sábado, 10 de outubro de 2026

Risco de derrota de Lula eleva a tensão no PT ao ampliar incertezas sobre futuro do partido

 

Lula, de terno azul, fala ao microfone com a mão na testa, ao lado de Geraldo Alckmin, também de terno azul, sorrindo. Outras pessoas observam ao fundo, em um cenário verde e amarelo

                Por THEODIANO BASTOS

PREOCUPAÇÃO - O presidente com aliados, após o primeiro turno: só o PT do Nordeste se salvou da derrota

O problema mais profundo para a sigla é construir uma geração de lideranças capaz de falar com um eleitorado que mudou.

Influenciado pela crença de que Lula teria um novo mandato e poderia, aos 81 anos, conduzir com certa tranquilidade sua sucessão, o debate sempre foi cercado de algum desconforto e muita procrastinação, mas o cenário pode mudar rapidamente no caso de derrota de Lula para Flávio Bolsonaro (PL), algo a cada dia menos improvável.  

As urnas das últimas eleições também trouxeram más notícias a quem poderia ser o futuro do PT ou da esquerda. Haddad sofreu a quarta derrota eleitoral seguida ao ser batido no primeiro turno por Tarcísio de Freitas em São Paulo. Gleisi Hoffmann, outra ex-ministra e ex-presidente do PT citada como alternativa no pós-Lula, chegou em quarto lugar na disputa ao Senado pelo Paraná, com meros 13% dos votos. Manuela (PSOL) foi a terceira no Rio Grande do Sul, com 17%. Ambas foram derrotadas por uma dobradinha de direita.

Boulos nem disputou a eleição, mas seu PSOL foi um dos partidos que não atingiram a cláusula de barreira. João Campos (PSB), tido como a nova cara da esquerda, perdeu a eleição ao governo de Pernambuco para Raquel Lyra (PSD) ainda no primeiro turno...

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