Porf THEODIANO BASTOS
Vício, depressão e dores crônicas estão entre os
efeitos mais perigosos
Nomofobia, FOMO, text neck, cibercondria, dependência
digital… O dicionário de males plantados pela vida entre telas (leia o
glossário) — quase todos com nomes derivados do inglês, a língua-mãe da
comunicação on-line — não para de ganhar novas expressões. Não são patologias
propriamente ditas, dessas com nome, sobrenome e código no receituário, mas
preocupam médicos e pacientes por seus impactos cada vez mais expressivos no
dia a dia. O motivo está à sua mão ou vista: o aparelho que nos acompanha para
conversar, trabalhar, relaxar e pedir comida. Se cada época tem suas bênçãos e
maldições, o celular do qual a sociedade já não pode se desgarrar é o símbolo
máximo e tangível de que as comodidades e a conexão têm seu preço. Um preço
cobrado na forma de distúrbios físicos e mentais que hoje protagonizam
pesquisas científicas e são alvo de novas leis para resguardar cidadãos de
todas as idades de um aparelho que cabe no bolso, mas, quando sai de lá (e como
sai), pode incitar doenças já consagradas nos manuais médicos — de dor crônica
a pressão alta.
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