidos no país em 2016 coloca o Brasil em um patamar 30 vezes maior do que o da Europa. Só na última década, 553 mil brasileiros perderam a vida por morte violenta. Ou seja, um total de 153 mortes por dia. https://oglobo.globo.com/

A cultura machista que ver a mulher como uma propriedade e as feministas, a maioria composta por mulheres frustradas, mal amadas, até de “mulher tomba homem” têm estimulando a confrontação e a herança maldita do lulopetismo que dividia para reinar: O “nós contra eles”, mulheres contra homens, brancos contra negros, LGVTs contra héteros, ricos contra pobres contribuíram para o agravamento da violência. E por trás da violência contra a mulher, não é um confronto de anjos contra demônios, não. Tem muitos casos de mulheres que querem se livrar dos companheiros por ter encontrado outro e provocam os companheiros... E até uma gato pede ser perigoso se acuado.

Tem de haver a reeducação dos homens, começando pelos meninos nas escolas.

O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA provocou o aumento dos assassinatos e o mesmo está acontecendo após a Lei Maria da Penha, que completa 13 anos, aumentou sensivelmente o assassinato de mulheres. 

Moro diz que homens agridem mulheres porque se sentem intimidados

Em rede social, o ministro da Justiça disse que o "mundo mudou"
O ministro da Justiça, Sergio Moro, na assinatura do Pacto para Implementação de Políticas Públicas de Prevenção e Combate à Violência contra as Mulheres. Foto: Jorge William / Agência O Globo
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BRASÍLIA -  Na solenidade pelos 13 anos da Lei Maria da Penha , que criou mecanismos para coibir a violência contra a mulher , nesta terça-feira, o ministro da Justiça, Sergio Moro , declarou que, hoje, os homens se sentem "intimados pelas mulheres". Segundo ele, por conta disso, parte dos homens "recorre, infelizmente, à violência".
— Talvez nós, homens, nos sintamos intimidados pelo crescente papel da mulher em nossa sociedade. Por conta disso, parte de nós recorre, infelizmente, à violência física ou moral para afirmar uma pretensa superioridade que não mais existe —  disse o ministro durante a solenidade.
Mais tarde, Moro publicou a declaração em sua rede social, acrescentando:
"O mundo mudou. Temos muito a aprender. Diz isso não o Ministro, mas o filho, marido e pai de mulheres fortes".
Mais tarde, Moro publicou a declaração em sua rede social, acrescentando:
"O mundo mudou. Temos muito a aprender. Diz isso não o Ministro, mas o filho, marido e pai de mulheres fortes".
Em resposta ao texto do ministro no Twitter, a antropóloga Debora Diniz , que se mudou para os Estados Unidos após receber ameaças de morte por seu protagonismo nas audiências sobre aborto no  Supremo Tribunal Federal (STF) , escreveu:
"Ministro Moro, por favor, apague essa mensagem. É uma questão de dignidade: os homens que me ameaçam de morte o fazem porque são brutos. Não confunda as razões íntimas de homens brutos com explicações sociológicas para a violência. Homens que ameaçam mulheres são covardes." O Globo, 07/08/2019   

'Acabou a palhaçada' da violência contra a mulher no Brasil, diz Damares

Ministra, que assinou pacto para a implementação de políticas públicas de proteção para mulheres, não anunciou medidas específicas para coibir agressões Jailton de Carvalho, 07/08/2019
A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, em audiência na Câmara Foto: Jorge William / Agência O Globo
BRASÍLIA.  A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves , prometeu nesta quarta-feira endurecer o combate à violência contra mulheres . Damares tratou do tema depois de assinar um pacto com representantes dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) para a implementação de políticas públicas de proteção às mulheres. 

- Me permitam mandar um recado para agressores de mulheres: acabou a palhaçada no Brasil - bradou Damares, numa solenidade no Ministério da Justiça.

