sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

FARRA DO LEGISLATIVO, FLÁVIO DINO SUAPENDE PENDURICALHOS A SERVIDORES PÚBLICOS

 

                                      Por THEODIANO BASTOS

Decisão de Dino ajuda a destravar reforma administrativa, avalia relator

Ministro do STF suspendeu penduricalhos de servidores públicos e determinou revisão geral por parte dos Três Poderes; enquanto isso, reforma administrativa na Câmara está travada

O avanço da reforma administrativa no Congresso Nacional ainda é dúvida, especialmente em um ano eleitoral como 2026. No entanto, entusiastas da iniciativa agora avaliam que a decisão do ministro do STF Flávio Dino em suspender penduricalhos de servidores públicos deve ajudar a destravar o tema, especialmente se houver uma pressão popular.

“A decisão do ministro Flávio Dino expõe uma grave e vergonhosa distorção - em todos os Poderes e entes - tolerada há tempo demais. Está em absoluta sintonia com a indignação da sociedade. E ainda, coloca no centro do debate e na mesa para negociar, uma elite do serviço público que se recusava e bloqueava qualquer iniciativa de disciplinar esses absurdos. Está na hora de voltar a se discutir e a avançar de forma madura e transparente com uma reforma administrativa”, declarou à CNN o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), relator do tema na Câmara dos Deputados.                                                                   Questionado se acredita que a decisão de Dino pode acelerar o retorno do avanço do tema e destravar a reforma, Pedro Paulo respondeu que “sim, acredito”.

TCU nega cautelar para suspender repasse a escola com enredo sobre Lula

No ano passado, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), dizia que uma das prioridades da Casa seria aprovar a reforma para reduzir gastos públicos por meio da reestruturação das regras de carreiras e salário -- até como marca de sua gestão.

O grupo de trabalho criado para isso apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição em outubro. Depois, não houve mais avanços reais e, até o início deste ano, a perspectiva é que a reforma não sairia do lugar.

Grande parte do Congresso resiste a promover as mudanças sugeridas por não quererem desagradar o funcionalismo e correrem o risco de também acabarem sendo afetados.

Agora, há defensores da reforma que veem uma possibilidade de se retornar com o avanço dela. Por outro lado, outros são mais céticos e veem poucas chances de se conseguir uma maioria consolidada entre os líderes partidários. Inclusive, veem que a decisão de Dino tem o potencial de aumentar uma "má vontade" do Congresso.

A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) elogiou a ordem de Dino para tentar dar um freio nos supersalários.

“Uma decisão acertada, sem sombra de dúvidas, porque o que estamos vendo é a farra dos supersalários, a farra dos penduricalhos. É uma vergonha.”

Ainda assim, a articulação em prol da reforma deve continuar a não ser das mais fáceis. Nesta última terça (3/2), Câmara e Senado aprovaram em poucas horas, sem identificação individual dos votos, um projeto de reajustes e mudanças nas carreiras do Legislativo que faz com que os salários dos servidores possam chegar a R$ 77 mil.

Apenas o partido Novo se colocou oficialmente contra a proposta no registro das orientações de bancadas.

O texto aprovado pelo Congresso agora está na mesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para sanção ou veto.

 SIBA MAIS EM: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/decisao-de-dino-ajuda-a-destravar-reforma-administrativa-avalia-relator/

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

ONU alerta para risco de colapso humanitário em Cuba por falta de petróleo

 

                                        Por THEODIANO BASTOS

António Guterres afirma que crise pode se agravar se o país não conseguir importar combustível suficiente para suprir necessidades básicas

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou nesta quarta-feira, 4/01, para o risco de um “colapso” humanitário em Cuba caso o país não consiga importar petróleo.

A declaração foi feita em meio à interrupção no fornecimento de combustível à ilha, atribuída a pressões e ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trunp objetiva acabar com o regime comunista na ilha.

O agravamento da crise ocorre em um momento de endurecimento da política americana em relação à ilha. Nos últimos dias, Donald Trump voltou a atacar o regime cubano, classificando o país como uma “nação falida” e afirmando que Havana deixou de receber apoio financeiro e energético da Venezuela após a queda de Nicolás Maduro.

“Eles não estão recebendo dinheiro da Venezuela e não estão recebendo dinheiro de lugar nenhum”, disse Trump a repórteres. Ao mesmo tempo, afirmou que seu governo está em negociações com líderes cubanos. “Acho que estamos bem perto. Estamos conversando com as pessoas mais importantes de Cuba neste momento”, acrescentou.

