segunda-feira, 12 de setembro de 2016

URBANIZAÇÃO ACELEROU A VIOLÊNCIA



 A VIOLÊNCIA CRESCEU COM A URBANIZAÇÃO ACELERADA
por Theodiano Bastos

Como já estou chegando aos 80 anos, vivenciei a vida urbana do Brasil, principalmente a partir da década de 1940. Até a década de 60 se vivia em paz nas cidades brasileiras, mas a partir de 70, com os militares no poder, a violência começou a explodir porquanto houve nesse período uma fortíssima migração da população rural para as periferias das cidades que incharam em pouco tempo e com ela o crescimento exponencial da violência.  
Como servi na FAB nas Bases Aéreas de Natal, Salvador (onde morei) e no Campo de Marte em São Paulo, e vivenciei esse clima de paz urbana nessas cidades e um pouco no Rio.
Pelo Censo de 2010, a população urbana sobiu de 81% para 84%
Não se conhece no mundo nada parecido com o que aconteceu com o Brasil em tão pouco tempo, quando deixou de ser um país rural para urbano.

Vejam esses números:

Com a recessão deixada pelos 13 anos do PT no poder, 12 milhões estão desempregados e 40% dos jovens sem empregos, quase 60% das famílias estão endividadas, destruíram a Petrobras e os fundos de pensões das estatais, as drogas domaram conta do país, onde é perigoso se viver, e o brasileiro está se matando nas ruas e nas estradas.

O Brasil é um dos países mais violentos do mundo: são 160 assassinatos por dia em 2016.
 “Número de mortes no trânsito chega a 45 mil por ano no Brasil
Número elevado de óbitos é reflexo da violência nas vias das cidades brasileiras. Ocorrências envolvendo motociclistas chamam a atenção
 Dados do Ministério da Saúde comprovam o que não é difícil de observar nas ruas, avenidas e estradas brasileiras: a violência no trânsito. Por ano, cerca de 45 mil pessoas perdem a vida em acidentes no país, segundo dados da pasta, e a carnificina do asfalto também atinge em cheio os motociclistas.” Fonte: Estado de Minas, 21/05/15

Brasil registra 58,5 mil assassinatos em 2014, maior número em 7 anos
Wellington Ramalhoso, do UOL, São Paulo, 08/10/15
O número de pessoas mortas de forma violenta e intencional chegou a 58.559 no Brasil em 2014, de acordo com dados do 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. É a marca mais alta em sete anos e representa 160 assassinatos por dia, quase sete por hora. Houve um aumento de 4,8% em relação ao recorde anterior, registrado em 2013, quando 55.878 pessoas foram assassinadas no país.
A taxa nacional de mortos por cem mil habitantes ficou em 28,9 em 2014, também a marca mais alta em sete anos. O crescimento em relação ao índice de 27,8 verificado em 2013 foi de 3,9%.
"O Brasil ostenta taxas tão altas há tantos anos que se pode falar em uma violência endêmica, e não epidêmica. É um problema grave e crônico. Nós concentramos 2,8% da população do mundo e 11% dos homicídios. Somos um país extremamente violento", afirma a socióloga Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, organização responsável pela elaboração do anuário.
O primeiro anuário compilou dados de 2005, mas, por questões metodológicas, o Fórum informa que os dados mais antigos comparáveis aos mais recentes são os de 2008.
O estudo de 2015, que traz os recordes da série, leva em consideração os homicídios dolosos (quando há intenção de matar), os latrocínios, as lesões corporais seguidas de morte, os policiais mortos e as vítimas de violência policial de 2014.
Vejam os dados do IBGE que seguem:

