sexta-feira, 2 de outubro de 2026

A suspensão das atividades diplomáticas presenciais dos EUA e Austrália no Brasil não é coincidência.

 


                      Por DANIEL PORCEL BASTOS (*)

Chama atenção para o conteúdo de uma conta de Twitter chamada Análise Geopolítica

Os Estados Unidos fecharam temporariamente a sua embaixada e os consulados no Brasil devido a questões de segurança, sem detalhar ameaças específicas ou prever uma data de reabertura.

O que se sabe sobre o fechamento

  • Motivo oficial: A Missão dos EUA e o Departamento de Estado alegaram apenas "questões de segurança" e prioridade à proteção de cidadãos americanos, em coordenação com autoridades locais.
  • Contexto: A suspensão ocorreu a dois dias das eleições presidenciais no Brasil, período em que a Embaixada da Austrália também adotou a mesma medida de fechamento preventivo.
  • Serviços afetados: Todos os atendimentos presenciais e a emissão de vistos foram paralisados na embaixada em Brasília e nos consulados (como em São Paulo e Rio de Janeiro).

“Ambos os países são integrantes da Five Eyes Alliance, uma organização que integra as agências de inteligência dos países membros, com a NSA dos EUA tendo conexão direta com a ASD da Austrália.

- ⁠Por meio da Five Eyes Alliance, EUA e Austrália compartilham dados sigilosos de inteligência, juntamente com Reino Unido, Canadá e Nova Zelândia. Neste contexto, o anúncio de suspensão de serviços diplomáticos quase simultâneo das embaixadas dos EUA e Austrália no Brasil, ambos justificados por "ameaças à segurança", justamente no período pré-eleitoral, se configura como uma ação coordenada entre os dois países.

- ⁠Este cenário pode indicar duas coisas: a possibilidade real de que atentados ou distúrbios possam ocorrer no período eleitoral, com os serviços de inteligência dos EUA e Austrália se preparando para este cenário com antecedência, ou uma operação de false flag em curso, com este anúncio atuando para gerar tensão psicológica no Brasil (psyops), o que seria o caso de uma guerra híbrida do Ocidente contra o Brasil, visando manipular as eleições de 2026.

- ⁠Cabe ressaltar que EUA e Austrália estão diretamente interessados nas terras raras brasileiras, com a empresa estadunidense USA Rare Earth adquirindo a brasileira Serra Verde, assumindo a mineração de terras raras em Goiás, enquanto a Austrália explora minerais críticos na Bahia por meio da empresa Brazilian Rare Earths. Com este interesse, ambos os países seriam beneficiados por políticas neoliberais que liberem completamente a exploração desenfreada desses minerais no Brasil, ou seja, as propostas de Flávio Bolsonaro vão de encontro com os interesses dos EUA e Austrália neste contexto.”

(*) Daniel é formado em Relações Internacionais pela UFF e tem Mestrado

FONTES: https://x.com/AnaliseGeopol/status/2106013397552664812 - https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/emissao-vistos-embaixada-eua-brasil/ E https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/10/02/eua-suspendem-atendimento-na-embaixada-e-em-consulados-no-brasil-por-questoes-de-seguranca.ghtml

 

 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

ABSTENÇÕES E INDECISOS TORNAR O RESULTADO IMPREVISÍVEL ELEIÇÕES DE 22 E 26, DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS

 

                                            Por THEODIANO BASTOS

Estamos a 3 dias das eleições, último de propaganda eleitoral e Lula decide não participar do debate n Globo

Voto útil, engajamento e abstenção: o que ainda pode mudar eleição. Especialistas apontam no O Grande Debate Eleições que comparecimento às urnas e migração de eleitores de outros candidatos serão decisivos

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28/9) mostra que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados no cenário de 2º turno, ambos com 42% das intenções de voto.

A pesquisa Genial/Quaest divulgada em 28 de setembro de 2022, quatro dias antes da votação, mostrava Lula com 46% das intenções de voto, contra 33% de Bolsonaro. E ESSA diferença derreteu

Diferença de 2 milhões de votos: as eleições presidenciais mais apertadas da história. Lula tinha 50,88% dos votos válidos, contra 49,12% para Bolsonaro.

Como Lula e Bolsonaro estavam nas pesquisas na última semana antes da eleição de 2022

Pesquisas davam vantagem de dois dígitos a Lula e alimentavam hipótese de vitória no primeiro turno, mas Bolsonaro terminou a votação bem acima do projetado

Nos levantamentos divulgados nos dias anteriores, a vantagem atribuída ao petista era significativamente maior.

Na última semana antes do primeiro turno de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia com vantagem confortável sobre Jair Bolsonaro (PL) nas principais pesquisas nacionais. O cenário chegou a sustentar a possibilidade de uma vitória do petista já na primeira votação. A urna, no entanto, mostrou uma diferença bem menor.

