quarta-feira, 5 de novembro de 2025

TSE JULGA CASSAÇÃO DE CLÁUDIO CASTRO governador do Rio de Janeiro, por abuso de poder político e econômico na eleição de 22

Por THEODIANO BASTOS

Acusação 

Durante o julgamento, o vice-procurador eleitoral, Alexandre Espinosa, defendeu a cassação de Castro e condenação à inelegibilidade por oito anos. 

Após o voto de Isabel Galotti, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira. Não há data definida para a retomada do julgamento. 

O Ministério Público afirmou que Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da administração pública do Rio.

De acordo com a acusação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões.

A acusação também citou que os pagamentos aos contratados eram feitos por meio saques na boca do caixa, com objetivo de aliciar eleitores. Além disso, alguns contratados teriam trabalhado na campanha de Castro. 

"A prova dos autos autoriza a caracterização do abuso de poder político e econômico, com gravidade suficiente para confiscar a legitimidade do pleito. Essa procuradoria eleitoral se manifesta pelo provimento do recurso para fixar a conduta vedada, a prática do abuso de poder político e econômico, cassando o diploma dos investigados eleitos, declarando a inelegibilidade pelo prazo de oito anos”, disse Espinosa

Defesa 

No julgamento, o advogado Fernando Neves, representante de Castro, disse que o governador apenas sancionou uma lei da Assembleia Legislativa e um decreto para regulamentar a atuação da Ceperj e não pode ser responsabilizado por eventuais irregularidades. 

"Se alguma irregularidade existiu na execução desses programas, o governador não pode responder por elas. É imaginar que se um motorista do tribunal tomasse uma multa por excesso de velocidade, fosse cobrar da presidente [Cármen Lúcia]. Evidentemente, não tem sentido", afirmou. 

A ministra Maria Isabel Galotti, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou nesta terça-feira (4) pela cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.  

A ministra também se manifestou pela decretação da inelegibilidade por oito anos e a realização de novas eleições para o governo do estado. 

O voto da ministra também condenou o ex-vice-governador Thiago Pampolha, Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj; e o deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar (União), ex-secretário de governo.  

O voto foi proferido no início do julgamento no qual o Ministério Público Eleitoral (MPE) e coligação do ex-deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) pretendem reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que, em maio do ano passado, absolveu Castro e outros acusados no processo que trata de supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). 

A ministra também se manifestou pela decretação da inelegibilidade por oito anos e a realização de novas eleições para o governo do estado. 

Após o voto de Isabel Galotti, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira. Não há data definida para a retomada do julgamento. 

SAIBA MAIS EM: https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-11/ministra-do-tse-vota-pela-cassacao-do-governador-claudio-castro E https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/11/04/relatora-no-tse-vota-pela-cassacao-de-mandato-e-inelegibilidade-de-claudio-castro.ghtml


terça-feira, 4 de novembro de 2025

CPI DO CRIME ORGANIZADO TEM O SENADOR FABIANO CONTARATO PT/ES COMO PRESIDENTE

 

                                         Por THEODIANO BASTOS

Planalto vê CPI do Crime Organizado com maior risco político que INSS

Governo teme que oposição consiga monopolizar o debate no Congresso com segurança pública

CPI do Crime é instalada no Senado; veja quem são os titulares do colegiado

Fabiano Contarato (PT-ES) será o presidente do colegiado, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), o vice, e Alessandro Vieira (MDB-SE), o relator

A abertura dos trabalhos da comissão nesta manhã foi conduzida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), por ser o senador mais velho.

O Palácio do Planalto avalia que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, que será instalada na terça-feira (4) no Senado, tem potencial de gerar maior desgaste para o governo Lula do que a própria CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga descontos irregulares de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O colegiado terá como foco a apuração da atuação de milícias e de facções criminosas. O anúncio da CPI foi feito na quarta-feira (29) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos.

 

Na visão de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a direita vai se agarrar ao tema da segurança pública como última esperança para frear o crescimento da aprovação da gestão petista.

