Por THEODIANO BASTOS
Relatório apresentado por Alfredo Gaspar foi
derrotado por 19 votos a 12; presidente da CPMI não deu encaminhamento a
relatório apresentado pelos governistas
CPMI
do INSS rejeita relatório que pedia indiciamento de 'Lulinha' e ex-ministros de
Lula e Bolsonaro
Gaspar também defendia que a Advocacia do
Senado solicitasse à Justiça a prisão
preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em razão de
"indícios concretos" da possibilidade de fuga do filho do presidente
para escapar de possíveis punições.
Com o Master na mira da comissão, o
Centrão pulou para o lado do governo e ficou contra o relatório de Gaspar. Sem
votos necessários para sua aprovação, a CPMI do INSS foi concluída sem um texto
final aprovado.
Relatório recomendava o indiciamento de mais de 200
pessoas. Também estavam na lista: 'Careca do INSS' e Daniel Vorcaro. Colegiado
chega ao fim sem ter um documento formal.
A CPMI do INSS rejeitou o parecer elaborado por Alfredo
Gaspar (PL-AL), o que representou uma vitória da base aliada ao governo Lula
(PT). Sem um novo relator designado, o colegiado finaliza os trabalhos sem que
um parecer final tenha sido aprovado.
Instalada no mês de agosto do ano passado, a CPMI
funcionou por sete meses. Os trabalhos foram marcados por embates entre
parlamentares governistas e de oposição. Não foi diferente a sessão realizada
nessa sexta-feira (27/3).
A comissão parlamentar concluiu os trabalhos nesta
semana diante da negativa do STF (Supremo Tribunal Federal) para prorrogar o
prazo. Em julgamento na última quinta-feira (26), por 8 a 2, o plenário da
Corte derrubou liminar do ministro André Mendonça que estendia o prazo.
Nesta sexta-feira (27), a comissão parlamentar
conheceu o texto elaborado por Alfredo Gaspar. Detalhado em cerca de 4,3 mil
páginas, o parecer propunha o indiciamento de mais de 200 pessoas no âmbito das
investigações do esquema de descontos indevidos a aposentadorias e pensões de
segurados do INSS.
Por 19 votos a 12, o parecer apresentado por Alfredo
Gaspar acabou rejeitado pela maioria dos parlamentares. No comando da comissão,
Carlos Viana (Podemos-MG) destacou que a escolha de um nome para proferir um
novo parecer é discricionária ao presidente e encerrou os trabalhos sem dar
encaminhamento ao “relatório paralelo” elaborado pelos governistas.
Apelidado de “Relatório da Maioria”, o parecer
elaborado pela base governista pede o indiciamento de 131 pessoas. A lista
inclui o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pelo
crime de organização criminosa, e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelos
crimes de furto qualificado contra idoso; organização criminosa; e improbidade
administrativa.
Já o relatório de Gaspar ultrapassava os 200
indiciamentos, entre eles Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho
do presidente da República.
Trabalhos conturbados
Instalada em agosto de 2025 para investigar descontos
indevidos em aposentadorias, o governo sofreu derrota inicial ao não conseguir
eleger o presidente da comissão, que ficou sob comando da oposição com o
senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Durante os trabalhos, parlamentares travaram disputas
com o STF, que concedeu Habeas Corpus a diversas testemunhas e investigados,
permitindo silêncio ou ausência em depoimentos. Ao menos dez pessoas foram
dispensadas por decisão da Corte.
Um dos
momentos mais críticos ocorreu com o vazamento de dados sigilosos do empresário
Daniel Vorcaro, do Banco Master. O ministro André Mendonça barrou o acesso da
CPMI a documentos e equipamentos apreendidos, após a divulgação de mensagens
íntimas do banqueiro.
SAIBA MAIS EM: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/28/cpmi-do-inss-relatorio.ghtml
- https://www.cnnbrasil.com.br/politica/apos-7-meses-cpmi-do-inss-termina-sem-relatorio-final-aprovado/
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