Por THEODIANO BASTOS
O juiz aposentado Antônio Leopoldo
Teixeira, condenado
nesta quinta-feira (12) pelo assassinato do também juiz Alexandre Martins de
Castro Filho, morto a tiros em Vila Velha, na Grande Vitória, em 2003, foi
o último réu a ser julgado pelo crime pelo Tribunal de Justiça do Espírito
Santo (TJES).
Segundo a denúncia do Ministério Público
estadual (MPES), que apontou Leopoldo como um dos mandantes da execução
realizada há quase 23 anos, ele teria usado o cargo de titular da 5ª Vara
Criminal de Vitória, responsável pela área de Execuções Penais, para favorecer
integrantes do crime organizado.
O autor desse Blog vivenciou e acompanhei bem de perto por ser membro do Fórum Reage ES de combate ao crime organizado no Espírito Santo que tinha o comendo do saudoso Agesandro da Costa ereira quando era presidente da OAB -ES
Juiz assassinado, Alexandre Martins de
Castro Filho
Foi nesse período tenebroso que a Xerox
do Brasil construiu aquele prédio monumental em frente a UFES para ser o centro
tecnológico da América Latina e nunca foi inaugurado e porque o crime
organizado queria cobrar um pedágio. Hoje funciona nesse prédio o Fórum
Criminal de Vitória...
Pai do juiz Alexandre Martins Filho, de
mesmo nome, Alexandre Martins, no dia do julgamento da morte do filho no
Espírito Santo
“não tem crime organizado no ES; o
próprio estado do Espírito Santo é o crime organizado” disse José Resende ao entregar
o cargo de Secretário de Segurança no governo de José Inácio. Ele ocupou esse
mesmo cargo em Minas Gerais
Segundo denúncia do Ministério Público, Leopoldo
teria favorecido integrantes do crime organizado e concedido benefícios
irregulares a presos. Juiz também foi relacionado a episódios de extorsão e
abuso de poder no Espírito Santo. Ele foi condenado a 24 anos de prisão.
Conforme a acusação, o então juiz concedia
benefícios irregulares a presos e determinava transferências para
unidades do interior do estado para facilitar fugas e resgates. Em troca, teria
recebido vantagens financeiras indevidas.
Ainda segundo a denúncia, Leopoldo mantinha ligação
com representantes do braço armado do crime organizado no estado e o gabinete
dele teria sido influenciado por integrantes desse grupo. As investigações
também relacionam o ex-magistrado a episódios de extorsão e abuso de poder.
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