Por THEODIANO BASTOS
“Donald Trump redesenhou o mapa político da América
Latina, lançou a versão de ditadura 2.0 na Venezuela, sem prazo de validade, e,
num gesto imperial, empurrou o Brasil de Lula e o México de Claudia Sheinbaum
para uma espécie de limbo diplomático. Provocou o aumento da tensão nos
governos latinos. Os 33 líderes regionais não conseguiram se entender nem mesmo
sobre um anódino comunicado conjunto de afirmação da independência de seus
países, depois da invasão, bombardeio de localidades (Caracas, Miranda, Aragua
e La Guaira) e sequestro do ditador venezuelano Nicolás Maduro, agora julgado
em Nova York como um “padrinho” do narcotráfico sul-americano.
A Outrora exaltada “zona de paz” do Atlântico Sul foi
demolida por Trump em três horas, com mísseis e drones camicases, numa operação
planejada e ensaiada segundo o roteiro do governo Barack Obama para o
assassinato de Osama bin Laden, chefe da Al Qaeda, catorze anos atrás, no
Paquistão.
Washington: ofereceu 50 milhões de dólares de
recompensa por Maduro, equivalentes ao prêmio (atualizado) pela cabeça de Bin
Laden. Não se sabe quem foi (ou foram) o(s) informante(s) premiado(s), mas está
evidente que em Caracas, assim como em Abbottabad, colaboradores locais foram
decisivos para a ação militar.
Washington investiu pesado na Argentina de Milei,
ajudando-o a vencer a eleição legislativa de dezembro. Em Brasília, interferência
de Trump nas eleições gerais de outubro, quando Lula deve tentar a reeleição.
É notável, da Casa Branca à Casa Rosada, passando pelo Palácio do
Planalto, que ninguém tenha se preocupado em pressionar o condomínio ditatorial
de Caracas pela libertação dos 863 presos políticos — muitos torturados,
sessenta desaparecidos.”, sustenta José Casado
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/jose-casado/condominio
Nenhum comentário:
Postar um comentário