Tendências Demográficas
Uma análise da população com base nos resultados dos Censos Demográficos 1940 e 2000
O contingente demográfico rural passou de 28,2 milhões, em 1940, para 31,8 milhões de habitantes em 2000. Em 1940, com 2/3 da sua população concentrada nas áreas rurais, o País possuía características eminentemente agrícolas, com forte presença da agricultura de subsistência e do grande latifúndio.
As tendências mais acentuadas foram o ritmo intenso da urbanização e na observação da configuração espacial dos estados à época do Censo de 1940, observa-se que a proporção de população urbana do Estado do Amapá, que em 1940 com 7,1%
Gráfico 5 - Proporção da população urbana,
segundo as Grandes Regiões - 1940/2000
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 1940/2000.
Urbanização
A atração exercida pelas áreas urbanas explica-se não só pela natureza da dinâmica econômica mas também pela evolução gradual na busca dos serviços públicos essenciais, como hospitais e educação, além de outros tipos de serviços. No processo de urbanização obtido através da transferência das pessoas residentes nas áreas rurais, pequenas localidades, para a urbana, a economia urbana subordina e
transforma a economia rural, integrando a agricultura às necessidades do mercado urbano (MAGNOLI; ARAÚJO, 1996, p. 194).
Em 1940, o contingente de população urbana no Brasil correspondia a 12,8 milhões de habitantes e, em 2000 atingiu 137,9 milhões, tendo tal acréscimo de 125,1 milhões de habitantes urbanos resultado no aumento do grau de urbanização, que passou de 31,3%, em 1940, para 81,2%, em 2000.
A incorporação de áreas que em censos anteriores eram classificadas como rurais, o crescimento vegetativo nas áreas urbanas e a migração no sentido rural-urbano, das regiões agrícolas para os centros industriais, estão entre as causas atribuídas ao incremento ocorrido no período.   

Em 1940,nenhuma das regiões brasileiras tinha atingido 50% no nível de urbanização, sendo que a Região Sudeste, que possuía 40% de sua população em áreas urbanas, detinha 46,6% do total da população urbana no País, enquanto as demais regiões tinham níveis de urbanização entre 23% e 28%.
Tendências demográficas no período de 1940/2000 __________________________________________________
era o de menor proporção de população urbana do País e, em 2000, atingiu 89,0%.
Em 2000, o Estado do Maranhão possuía a menor urbanização do País. Durante esse período de 60 anos, o avanço da urbanização deu-se por todas as regiões brasileiras, inclusive nas Regiões Norte e Centro-Oeste, que, inicialmente, registravam um crescimento acelerado da fronteira agrícola, a partir dos anos de 1950 e de 1970, mas, posteriormente, com a consolidação dessa fronteira, passaram a ter como característica um intenso crescimento urbano.

Censo 2010: população urbana sobe de 81% para 84%
https://fernandonogueiracosta.files.wordpress.com/2010/11/populac3a7c3a3o-brasileira-segundo-o-censo-2010.gif?w=700
Em comparação com o Censo 2000, ocorreu aumento de 20.933.524 pessoas recenseadas em 2010. Esse número demonstra que o crescimento da população brasileira no período foi de 12,3%, inferior ao observado na década anterior (15,6% entre 1991 e 2000). O Censo 2010 mostra também que a população é mais urbanizada que há 10 anos: em 2000, 81% dos brasileiros viviam em áreas urbanas, agora são 84%.
Em 2010, apenas 15,65% da população (29.852.986 pessoas) viviam em situação rural, contra 84,35% em situação urbana (160.879.708 pessoas). Em 2000, da população brasileira 81,25% (137.953.959 pessoas) viviam em situação urbana e 18,75% (31.845.211 pessoas) em situação rural.
Para se comparar, internacionalmente, o grau de urbanização no mundo há poucos anos ultrapassou 50%. Na União Européia, há desde países com 61%, como Portugal, até outros como a França, com 85% da sua população morando em região urbana. No BRIC, o Brasil é o que possui maior grau de urbanização, pois a Rússia tem 73%, a China, 47% e a Índia, apenas 30%. Os EUA possui grau de urbanização pouco menor do que o do Brasil: 82%. Todos esses são de acordo com o The World FactBook da CIA para o ano de 2010.
A região Sudeste segue sendo a região mais populosa do Brasil, com 80.353.724 pessoas. Entre 2000 e 2010, perderam participação as regiões Sudeste (de 42,8% para 42,1%), Nordeste (de 28,2% para 27,8%) e Sul (de 14,8% para 14,4%). Por outro lado, aumentaram seus percentuais de população brasileira as regiões Norte (de 7,6% para 8,3%) e Centro-Oeste (de 6,9% para 7,4%).
Entre as unidades da federação, São Paulo lidera com 41.252.160 pessoas. Por outro lado, Roraima é o estado menos populoso, com 451.227 pessoas. Houve mudanças no ranking dos maiores municípios do país, com Brasília (de 6º para 4º) e Manaus (de 9º para 7º) ganhando posições. Por outro lado, Belo Horizonte (de 4º para 6º), Curitiba (de 7º para 8º) e Recife (8º para 9º) perderam posições.

