Por THEODIANO BASTOS
Antes de PCC e CV, EUA classificaram
cartéis mexicanos como terroristas; veja o que mudou no país
Antes do PCC e do Comando Vermelho (CV),
os EUA já haviam incluído seis cartéis mexicanos e duas gangues
latino-americanas na relação de organizações terroristas, em 19 de fevereiro de
2025.
O Brasil não é
o primeiro país a ter facções criminosas classificadas pelos Estados Unidos em
listas ligadas ao terrorismo. Antes do PCC e do Comando Vermelho (CV), os EUA
já haviam incluído seis cartéis mexicanos e duas gangues latino-americanas na
relação de organizações terroristas, em fevereiro de 2025.
A medida provocou mudanças
diplomáticas, jurídicas e políticas no México, mas sem impacto imediato na
redução da violência no país.
A medida ampliou instrumentos legais dos EUA para
atuar contra organizações criminosas ligadas ao narcotráfico. Com a decisão,
autoridades americanas passaram a ter mais facilidade para bloquear bens,
aplicar sanções financeiras, investigar redes internacionais e punir pessoas ou
empresas acusadas de colaborar com os cartéis.
A decisão gerou forte reação do governo mexicano. A
presidente Claudia Sheinbaum afirmou que o México não aceitaria qualquer tipo
de intervenção militar americana em território nacional e reforçou o discurso
de defesa da soberania do país.
O governo também anunciou propostas para limitar a
atuação de agentes estrangeiros no México e endurecer punições relacionadas ao
tráfico ilegal de armas.
O tema
aumentou a tensão diplomática entre os dois países, principalmente porque
integrantes do governo americano passaram a defender medidas mais duras contra
os cartéis, incluindo possíveis ações militares.
Isso passou a
preocupar autoridades mexicanas, que acusaram os EUA de usar o combate ao
narcotráfico como justificativa para ampliar sua influência sobre a segurança
do país.
Apesar da pressão internacional, especialistas
afirmam que os efeitos práticos sobre o funcionamento dos cartéis ainda foram
limitados. As organizações criminosas continuam mantendo forte presença
territorial, capacidade financeira e influência em diferentes regiões do
México.
No caso do PCC e do Comando Vermelho, as facções
passarão a integrar duas listas oficiais dos Estados Unidos ligadas ao combate
ao terrorismo e ao crime organizado internacional. O anúncio foi feito pelo
Departamento de Estado norte-americano nesta quinta-feira (28).
As duas facções serão incluídas na relação de
'Terroristas Globais Especialmente Designados', mecanismo usado pelos EUA para
congelar ativos e atingir financeiramente integrantes, empresas e pessoas
associadas aos grupos criminosos. A medida também amplia sanções econômicas e
restringe movimentações internacionais ligadas às organizações.
Além disso, PCC e CV devem ser enquadrados como
'Organizações Terroristas Estrangeiras', classificação considerada mais severa
pela legislação americana. Nesse caso, qualquer pessoa ou entidade que forneça
'apoio material' às facções poderá responder criminalmente nos Estados Unidos.
As penas podem chegar a 20 anos de prisão, ou prisão
perpétua, caso o apoio esteja relacionado a ações que resultem em mortes.
Segundo o Departamento de Estado, a decisão faz parte de uma estratégia para ampliar o combate a organizações criminosas transnacionais envolvidas com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, armas e violência organizada. A inclusão nas listas também pode aumentar a cooperação internacional entre autoridades brasileiras e norte-americanas em investigações financeiras e operações contra integrantes das facções fora do Brasil.
Enquanto no Brasil são PCC
e CV no México a situação é muito mais grave e faz fronteira com os Estados
Unidos. Lá tem o Cartel de Sinaloa, Cartel Jalisco Nova Geração, Cartel do
Golfo. Cartel Unidos. Nova Família Michoacana e Cartel do Nordeste