domingo, 7 de janeiro de 2018

LULA: A ELE NÃO INTERESSA A LEI



A ELE NÃO INTERESSA A LEI,                                    por Carlos José Marques

O azougue petista entrou em campo. A agremiação convoca a todos para a arruaça. Desavergonhados representantes da cúpula como José Dirceu – condenado por vários crimes e, não se sabe por que, ainda fora da cadeia – falam em colocar fogo no País se condenarem seu líder máximo, Luiz Inácio Lula da Silva, no próximo dia 24 na Corte do TRF-4, em Porto Alegre. Os incendiários João Pedro Stédile, Guilherme Boulos e quetais fazem o mesmo. Até a deposta Dilma, sem um pingo de vergonha na cara pelo que já causou de mal aos brasileiros, promete vigília na porta do Tribunal. O próprio Lula tenta politizar um julgamento que é eminentemente técnico. Faz firula. Diz que estará presente no dia para animar a claque. Reivindica o direito de se manifestar na ocasião – algo completamente fora de propósito nesse estágio do processo. Confronta os juízes. Tripudia das decisões. Ataca os investigadores. 

Tempos atrás ameaçou prender, caso volte ao poder, aqueles que hoje querem colocá-lo atrás das grades. Continua a se fazer de vítima numa estratégia que não cola mais. Exacerba na tática de procrastinação. Catimba como pode. Lula se coloca como um réu político quando não passa de mero condenado comum por crime de corrupção em sentença já beirando os dez anos. Pode vir mais tempo de pena. A militância, os asseclas do lulopetismo, a trupe de agitadores dos MSTs da vida tratam a apelação em segunda instância como final de Copa do Mundo ou um Fla/Flu que devem levar no grito ou no tapetão. Querem armar uma fuzarca sem tamanho. Não entenderam nada. Nas palavras de ordem falam em “defesa da democracia” e no “direito” de Lula em ser candidato. A questão não tem nada a ver com democracia. Não há ninguém sendo perseguido por viés ideológico ou o que valha. O que o TRF-4 vai julgar também não é a candidatura presidencial de Lula. São crimes previstos na Constituição, evidenciados por um calhamaço de provas testemunhais e documentais. Não há nada de defesa da democracia nesse movimento que tenta impor à força a sua vontade, à revelia da Justiça, radicalizando manifestações que, de mais a mais, só carregam um único objetivo: provar que Lula tem de estar acima da lei. Parece piada. Mas não é.

Do ponto de vista institucional, está nas mãos do TRF-4 delinear a cara do Brasil daqui para frente. Seu veredito não pode vir contaminado pela antiga ideia de que alguns são mais iguais que outros perante o primado das regras em vigor. Condenação em segunda instância dá cadeia. Políticos com “ficha suja” não devem concorrer. Qualquer regime de exceção fora desses parâmetros deixará na sociedade a sensação de que transgredir compensa. Que a impunidade vai continuar a prevalecer, não obstante a Lava Jato e todos os esforços para frear a bandalheira que tomou conta do Estado. Lula é réu em inúmeros processos. Do triplex ao sítio em Atibaia, do terreno do Instituto às palestras regiamente pagas em troca de favores, não faltam demonstrações de seus desvios. E mesmo assim o PT prega com veemência a entrada dele na disputa de 2018 como algo legítimo. Deliberadamente ignora a Lei da Ficha Limpa, aprovada, diga-se de passagem, por pressão popular, imaginando talvez que só o Partido detém o monopólio sobre o que é do interesse do povo ou não. 

Na prática, os talibãs do PT apelam com falsas bandeiras para convencer a turba, mas não conseguem arregimentar hoje em dia sequer meia dúzia de gatos pingados em seus protestos, além dos militantes de sempre. O exército de araque se pinta para a “guerra”. No lero-lero para driblar o inevitável incluiu até um manifesto em inglês, espanhol e francês para levantar a lorota de que tudo não passa de um grande esquema com o objetivo de evitar a volta de Lula ao poder. 

A mesma ladainha de golpe. Debocha-se dos fatos. O PT se apequenou e Lula, que nem remotamente lembra mais aquele idealista de outrora, agora confronta a Lei como um Quixote sem destino.
Carlos José Marques é diretor editorial da Editora Três

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

35 PARTIDOS REGISTRADOS E 70 PEDIDOS DE NOVOS REGISTROS




Seguramente o Brasil é campeão mundial em número de partidos. Além dos 35 partidos registrados e o TSE informa que tem ainda 70 Partidos estão em Formação, disputando o fundo partidário de R$ 1,7 milhões e o horário partidário para venda aos partidos maiores nas eleições.  

Vejam em outros países. 

Os Estados Unidos, embora tenham outros partidos, praticamente somente o Democrático e o Republicano têm atuação nacional, embora existam outros partidos como: Partido Verde, Partido da Justiça, Partido Libertário, Partido da Constituição e outros.

Reino Unido: Partido Conservador, Partido Trabalhista, Partido Liberal-Democrata, Partido Unionista Democrático, Partido de Independência do Reino Unido, Partido Unionista do Ulster,  Partido Verde da Inglaterra e do País de Gales e outros.

França, apenas 8 partidos: Partido Bretão, Partido Comunista Francês, Partido Comunista Internacionalista, Partido Comunista Internationalista, Partido de Esquerda, Partido Operário Francês, Partido Radical, Partido Socialista Unificado.