MULHERES EMPODERADAS E A VIOLÊNCIA NO BRASIL
Juízes dizem que nova Lei Maria da Penha leva a ‘Estado policialesco’
O Antagonista, 17.05.19 - Por Renan Ramalho
A Associação dos Magistrados Brasileiros pediu ao Supremo para derrubar uma nova regra da Lei Maria da Penha, sancionada por Jair Bolsonaro, que dá à polícia o direito de tirar o agressor do convívio da mulher agredida quando não houver juiz na localidade.
A entidade alega que somente um juiz pode determinar a medida e que a nova norma pode institucionalizar um “Estado Policialesco”.
“Estará justificada a edição de outras leis para, onde não houver juiz, delegados ou policiais decretarem prisão temporária, preventiva, conceder liberdade etc.”, diz a ação.
A nova regra diz que o afastamento do agressor pelo policial será submetida em até 24 horas para que um juiz avalie se deve manter ou não a medida.
155 MIL JOVENS FORAM ASSAINADOS POR ARMA DE FOGO NOS ÚLTIMOS 20 ANOS E A MULHERES REPRESENTAM MENOS DE 10% DESSE TOTAL
Empoderar é um verbo que se refere ao ato de dar ou conceder poder para si próprio ou para outrem. A partir do seu sentido figurado, empoderar representa a ação de atribuir domínio ou poder sobre determinada situação, condição ou característica. O ato de empoderar é considerado uma atitude social que consiste na conscientização dos variados grupos sociais, principalmente as minorias, sobre a importância do seu posicionamento e visibilidade como meio para lutar por seus direitos. Um dos atos de empoderar mais conhecido é o empoderamento feminino, ou seja, quando há a conscientização das mulheres de reivindicarem socialmente por igualdades de direito entre os diferentes gêneros.
Número de assassinatos de mulheres no Brasil em 2019 preocupa CIDH
Por Letycia Bond - Repórter da Agência Brasil Brasília
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) manifestou, por meio de nota publicada hoje (4), preocupação quanto à elevada incidência de assassinatos de mulheres no Brasil no início deste ano. Segundo a comissão, 126 mulheres foram mortas em razão de seu gênero no país desde o início do ano, além do registro de 67 tentativas de homicídio.
A comissão diz que os que casos chegaram a seu conhecimento exigem do Estado a implementação de estratégias abrangentes de prevenção e reparação integral às vítimas, além de investigações "sérias, imparciais e eficazes dentro de um período de tempo razoável", que possibilitem a punição dos autores dos crimes. Uma das medidas que se fazem urgentes, segundo a CIDH, é a formação, a partir de uma perspectiva de gênero, de agentes públicos e pessoas que prestam serviço público.
"A CIDH enfatiza que os assassinatos de mulheres não se tratam de um problema isolado e são sintomas de um padrão de violência de gênero contra elas em todo o país, resultado de valores machistas profundamente arraigados na sociedade brasileira", diz a nota. 
A comissão também faz um alerta para o aumento dos riscos enfrentados por mulheres em situação de vulnerabilidade por conta de sua origem étnico-racial, orientação sexual, identidade de gênero, situação de mobilidade humana, aquelas que vivem em situação de pobreza, as mulheres na política, jornalistas e mulheres defensoras dos direitos humanos. 
“Durante a visita in loco ao país, em novembro de 2018, a CIDH observou, em particular, a existência de interseções entre violência, racismo e machismo, refletidas no aumento generalizado de homicídios de mulheres negras. Ademais, a comissão vê com preocupação a tolerância social que perdura diante dessa forma de violência, bem como a impunidade que continua caracterizando esses graves casos", diz.
Na nota, a organização, vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA), cita o fato de que o Brasil concentrou  40% dos feminicídios da América Latina, em 2017. "A impunidade que caracteriza os assassinatos de mulheres em razão de seu gênero transmite a mensagem de que essa violência é tolerada", diz a CIDH.
A presidenta da CIDH, Margarette May Macaulay, reconhece o valor da lei que tipifica o feminicídio no Brasil, ao mesmo tempo que entende ser essencial que as autoridades competentes não minimizem a gravidade das queixas prestadas pelas vítimas. “É inadmissível que mulheres com medidas protetivas sejam mortas, que não contem com espaços seguros", diz Margarette, que também é relatora da comissão sobre os Direitos das Mulheres. http://agenciabrasil.ebc.com.br/ Edição: Fábio Massalli