
Por THEODIANO BASTOS
Tribunal pediu
a abertura de investigação para apurar ataques e ameaças contra servidores, que
passaram a andar sob escolta
O relógio marcava 15h53 do domingo de primeiro turno
quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fez as contas: àquela altura, nada
menos que 40.000 ataques hacker, em grande parte tentativas maliciosas de
negação de serviço (DDoS), tentavam sobrecarregar os servidores da Justiça
Eleitoral e inutilizar o endereço eletrônico da Corte.
Principais pontos sobre
Azael:
- Alegações de ataques: Azael assumiu ou reivindicou
diversos ataques cibernéticos (principalmente do tipo DDoS, focados em
derrubar sites e serviços) contra órgãos públicos e instituições
brasileiras. Entre os alvos citados por ele ou investigados estavam o
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Supremo Tribunal Federal (STF), o
Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
a Petrobras, a Força Aérea Brasileira (FAB), o Aeroporto de Guarulhos e a
Universidade de São Paulo (USP).
Embora a Polícia Federal tenha aberto um inquérito
(já arquivado) para apurar uma eventual interferência estrangeira nas eleições,
a principal preocupação do TSE era com um brasileiro: um
cibercriminoso conhecido como Azael, que já reivindicou ataques que derrubaram
sistemas do Superior Tribunal da Justiça (STJ), da Petrobras e de diversos
órgãos públicos.
Azael havia anunciado em uma rede social que tinha o
TSE como alvo no domingo de eleições, o que fez o tribunal tomar precauções
adicionais. Os computadores de ministros e servidores foram retirados foram
retirados da internet quatro dias antes da eleição e os funcionários foram
instados a trabalhar offline. Os computadores só seriam novamente conectados depois
que 100% das urnas já haviam sido apuradas e os votos, totalizados.
O primeiro
turno transcorria sem maiores intercorrências quando o sistema de divulgação
dos votos apurados travou por cerca de 50 minutos. A totalização continuava
normalmente, mas a divulgação em tempo real havia sido comprometida...
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/politica/o-hacker-que-tirou-o-sono-do-tse-no-primeiro-turno/
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