A Alemanha tem 72 partidos políticos, mas a diferença é que lá só tem acesso ao legislativo o partido com um mínimo de 5% dos votos.
Por isso somente seis partidos têm representação do Parlamento Alemão: União Democrata Cristã (CDU), União Social Cristã (CSU),  Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), Aliança 90 / Os Verdes (Partido Verde), Partido Liberal Democrático (FDP), A Esquerda (Die Linke), Alternativa para a Alemanha (AfD), enquanto o Brasil tem 28 partidos com representação no Congresso. Está aí a diferença.
São 35 os Partidos políticos registrados no TSE

São 35 os Partidos políticos registrados no TSE

1
SIGLA
NOME
DEFERIMENTO
PRES. NACIONAL
Nº DA LEGENDA
1
MOVIMENTO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO
30.6.1981
ROMERO JUCÁ FILHO, no exercício da presidência
15
2
PARTIDO TRABALHISTA BRASILEIRO
3.11.1981
ROBERTO JEFFERSON MONTEIRO FRANCISCO
14
3
PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA
10.11.1981
CARLOS LUPI
12
4
PARTIDO DOS TRABALHADORES
11.2.1982
GLEISI HELENA HOFFMANN
13
5
DEMOCRATAS
11.9.1986
JOSÉ AGRIPINO MAIA
25
6
PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL
23.6.1988
LUCIANA BARBOSA DE OLIVEIRA SANTOS
65
7
PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO
1°.7.1988
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA DE BARROS
40
8
PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA
24.8.1989
GERALDO JOSÉ RODRIGUES ALCKMIN FILHO
45
9
PARTIDO TRABALHISTA CRISTÃO
22.2.1990
DANIEL S. TOURINHO
36
10
PARTIDO SOCIAL CRISTÃO
29.3.1990
EVERALDO DIAS PEREIRA
20
11
PARTIDO DA MOBILIZAÇÃO NACIONAL
25.10.1990
ANTONIO CARLOS BOSCO MASSAROLLO, presidente interino
33
12
PARTIDO REPUBLICANO PROGRESSISTA
29.10.1991
OVASCO ROMA ALTIMARI RESENDE
44
13
PARTIDO POPULAR SOCIALISTA
19.3.1992
ROBERTO JOÃO PEREIRA FREIRE
23
14
PARTIDO VERDE
30.9.1993
JOSÉ LUIZ DE FRANÇA PENNA
43
15
AVANTE
11.10.1994
LUIS HENRIQUE DE OLIVEIRA RESENDE
70
16
PARTIDO PROGRESSISTA
16.11.1995
CIRO NOGUEIRA LIMA FILHO
11
17
PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO
19.12.1995
JOSÉ MARIA DE ALMEIDA
16
18
PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO
9.5.1996
EDMILSON SILVA COSTA*
21
19
PARTIDO RENOVADOR TRABALHISTA BRASILEIRO
18.2.1997
JOSÉ LEVY FIDELIX DA CRUZ
28
20
PARTIDO HUMANISTA DA SOLIDARIEDADE
20.3.1997
EDUARDO MACHADO E SILVA RODRIGUES
31
21
PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA CRISTÃO
5.8.1997
JOSÉ MARIA EYMAEL
27
22
PARTIDO DA CAUSA OPERÁRIA
30.9.1997
RUI COSTA PIMENTA
29
23
PODEMOS
2.10.1997
RENATA HELLMEISTER DE ABREU, no exercício da presidência
19
24
PARTIDO SOCIAL LIBERAL
2.6.1998
LUCIANO CALDAS BIVAR
17
25
PRB
PARTIDO REPUBLICANO BRASILEIRO
25.8.2005
EDUARDO BENEDITO LOPES, no exercício da presidência
10
26
PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE
15.9.2005
RAIMUNDO LUIZ SILVA ARAÚJO
50
27
PARTIDO DA REPÚBLICA
19.12.2006
JOSÉ TADEU CANDELÁRIA, no exercício da presidência
22
28
PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO
27.9.2011
ALFREDO COTAIT NETO, no exercício da presidência
55
29
PARTIDO PÁTRIA LIVRE
4.10.2011
SÉRGIO RUBENS DE ARAÚJO TORRES
54
30
PARTIDO ECOLÓGICO NACIONAL
19.6.2012
ADILSON BARROSO OLIVEIRA
51
31
PARTIDO REPUBLICANO DA ORDEM SOCIAL
24.9.2013
EURÍPEDES G.DE MACEDO JÚNIOR
90
32
SOLIDARIEDADE
24.9.2013
PAULO PEREIRA DA SILVA
77
33
PARTIDO NOVO
15.9.2015
JOÃO DIONÍSIO FILGUEIRA B. AMOÊDO
30
34
REDE SUSTENTABILIDADE
22.9.2015
JOSÉ GUSTAVO FÁVARO BARBOSA SILVA
18
35
PARTIDO DA MULHER BRASILEIRA
29.9.2015
SUÊD HAIDAR NOGUEIRA
35
(*) Nos termos do § 1º do art. 58 do estatuto do PCB, para fins jurídicos e institucionais, os cargos de Secretário Geral do Comitê Central e de Secretário Político dos Comitês Regionais e Municipais equiparam-se ao de Presidente do Comitê respectivo.