Por THEODIANO BASTOS
Mineradora USA Rare Earth tem apoio financeiro e
institucional do governo dos EUA; acordo inclui contrato de 15 anos com pisos
de preço para terras raras produzidas em Goiás
Em 20 de abril de 2026, a empresa
norte-americana USA Rare Earth anunciou um acordo para
adquirir 100% da mineradora brasileira Serra Verde Group por
aproximadamente US 14 bilhões).
Detalhes da Aquisição
- O
que foi comprado: A Serra Verde é a
proprietária da mina de Pela Ema, localizada em Minaçu, Goiás.
- Importância
Estratégica: Esta é a única produtora em
larga escala fora da Ásia das quatro terras raras magnéticas essenciais
(Disprósio, Térbio, Neodí
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A mineradora americana USA Rare Earth anunciou nesta
segunda-feira (20) a compra da brasileira Serra Verde por cerca de US$ 2,8
bilhões, em uma operação que pode redesenhar o mapa global de fornecimento de
terras raras, insumos críticos para tecnologias como carros elétricos, turbinas
eólicas e sistemas de defesa.
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Segundo a companhia, o acordo prevê a aquisição de 100% da Serra
Verde, dona da mina e da planta de processamento Pela Ema, em Goiás.
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A operação será paga com US$ 300 milhões em dinheiro e 126,849
milhões de novas ações da USA Rare Earth, o que implica um valor de
aproximadamente US$ 2,8 bilhões para a mineradora brasileira.
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O fechamento está previsto para o terceiro trimestre de 2026,
sujeito a aprovações regulatórias e outras condições usuais.
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A Serra Verde é controlada por investidores privados e fundos,
entre eles Denham Capital, Vision Blue Resources e Energy & Minerals Group.
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A Serra Verde é dona da mina Pela Ema, em Goiás, considerada um
ativo estratégico por ser o único produtor em escala fora da Ásia capaz de
fornecer os quatro principais elementos magnéticos de terras raras. A operação
ganha ainda mais relevância porque, segundo a USA Rare Earth, a Serra Verde
deve responder por mais de 50% da oferta de terras raras pesadas fora da China
até 2027.
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A transação ocorre em meio ao esforço dos Estados Unidos e
aliados para reduzir a dependência da China nesse mercado.
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A própria USA Rare Earth destaca que conta com apoio do governo
americano e que a operação inclui um contrato de 15 anos para venda de 100% da
produção inicial de elementos como neodímio, praseodímio, disprósio e térbio,
com pisos de preço definidos, o que reduz riscos de mercado.
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Esses minerais são essenciais para a fabricação de ímãs
permanentes usados em setores estratégicos como defesa, semicondutores, energia
e mobilidade elétrica.
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Com a aquisição, a USA Rare Earth busca criar uma cadeia
integrada fora da Ásia, que vai da mineração à produção de ímãs. A empresa
projeta que a operação combinada pode gerar até US$ 1,8 bilhão em EBITDA anual
até 2030, embora esses números dependam de condições de mercado e execução dos
projetos.
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Em janeiro, a USA Rare Earth assinou uma carta de intenções não
vinculante com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos para ter acesso
potencial a até US$ 1,6 bilhão em apoio financeiro do governo dos EUA.
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Desse total, até US$ 277 milhões seriam em recursos federais
diretos e até US$ 1,3 bilhão em um empréstimo sênior garantido. Na prática, o
documento não representa liberação imediata de recursos, mas sinaliza que
Washington vê a empresa como peça estratégica na tentativa de montar, fora da
China, uma cadeia de terras raras, metais e ímãs voltada a setores considerados
sensíveis, como semicondutores, defesa e energia.
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Para o Brasil, o negócio reforça a relevância de seus recursos
minerais no cenário global, mas também levanta questionamentos sobre o nível de
agregação de valor no país, já que etapas industriais mais avançadas tendem a
ser concentradas no exterior.
· A Serra Verde iniciou a produção comercial em 2024 e já recebeu mais de US$ 1,1 bilhão em investimentos. A expectativa é que a mina atinja capacidade plena até 2027, com potencial de expansão nos anos seguintes. SAIBA MAIS EM: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/empresa-dos-eua-compra-mineradora-brasileira-de-terras-raras-por-us-28-bi/ E https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/20/empresa-dos-eua-anuncia-compra-de-mineradora-brasileira-de-terras-raras.ghtml
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