Por THEODIANO BASTOS
Juristas e entidades da imprensa
criticam decisões da Justiça que provocaram cancelamento do debate da Globo
O cancelamento tirou de milhões de brasileiros a oportunidade de
comparar as propostas dos candidatos e de ouvir a discussão de ideias entre
eles.
Alas do STF e
TSE escancaram decisões pró-Lula
O analista de Política da CNN Caio
Junqueira aponta, no CNN Prime Time, que atuação de ministros do STF e TSE
beneficia reeleição de Lula em reta final da campanha.
O
PT aceitou a regra. Lula faltou. O PT recorreu. Estela Aranha decidiu. Vieram
novas decisões, e a Globo falou em “sucessivas decisões judiciais”,
“insegurança jurídica” e “interferência indevida”.
Analistas
políticos, jornalistas e comentaristas têm apontado e criticado recentes
decisões de alas do Supremo
Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, segundo avaliações
da imprensa, acabam por beneficiar ou proteger a campanha de reeleição do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reta final das eleições de 2026.
Ministra declarou que votou em Lula em 22 e não se declarou suspeita para dar uma decisão monocrática
"Essa
reta final da campanha presidencial escancarou o apoio dessas alas dentro do
Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral a favor,
principalmente, da reeleição do presidente Lula", pontuou Junqueira.
Repercussão na Mídia: Críticos e jornalistas
manifestaram preocupação de que cortes de Justiça estejam ultrapassando o
limite de árbitros do pleito para assumirem posições que influenciam
diretamente o cenário da disputa presidencial.
Principais Críticas e Análises
- Decisão
sobre Debates: A ministra do TSE Estela Aranha
autorizou que a cadeira de um candidato ausente não fizesse parte do
cenário com placa identificadora em debates, o
que ocorreu após o PT acionar a Justiça Eleitoral para suspender uma regra
antes assinada pelo próprio partido. Críticos viram a medida como
uma forma de resguardar o candidato ausente de maiores exposições.
- Atuação
de Magistrados: Comentaristas de veículos como CNN Brasil e do
jornal O Estado de
S. Paulo apontaram que decisões monocráticas e posicionamentos de
ministros — citando nomes como Flávio Dino — aproximam a atuação de integrantes da Corte da
dinâmica político-eleitoral, gerando debates sobre o papel de neutralidade
dos tribunais superiores.
- Em
outubro de 2026, a ministra Estela Aranha atendeu a um pedido da campanha do PT e proibiu
a TV Globo de exibir o púlpito vazio com o nome do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, que havia decidido não comparecer ao debate
presidencial da emissora.
- Argumentação:
A magistrada entendeu que filmar o local destinado ao candidato ausente
geraria um desequilíbrio na disputa eleitoral e daria um "espaço
autônomo para referências a candidato ausente" sem o devido debate.
Ela também proibiu que os outros candidatos fizessem perguntas
direcionadas a ele.
FONTE: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/analise-alas-do-stf-e-tse-escancaram-decisoes-pro-lula/ E https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/10/02/juristas-e-entidades-da-imprensa-criticam-decisoes-da-justica-que-provocaram-cancelamento-do-debate-da-globo.ghtml
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