
Por THEODIANO BASTOS
O que o STF temia, aconteceu, o Senado agora tem 54 Senadores que podem aprovar o Impeachements de ministros
Chefe da campanha de Flávio: PL 'não será omisso' sobre impeachment de ministros do STF
Rogério Marinho disse ao presidente do STF, Edson Fachin, porém, que o PL não tem 'espírito de vendetta'
Diz estudo Levantamento do Ranking dos Políticos
considera declarações de senadores atuais e dos eleitos em 4 de outubro.
O PL rejeita o que
considerou sinais emitidos pela ala governista do Supremo Tribunal Federal
sobre um eventual acordão político e deverá levar adiante, em 2027, processo de
impeachment de Alexandre de Moraes e também de Flávio Dino, a depender da forma
como ele reagirá a uma eventual derrota de Lula.
Ao longo desta segunda-feira, o entorno do candidato
Flávio Bolsonaro entendeu que houve alguns acenos por parte desse grupo do STF,
sinalizando a possibilidade de um acordo que envolva poupar ministros do STF em
troca, por exemplo, da revisão da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e do
aceite pela Corte da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.
A defesa do ex-presidente protocolou um novo pedido de revisão criminal, e o relator, Kassio Nunes
Marques, sinalizou que pretende pautar o processo após o segundo turno.
Mas o gesto considerado inicial nesse sentido de
estabelecer pontes foi a mensagem divulgada pelo ex-presidente Michel Temer,
manifestando apoio a Flávio Bolsonaro antes mesmo que os demais partidos e
candidatos à Presidência derrotados o fizessem. Temer é o responsável pela
indicação de Moraes ao STF em 2017 e é o elo político entre Moraes e a família
Bolsonaro.
O PL, porém, rejeita qualquer acordo e diálogo com
Moraes. Há uma preferência no partido de que o assunto "Moraes" seja
resolvido pelo próprio STF — uma abertura de investigação contra ele por sua relação com Daniel Vorcaro e consequente afastamento
enquanto durarem as investigações.
Mas há também a leitura de que o perfil combativo de
Moraes deverá ser mantido, e restará ao PL abrir impeachment no Senado em 2027.
Nas contas do partido, já há garantidos 49 votos pelo impeachment de Moraes, e
faltariam apenas mais cinco para compor o número mínimo necessário de 54 votos.
A legenda também mira o impeachment de Flávio Dino, a depender da forma como ele
deverá atuar se confirmada nas urnas a vitória de Flávio Bolsonaro.
O entendimento é de que, se ele resolver avançar em
investigações como a interferência estrangeira nas eleições brasileiras como
pretexto para questionar o resultado eleitoral ou se mantiver investigações
sigilosas sobre eventuais irregularidades na utilização de emendas
parlamentares, também entrará no foco.
FONTES: https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/caio-junqueira/politica/pl-rejeita-acordao-e-defende-impeachment-de-moraes-e-dino/
- Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/senado-tera-54-votos-favoraveis-a-impeachment-no-stf-em-2027-diz-estudo/)