“Temos embaixadas, tivemos comunicações, mas não podemos dizer que houve uma mesa de diálogo”, afirmou em entrevista à agência Reuters, em Havana. Segundo ele, Washington sabe que Cuba está disposta a manter uma conversa “séria, significativa e responsável”.

Ainda assim, o governo cubano acusa Trump de querer “sufocar” sua população, que sofre periodicamente com apagões e escassez de combustível

Ainda assim, o governo cubano acusa Trump de querer “sufocar” sua população, que sofre periodicamente com apagões e escassez de combustível nos postos de gasolina.

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/mundo/onu-alerta-para-risco-de-colapso-humanitario-em-cuba-por-falta-de-petroleo/

MÁQUINA DE PRESCRIÇÕES, O CHATGP HEALTH APOSENTA O DR. GOOGLE

 

                                         Por THEODIANO BASTOS

Nos EUA, IA já libera receita médica sem médico

Programa da start-up Doctronic testa até que ponto reguladores e pacientes do estado de Utah aceitam trocar julgamento clínico por algoritmo

Interessante e preocupante, diz a médica Bruna, Endocrinologista em São Paulo

Saúde, Tecnologia

Por apenas US$ 4, portadores de doenças crônicas no estado norte-americano de Utah já conseguem colocar a renovação de receita no piloto automático, sem consulta e sem o ritual tradicional de “falar com um médico, mas de receita no piloto automático, sem consulta e sem o ritual tradicional de “falar com o doutor”. 

Chegou a IA da receita médica, pessoal.

Evito dizer aqui na coluna que “parece coisa de filme”,porque quando se trata de tecnologia cenários ficcionais realmente ganham contornos reais com cada vez mais frequência. Mas, vá lá, realmente tem cara de Black Mirror, não?

Essa iniciativa – que obviamente tem gerado polêmica – é parte de um teste realizado pela empresa Doctronic, health tech em atividade desde 2023, que se consolidou com um assistente médico por IA em que o usuário descreve sintomas e recebe orientação com possíveis diagnósticos e plano de ação que inclui procurar um médico de carne e osso.

SAIBA MAIS EM: https://www.google.com/search?q=veja%2C+m%C3%A1quina+de+prescri%C3%A7%C3%B5es&oq=veja%2C+m%C3%A1quina+de+prescri%C3%A7%C3%B5es&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIHCAEQABjvBTIHCAIQABjvBTIHCAMQABjvBTIKCAQQABiABBiiBDIHCAUQABjvBdIBCTM2NzExajBqN6gCALACAA&sourceid=chrome&ie=UTF-8 E https://veja.abril.com.br/coluna/planeta-ia/nos-eua-ia-ja-libera-receita-medica-sem-medico/

705.140 VISUALIZAÇÕES EM 05/2//26 O PERISCÓPIO

 


Países que mais acessam: Brasil, 31%  - Estados Unidos, 17% China 11% - Vietnâ 7% - Índia, 3 %,  Argentina, 2% Bengladesh, 2 %, seguem Uberquitão, Países Baixos , Quênia, Alemanha e outros.  

O Blog é lido em mais de 140 países e os textos podem ser lidos em 12 idiomas.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Reajuste a servidores equivale a Bolsa Família de 500 mil famílias

 

                                              Por THEODIANO BASTOS

Projetos criam mecanismos que permitem elevar pagamentos acima do teto constitucional por meio de parcelas indenizatórias

Estudo do CLP aponta que projetos de reestruturação de carreiras podem custar R$ 4,3 bilhões por ano aos cofres públicos

DF - ANO LEGISLATIVO/ABERTURA/ALCOLUMBRE/MOTTA/PACIFICAÇÃO - POLÍTICA - O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados,   Hugo Motta (Republicanos- PB), durante a abertura do ano legislativo no plenário da Câmara dos Deputados, em   Brasília, nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026. Alcolumbre e Motta fizeram um pedido por pacificação,   diálogo e serenidade entre os Poderes durante os discursos feitos hoje, que ainda reservaram espaço para defender   as emendas parlamentares.   02/02/2026 - Foto: FáTIMA MEIRA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

Os quatro projetos que reestruturam a remuneração de servidores da Câmara, do Senado e do Executivo têm impacto total estimado em R$ 4,3 bilhões por ano, valor suficiente para financiar um ano do Bolsa Família para cerca de 500 mil famílias, segundo cálculos do Centro de Liderança Pública (CLP). As propostas também criam mecanismos que permitem elevar pagamentos acima do teto constitucional por meio de parcelas indenizatórias.