Lula terminou o primeiro turno com 48,43% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro alcançou 43,20%. A distância final foi de 5,23 pontos percentuais e chegou a se pensar que venceria já no primeiro turno.

FONTES: https://www.infomoney.com.br/politica/como-lula-e-bolsonaro-estavam-nas-pesquisas-na-ultima-semana-antes-da-eleicao-de-2022/ - https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/guia/e-possivel-eleicao-presidencial-terminar-no-dia-4-entenda-quantos-votos-um-candidato-precisa-para-ganhar-no-1o-turno.ghtml - E https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/voto-util-engajamento-e-abstencao-o-que-ainda-pode-mudar-eleicao/ 

 

terça-feira, 29 de setembro de 2026

83,9 MILHÕES, 51% DA POPULAÇÃO, ESTÃO INADIMPLENTES

 

“NÃO SOBRA DINHEIRO” - Com loja de roupas no bairro paulistano da Lapa, Elaine Santos há um ano tenta renegociar uma dívida de 30 000 reais no cartão de crédito, mas esbarra nas condições do banco. “Não sobra dinheiro no fim do mês”, diz. Negativada, ela usa o crédito de um amigo para tocar seu comércio.

“NÃO SOBRA DINHEIRO” - Com loja de roupas no bairro paulistano da Lapa, Elaine Santos há um ano tenta renegociar uma dívida de 30 000 reais no cartão de crédito, mas esbarra nas condições do banco. “Não sobra dinheiro no fim do mês”, diz. Negativada, ela usa o crédito de um amigo para tocar seu comércio. 

Por THEODIANO BASTOS

O Brasil registra cerca de 83,9 milhões de inadimplentes, alcançando um recorde histórico que atinge 51% da população adulta, (dados de agosto de 2026 da Serasa).

O ‘efeito bola de neve’ provocado pelo recorde histórico de inadimplência no Brasil

Dívidas crescem mais que a renda, dificultando a queda dos juros  

  • Os dados do principal indicador de inadimplência no país apontam uma desaceleração no crescimento de inadimplentes em agosto. Com 83,9 milhões de negativados, o mês se tornou o com maior número de inadimplentes em toda a série histórica, após 20 meses consecutivos de alta.
  • Os brasileiros com idades entre 41 e 60 anos representam a maior fatia da população com nome restrito, com 35,8%, seguido da faixa etária entre 26 e 40 anos (33,2%), faixas etárias acima de 60 anos (20,1%) e os jovens entre 18 e 25 anos (11%).
  • Durante o mês de agosto, o valor médio de cada acordo realizado na plataforma de renegociação de dívidas foi de R$741. No total, foram somados mais de R$ 11,8 bilhões de descontos concedidos no mês.
  • Outras 738 milhões de ofertas ainda estão disponíveis para negociação no Serasa Limpa Nome. Ao todo, são mais de R$1,1 trilhão em ofertas disponíveis.

SAIBA MAIS EM: https://www.serasa.com.br/limpa-nome-online/blog/mapa-da-inadimplencia-e-renogociacao-de-dividas-no-brasil/ - https://veja.abril.com.br/economia/o-efeito-bola-de-neve-provocado-pelo-recorde-historico-de-inadimplencia-no-brasil/

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

TRUMP ISOLA O BRASIL NO ESCUDO DAS AMÉRICAS

 

                                       Por THEODIANO BASTOS

A abertura da Assembleia-Geral da ONU, nesta terça-feira, 22, expôs duas visões divergentes sobre como enfrentar o crime organizado nas Américas.

O presidente americano Donald Trump disse ter colocado as forças dos Estados Unidos em ação contra cartéis, comparou essas organizações ao grupo terrorista Estado Islâmico e prometeu empregar, se necessário, o “poderio militar sem igual” no Hemisfério Ocidental. 

No mesmo dia, Trump reuniu-se com os líderes de catorze países que compõem o Escudo das Américas, uma aliança de governos conservadores do continente. Além dos Estados Unidos, a aliança inclui Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Trinidad e Tobago — o Brasil não faz parte do grupo. Combate a cartéis no continente foi um dos temas da fala de Trump na Assembleia Geral da ONU.

Os membros da coalizão Escudo das Américas assinaram na última terça-feira (22) um acordo para designar formalmente as facções narcotraficantes como "ameaças compartilhadas" e torná-las alvos de sanções. As facções brasileiras PCC e CV estão entre os 24 grupos citados como alvos da proposta.

O grupo é formado por governos ideologicamente alinhados ao governo do republicano e inclui vizinhos do Brasil como Argentina, Bolívia e Peru.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente do Brasil, não foi convidado para a reunião de formação da entidade. Também ficaram de fora representantes da esquerda como Claudia Sheinbaum, do México, Gustavo Petro, da Colômbia, e Delcy Rodríguez, da Venezuela — a Colômbia entrou no bloco posteriormente, com a posse de Abelardo de la Espriella.

