Por THEODIANO BASTOS
O governo dos Estados Unidos concluiu na
segunda-feira (1/6) uma grande investigação comercial iniciada contra o Brasil
em julho do ano passado — e disse que certas práticas do governo brasileiro são
"irrazoáveis" e "oneram ou restringem o comércio dos EUA".
O documento propõe tarifas retaliatórias de 25% a
produtos brasileiros — mas essas medidas ainda não foram definidas e serão
discutidas ao longo das próximas semanas.
As supostas práticas brasileiras condenadas pelo
governo americano são relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento
eletrônico, tarifas preferenciais injustas, combate à corrupção, proteção da
propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
O governo americano ainda está recebendo consultas do
público até o dia 1º de julho sobre as medidas. No dia 6 de julho, haverá uma
audiência pública.
O representante-geral de Comércio dos EUA, Jamieson
Greer, disse que teve "reuniões construtivas" que "se
intensificaram nas últimas semanas" com os presidentes Luiz Inácio Lula da
Silva e Donald Trump — e que espera dar continuidade a esse diálogo com o
governo brasileiro até 15 de julho, antes de adotar qualquer medida de
resposta.
"No entanto, continuamos enfrentando
divergências significativas na resolução das questões identificadas nesta
investigação", disse Greer, em nota.
Veja produtos do Brasil que
ficam de fora da taxa de 25% proposta pelos EUA
Representante comercial americano sugeriu a aplicação
de "medidas legais" sobre importações brasileiras; itens como carne
bovina, café e petróleo estariam isentos de tarifas punitivas
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