Para Daniel Duque, head da Inteligência Técnica do CLP, os efeitos desses projetos vão além do impacto fiscal imediato. "A recomposição das carreiras e reajustes pode ter mérito, mas junto a esse desenho estão os chamados penduricalhos, especialmente a licença-compensatória, que pode ser convertida em dinheiro", afirma.

FONTES: https://noticias.r7.com/brasilia/reestruturacao-de-carreiras-no-congresso-pode-custar-r-43-bilhoes-por-ano-diz-entidade-04022026/ E https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2026/02/7347926-reajuste-a-servidores-equivale-a-bolsa-familia-de-500-mil-familias.html

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

“Há beleza na velhice”, diz Alexandre Kalache, especialista em longevidade

 

                                         Por THEODIANO BASTOS

Um dos mais respeitados nomes do mundo na área diz que o Brasil precisa correr para dar conta do envelhecimento da população

 O gerontólogo carioca Alexandre Kalache, de 80 anos, começou a se interessar pelos impactos do envelhecimento na sociedade há cinco décadas, quando ele e o Brasil ainda eram jovens.

Como pesquisador da prestigiada Universidade de Oxford, no Reino Unido, e diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), cargo que ocupou entre 1995 e 2008, previu que o país não estava pronto para um aumento do número de idosos em movimento tão acelerado, correndo sério risco de ser incapaz de oferecer qualidade de vida aceitável para a chamada terceira idade, além da dificuldade de o sistema de Previdência manter a aposentadoria de volumoso grupo. 

O Brasil registra, atualmente, 15% da população com mais de 60 anos. Em 1975, eram 5% 

França levou 145 anos para duplicar sua população e nós registraremos o mesmo em apenas dezenove. São oito gerações a menos para se adaptar.

“Envelhecemos e continuamos tendo desejo, mas a vida sexual se transforma. As ideias mais tradicionais sobre como ser feliz na cama são substituídas pelo toque, pelo carinho”.

(sexo é fantasia e imaginação. Pode-se conseguir prazer mais prazeroso e intense na velhice do que quando se era jovem)  

O senhor está dizendo que falta preparo aos médicos para lidar com a clientela grisalha? Com certeza. Apenas 10% das escolas de medicina oferecem geriatria no currículo. Há um déficit de 28000 deles.

SOLIDÃO: Hoje, 4 milhões de idosos moram sozinhos e outros 8 milhões vivem com um único parceiro

“A indústria quer vender a ilusão de que é possível deter o tempo, o que considero charlatanismo. A busca frenética pela juventude eterna é fútil e reflete uma ansiedade social”

As famílias brasileiras ainda sentem vergonha de instalar um parente idoso em um asilo. Mas está provado que, em muitos casos, essa é uma boa solução, desde que o local passe por um crivo de qualidade...  

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/paginas-amarelas/ha-beleza-na-velhice-diz-alexandre-kalache-especialista-em-longevidade/   

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

PUTIN NÃO ACEITA SAIR DA UCRÂNIA PARECENDO QUE FOI DERROTADO

 

                      Relógio do Juízo Final está perto da maia noite

                                       Por THEODIANO BASTOS

Está aí a razão do acordo de paz não sair na guerra da Ucrânia. Em quase 4 anos de guerra só conseguiu ocupar apenas 20% da Ucrânia, quando seu objetivo era vencer em poucas semanas.

Ucrânia destrói pontes na Rússia com drones de US$ 600 | CNN Brasil

SABOTAGENS NA RETAGUARDA IMPEDIARAM SUPRIMENTO DAS TROPAS

A Ucrânia tem intensificado campanhas de sabotagem e ataques com drones contra a infraestrutura crítica dentro da Rússia, visando especificamente pontes ferroviárias, centros de logística e instalações energéticas (transformadores/refinarias), com o objetivo de paralisar as linhas de suprimento militar russas. Em 2025, esta estratégia se tornou mais sofisticada, com o uso de drones de baixo custo ($600-$700) para detonar explosivos estratégicos escondidos.

A Ucrânia disse que destruiu duas pontes dentro da Rússia usando dois drones baratos para atingir estoques de minas e munição escondidos lá pelas forças russas.

Os militares ucranianos disseram que as duas pontes perto da fronteira com a região de Kharkiv, na Ucrânia, estavam sendo usadas pelos militares russos para reabastecer suas tropas.