"Reconhecendo que uma ameaça imediata e universalmente compartilhada em nosso hemisfério é aquela representada por organizações narcoterroristas transnacionais — as quais põem em risco a paz e a segurança do hemisfério, bem como a segurança e a prosperidade de nossos cidadãos —, anunciamos hoje a primeira ação conjunta no âmbito de nossos pilares recém-anunciados: ação individual e coletiva para enfrentar o flagelo do narcoterrorismo", diz o documento assinado pelos membros da Aliança e divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA.

SAIBA MAIS EM: https://veja.abril.com.br/coluna/diogo-schelp/escudo-das-americas-a-patrulha-canina-de-trump-isola-brasil/ - https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/09/23/escudo-das-americas-quem-sao-os-membros-de-alianca-do-governo-trump-que-anunciou-sancoes-contra-faccoes-brasileiras.ghtml

sábado, 19 de setembro de 2026

O PERISCÓPIO, 1.003.017 VISUALIZAÇÕES ATÉ 2.10.26

 

O Periscópio

PAÍSES QUE MAIS VISUALIZAM:

Estados Unidos

4,47 mil

Singapura

1,41 mil

Alemanha

860

Hong Kong

666

Japão

565

Países Baixos

471

Bangladesh

350

Brasil

306

Reino Unido

277

França

229

Indonésia

191

Espanha

173

Turquia

171

Filipinas

167

Índia

142

Canadá

138

Vietnã

111

Itália

96

Argentina

91

 

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

O STF É UM NINHO DE SERPENTES E MORAES É O PIVÔ DA CRISE

 

                                   Por THEODIANO BASTOS

Fachin: Não aponte seu dedo pra mim.

A ministra Cármen Lúcia disse se sentir “triste” e “envergonhada” com a crise do Supremo Tribunal Federal (STF).

Crise coloca de vez o STF no período mais conturbado de sua história

Agressões, ameaças, interesses políticos e manobras para não investigar um de seus membros transformam o caso no assunto principal do período eleitoral 

IMPASSE - Sessão do STF: em meio a um clima bélico, a Corte decidiu não decidir

A sessão plenária de 15/9, foi convocada para decidir se o Supremo Tribunal Federal autorizaria uma investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes.

Numa situação normal, os ministros analisariam os fundamentos jurídicos do pedido com sobriedade, verificariam a consistência das suspeitas com base no que diz a lei, ouviriam os argumentos da Procuradoria. O protocolo, porém, foi completamente ignorado. O formalismo e a contenção que as togas exigem foram atropelados por bate-bocas, ameaças explícitas, ameaças implícitas, trocas de acusações e momentos trocas de acusações e momentos que beiraram a vulgaridade. Também emergiram inferências e certezas de que o tribunal se deixou contaminar pela disputa eleitoral e encontra-se permeado por interesses políticos. Resultado: depois de quase oito horas de tensos embates, a sessão foi encerrada sem um veredicto.


FONTE: https://veja.abril.com.br/politica/crise-coloca-de-vez-o-stf-no-periodo-mais-conturbado-de-sua-historia/

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

15/9/26 STF VIROU ESCÂNDALO INTERNACIONAL

 

                                                Por THEODIANO BASTOS

Tendo Alexandre de Moraes como pivô, o STF (Supremo Tribunal Federal) realizou EM (15/9) uma sessão extraordinária para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) sobre mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

"Briga feroz" e "gritos": Imprensa internacional repercute sessão do STF

O julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Na primeira parte da sessão, o ministro Gilmar Mendes pediu uma questão de ordem que incluía, entre outros pontos, solicitação pela análise conjunta dos casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Cármen Lúcia cita "tristeza" e critica "espetacularização"

A ministra Cármen Lúcia foi a última a votar a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, após não se manifestar durante toda sessão.

Quando obteve a palavra, a ministra disparou que estava em "estado de profunda tristeza" pelo objeto de investigação no plenário e pela forma como tem sido conduzido o debate.

"Eu estou triste. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, que teria sido aquele a ser decidido, mas porque o Supremo Tribunal Federal, guarda da Constituição por determinação nela expressa, provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias", disse a ministra.

"Eu peço desculpas ao povo brasileiro. Eu queria ter sido melhor em poder ter ajudado a acalmar as coisas, mas eu não consegui. Houve uma espetacularização desse caso e dessa sessão", prosseguiu.

Ela também afirmou que o "clamor público" não influencia seu discernimento e não teve peso em seu voto diante da petição que envolve o ministro Alexandre de Moraes.

José Casado: Juízes do Supremo estão empurrando o país para um clímax de insegurança jurídica

Nunes Marques bloqueia Gilmar Mendes no WhatsApp após desentendimento

"Briga feroz" e "gritos": Imprensa internacional repercute sessão do STF

Discussão teve início após julgamento sobre diretor-geral da PF e se intensificou com cobrança sobre citações a parentes

 

 

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/edicoes-veja/3012/ - https://www.cnnbrasil.com.br/politica/stf-julgamento-caso-moraes-veja-ao-vivo/