
Por THEODIANO BASTOS
PREOCUPAÇÃO - O presidente com aliados, após o primeiro turno: só o PT do Nordeste se
salvou da derrota
O problema mais profundo para a sigla é construir uma
geração de lideranças capaz de falar com um eleitorado que mudou.
Influenciado pela crença de que Lula teria um novo mandato e poderia, aos 81 anos, conduzir com certa tranquilidade sua sucessão, o debate sempre foi cercado de algum desconforto e muita procrastinação, mas o cenário pode mudar rapidamente no caso de derrota de Lula para Flávio Bolsonaro (PL), algo a cada dia menos improvável.
As urnas das últimas eleições também trouxeram más
notícias a quem poderia ser o futuro do PT ou da esquerda. Haddad sofreu a
quarta derrota eleitoral seguida ao ser batido no primeiro turno por Tarcísio de
Freitas em São Paulo. Gleisi Hoffmann, outra ex-ministra e ex-presidente do PT
citada como alternativa no pós-Lula, chegou em quarto lugar na disputa ao
Senado pelo Paraná, com meros 13% dos votos. Manuela (PSOL) foi a terceira no
Rio Grande do Sul, com 17%. Ambas foram derrotadas por uma dobradinha de
direita.
Boulos nem disputou a eleição, mas seu PSOL foi um
dos partidos que não atingiram a cláusula de barreira. João Campos (PSB), tido
como a nova cara da esquerda, perdeu a eleição ao governo de Pernambuco para
Raquel Lyra (PSD) ainda no primeiro turno...
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