Por THEODIANO BASTOS
Como já é do conhecimento geral, Janja
manda e desmanda, e todos seus atos estão com sigilo de 100 anos. Nunca se viu
uma coisa dessa na história do Brasil.
E a homenagem virou foi um fiasco com a
escola de samba de Niterói ser rebaixada
Oficialmente, primeira-dama e ministras foram à
capital fluminense em outubro do ano passado participar de um evento sobre
oceanos
A primeira-dama Janja da Silva usou um voo
da FAB (Força Aérea Brasileira) para ir de Brasília ao Rio
de Janeiro em uma agenda oficial junto com ministras.
A viagem ao Rio incluiu uma visita ao barracão da escola de samba Acadêmicos de
Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
na Marquês de Sapucaí no último domingo (15).
A visita ocorreu no dia 6 de outubro do ano passado.
Na agenda oficial consta que Janja foi à capital fluminense participar de um
evento do Ministério da Ciência e Tecnologia, junto com a ministra Luciana
Santos, que solicitou o voo da FAB. A ministra da Igualdade Racial, Anielle
Franco, também acompanhou as agendas.
Acompanharam a primeira-dama a sua assessora de
imprensa, Taynara Pretto; o fotógrafo Cláudio Adão dos Santos; o
ajudante de ordens, Edson Antônio Moura Pinto; e as assessoras Julia
Camilo Fernandes Silva e Carla Costa Alves. Todos estão lotados no
gabinete pessoal do presidente da República.
Por decreto, não é ilegal Janja
embarcar na aeronave, já que o voo levava ministras de Estado.
Ao justificar o voo, a pasta da Ciência e Tecnologia
cita apenas a conferência sobre oceanos. No documento enviado à FAB, não há
referências sobre a visita ao barracão.
O decreto de 2020, assinado pelo ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL), determina que a autoridade deve comprovar o motivo da
viagem e registrar as datas, horários e quem vai acompanhá-la.
“Ficarão a cargo da autoridade solicitante os
critérios de preenchimento das vagas remanescentes na aeronave, quando
existirem vagas disponíveis além daquelas ocupadas pelas autoridades que
compartilharem o voo e por suas comitivas”, diz o texto.
A CNN Brasil procurou a assessoria da primeira-dama para pedir esclarecimentos e aguarda retorno
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