IBGE divulga as estimativas populacionais dos municípios em 2015

Por Izabela Prates,  31 de Agosto de 2015
O IBGE divulgou as estimativas das populações residentes nos 5.570 municípios brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2015. Estima-se que o Brasil tenha 204,5 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento de 0,83% de 2014 para 2015. O município de São Paulo continua sendo o mais populoso, com 12,0 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro (6,5 milhões), Salvador (2,9 milhões) e Brasília (2,9 milhões). Dezessete municípios brasileiros possuem mais de um milhão de habitantes, somando 44,9 milhões de habitantes ou 22,0% da população total do Brasil.
No ranking dos estados, os três mais populosos localizam-se na região Sudeste, enquanto os três menos populosos localizam-se na região Norte. O estado de São Paulo, com 44,4 milhões de habitantes, concentra 21,7% da população total do país. O estado de Roraima é o menos populoso, com 505,7 mil habitantes (0,2% da população total), seguido do Amapá, com 766,7 mil habitantes (0,4% da população total) e do Acre, com 803,5 mil habitantes (0,4% da população total).
As estimativas populacionais são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários e são, também, um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União na distribuição do Fundo de Participação de Estados e Municípios. Esta divulgação anual obedece ao artigo 102 da lei nº 8.443/1992 e à Lei complementar nº 143/2013.
A tabela com a população estimada para cada município foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) de hoje, 28 de agosto de 2015. A nota metodológica e a tabela com as estimativas das populações para os 5.570 municípios brasileiros e para as 27 Unidades da Federação pode ser consultada neste link.
Mais da metade (56,1%) da população                             vive em 304 municípios
A distribuição da população brasileira em seus 5.570 municípios mostra uma alta concentração em grandes centros urbanos. Os 41 municípios com mais de 500 mil habitantes concentram 29,9% da população do Brasil (61,2 milhões de habitantes) e mais da metade da população brasileira (56,0% ou 114,6 milhões de habitantes) vive em apenas 5,5% dos municípios (304 municípios), que são aqueles com mais de 100 mil habitantes. Por outro lado, apenas 6,3% da população (1,4 milhão) residem em 2.451 municípios brasileiros (44,0% dos municípios) com até 10.000 habitantes.                     Fonte: www.ibge.gov.br/

Um comentário:

  1. Sou "testemunha ocular" dessa brutal transformação.
    Vim ao mundo bem antes de você, Thede, e vivi em
    Belo Horizonte quando a cidade tinha 350 mil habitantes.
    Hoje, a chamada Grande BH paga alto preço por
    abrigar mais de 3 milhões... sem haver se preparado
    para essa explosão habitacional com todas
    danosas consequências.. A exemplo, aliás,
    de todas as capitais brasileiras.

    Aprendemos sempre mais um pouco com
    a leitura de seus textos.

    Rubens Pontes, Serra/ES, por e-mail

    ResponderExcluir