Devido à sua importância estratégica, as pontes foram minadas – para que os militares russos tivessem a opção de explodi-las em caso de um avanço ucraniano repentino.



Não é incomum que um exército sob ataque destrua pontes, estradas e outras infraestruturas importantes em seu próprio território para impedir o avanço do inimigo. A Ucrânia fez isso nos primeiros dias da invasão em larga escala em fevereiro de 2022, destruindo pontes em estradas que levavam a Kiev. A medida atrasou o avanço russo e protegeu a capital ucraniana.

Rússia critica países europeus por papel na reimposição de sanções ao Irã

No caso das duas pontes na Rússia, os militares ucranianos descobriram os estoques de minas e usaram isso em seu próprio benefício.

A 58ª Brigada de Infantaria Motorizada Separada da Ucrânia, que conduziu a operação, disse à CNN que decidiu dar uma olhada mais de perto na ponte após notar atividade incomum ao redor dela.

"Ficou claro que algo estava acontecendo lá. Não podíamos voar um drone de reconhecimento comum sob a ponte porque o sinal simplesmente desapareceria, então voamos com um drone com visão em primeira pessoa equipado com fibra óptica", disse um representante da brigada à CNN.

Um vídeo filmado pelo drone mostra que ele se aproxima da ponte e descobre uma grande pilha de minas antitanque e outras munições. Um pedaço de tecido que parece ter coberto o estoque é visto ao lado.

“Vimos as minas e atacamos”, acrescentaram.

O vídeo termina abruptamente quando o drone atinge o esconderijo. Imagens filmadas por uma segunda câmera a alguma distância mostram uma grande explosão. A CNN geolocalizou a ponte vista no vídeo na região de Belgorod, no sul da Rússia, perto da fronteira com a Ucrânia.

“Depois disso, decidimos verificar a outra ponte. Descobrimos que ela também estava minada e atacamos”, disse o representante da brigada, acrescentando: “(Nós) vimos uma oportunidade e a aproveitamos.”

A destruição das pontes — e a maneira ousada como a Ucrânia conseguiu isso — é uma rara boa notícia para Kiev.

A Ucrânia está enfrentando uma situação difícil nas linhas de frente, enquanto as tropas russas continuam avançando lentamente enquanto o presidente russo Vladimir Putin continua adiando quaisquer negociações de cessar-fogo.

Ao mesmo tempo, Moscou continua aterrorizando a população civil da Ucrânia com ataques aéreos quase diários contra cidades por todo o país.

A Rússia não comentou os ataques contra as pontes.

Drones de 600 dólares

Os drones usados ​​no ataque custam entre 25 mil e 30 mil hryvnas ucranianas, ou entre US$ 600 e US$ 725, disse o representante da brigada à CNN. O valor equivale a cerca de R$ 3.250,00 e R$ 3930,00.

Isso torna os dois ataques extremamente econômicos. Derrubar uma ponte à distância não é uma tarefa fácil. Em circunstâncias normais, seriam necessárias munições guiadas caras, lançadas por um sistema sofisticado, como um lançador de mísseis ou um avião.

A Ucrânia já havia declarado ter usado o Sistema de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade (HIMARS), fornecido pelo Ocidente, para explodir pontes na região russa de Kursk. Trata-se de armas caras – quando a Alemanha comprou três lançadores HIMARS dos Estados Unidos para a Ucrânia no ano passado, pagou US$ 30 milhões no total. Cada míssil custa dezenas de milhares de dólares.

Mas os ataques à ponte não foram a primeira vez que a Ucrânia usou drones pequenos e relativamente baratos com visão em primeira pessoa para obter o efeito máximo.

Em junho, forças ucranianas destruíram ou danificaram dezenas de aeronaves russas usando pequenos drones que foram contrabandeados para as proximidades de campos de aviação militares russos em caminhões

SAIBAM MAIS EM: https://www.google.com/search?q=ucrania+sabota+no+russias.+pontes+e+trsnsformadores&oq=ucrania+sabota+no+russias.+pontes+e+trsnsformadores&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIGCAEQIRgK0gEJNTQxNjFqMGo5qAIOsAIB8QULJoM7WW8Z3fEFCyaDO1lvGd0&client=ms-android-samsung-ss&sourceid=chrome-mobile&ie=UTF-8 E https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/ucrania-destroi-pontes-na-russia-com-drones-de-us-600/