Por THEODIANO BASTOS
O
delegado da Polícia Federal responsável pelo inquérito que investiga um esquema
no INSS e que pediu a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha)
é Guilherme Figueiredo Silva. Ele deixou a chefia das apurações após uma
mudança estrutural na corporação.
Troca na coordenação das investigações
sobre fraudes no INSS resultou em críticas de André Mendonça e da oposição ao
governo
A Polícia Federal decidiu mudar a
coordenação dos inquéritos relacionados às fraudes no Instituto Nacional de
Seguro Social (INSS). A mudança gerou polêmica em Brasília e acirrou as
críticas da oposição ao governo federal, especialmente em razão das investigações
terem como alvo Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O setor da Polícia Federal que até então
conduzia as investigações, sendo responsável, inclusive, pela quebra de sigilo
de Lulinha em etapa anterior das investigações, foi retirado da coordenação do caso. A responsabilidade pelo
caso agora é da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq).
As investigações sobre as fraudes no INSS
tiveram início na Justiça Federal, mas, à medida que passaram a envolver
políticos e autoridades com foro privilegiado, foram encaminhadas ao Supremo
Tribunal Federal (STF). A relatoria do caso no STF está a cargo de André
Mendonça.
Cúpula da PF não gostou de Mendonça
proibir compartilhamento de dados do inquérito Master com superiores
Mendonça nega questão pessoal ao vetar
chefia da PF no caso Master. Interlocutores dizem que
ministro repete padrão técnico contra vazamento; cúpula da instituição minimiza
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo
Tribunal Federal), negou motivação pessoal ao restringir o acesso da cúpula da
PF (Polícia Federal) aos detalhes do inquérito do Banco Master, do
empresário Daniel Vorcaro.
De acordo com interlocutores do ministro, não se
trata de um ato específico ao diretor-geral da instituição, Andrei
Rodrigues, mas de uma técnica de compartimentação da informação adotada como
padrão pelo magistrado em todos os processos.
O objetivo é proteger as informações e evitar
vazamentos ao permitir que apenas investigadores diretamente ligados às
diligências tomem conhecimento dos dados.
Por sua vez, a cúpula da PF minimizou a decisão,
afirmando também se tratar de um “padrão” que não trará mudanças ou prejuízos à
investigação.
Em sua primeira decisão como relator do caso Master,
na quinta-feira (19/5), Mendonça deu autonomia à PF na investigação que
apura a fraude financeira. Por outro lado, limitou o acesso aos dados somente a
autoridades e agentes policiais que atuam no caso, proibindo até mesmo o
compartilhamento de informações com a chefia.
Disse Mendonça
na decisão: “Somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos
na análise e condução dos procedimentos reciprocamente compartilhados é que
devem ter conhecimento das informações acessadas, o que lhes impõe o dever de
sigilo profissional, inclusive em relação aos superiores hierárquicos e outras
autoridades públicas.”
A determinação ocorreu em meio ao clima de
desconfiança de parte do STF com a PF, após o diretor-geral da corporação ter
entregue ao presidente da Corte, Edson Fachin, um relatório com menções a Dias
Toffoli no celular de Daniel Vorcaro.
O episódio levou Toffoli a deixar a relatoria do Caso Master, sendo substituído por Mendonça na
última quinta-feira (12).
Aliados do diretor-geral da PF também minimizaram a
decisão do novo relator do caso, confirmando tratar-se de um padrão que em nada
mudará na investigação.
SAIBA MAIS EM: https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/jussara-soares/politica/mendonca-nega-questao-pessoal-ao-vetar-chefia-da-pf-no-caso-master/
- https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2026/05/15/pf-troca-delegado-que-pediu-investigacao-contra-lulinha-e-chefiava-inquerito-de-desvios-no-inss.htm
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