A preocupação é que a oposição consiga dominar o Congresso com a pauta do enfrentamento à criminalidade, enquanto o governo quer seguir explorando temas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil, a escala 6x1 de trabalho, tarifa zero no transporte público e outras propostas voltadas para a campanha eleitoral de 2026.

Sob reserva, aliados do Planalto admitem que, se o governo for forçado a falar apenas de segurança pública, tende a perder a batalha de narrativa para a oposição.

Isso porque o tema é considerado favorável à direita e, historicamente, negativo para a esquerda, que busca equilibrar a defesa dos direitos humanos com a ação concreta dos estados no combate ao crime organizado.

Para tentar evitar que a CPI do Crime Organizado monopolize a pauta, o Palácio do Planalto traçou uma estratégia para que os senadores mais combativos da base do governo atuem na comissão. Entre eles, o líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), e Rogério Carvalho (PT-SE), além de parlamentares alinhados ao Planalto, como Otto Alencar (PSD-BA) e Alessandro Vieira (MDB-SE), que pleiteia a relatoria.

Já a direita deve indicar nomes como os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Sergio Moro (Podemos-PR) e Marcos do Val (Podemos-ES).

Como mostrou a CNN Brasil, o PT e o Palácio do Planalto farão pesquisas para avaliar a percepção da população sobre a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha. O objetivo é orientar o posicionamento do partido e do governo no combate ao crime organizado.

O presidente Lula também tem sido orientado a evitar falas de improviso sobre segurança pública. O receio é que eventuais deslizes virem munição para a oposição no debate sobre o combate ao crime organizado.

Pesquisas feitas após a megaoperação apontam apoio da população e o crescimento da aprovação do governador Cláudio Castro (PL).

Um levantamento da Genial/Quaest apontou que 64% da população do estado do Rio de Janeiro aprova a megaoperação policial contra a facção criminosa Comando Vermelho.

Já o Datafolha mostrou que a gestão do governador Cláudio Castro alcançou o maior índice de aprovação desde 2022. Segundo o levantamento, 40% dos moradores da capital e da região metropolitana do Rio de Janeiro avaliam o governo como ótimo ou bom.

SAIBA MAIS EM: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/cpi-do-crime-e-instalada-no-senado-veja-quem-sao-os-titulares-do-colegiado/ E https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/jussara-soares/politica/planalto-ve-cpi-do-crime-organizado-com-maior-risco-politico-que-inss/

LULA VETA NAVIO DA MARINHA E ALUGA IATE DE LUXO PARA SE HOSPEDAR EM BELÉM DE EMPRESÁRIO POLÊMICO

 

                                         Por THEODIANO BASTOS

Após vetar ficar num navio da Marinha, pois a estrutura não agradou — nem ele nem Janja, que já não gosta muito de militares –, por não ter alguns “luxos” de hotelaria presidencial nem ter mobilidade de navegação para passeios pelos riosr mobilidade de navegação para passeios pelos rios da região.

Entraram em cena, então, um certo empresário conhecido por interesses no governo e um ministro de Lula, que aparentemente resolveram o problema do petista e de Janja, segundo fontes do Planalto confirmaram ao Radar de VEJA.

Segundo um auxiliar do petista, ele avalia usar um iate conseguido pelo ministro Alexandre Silveira, com a ajuda do empresário Carlos Suarez, o famoso “Rei do Gás”, que tem relações com Silveira.

A família que conquistou contratos milionários para fretar barcos ao governo do Amazonas também tem negócios em outras áreas, como a Oliveira Energia, que vendeu — negócio aprovado recentemente — a Am... em negócios em outras áreas, como a Oliveira Energia, que vendeu — negócio aprovado recentemente — a Amazonas Energia à Âmbar, do grupo J&F... Sacou?

Em nota, Presidência diz que não cogitou barco de empresário ou suas empresas e que embarcação será alugada seguindo critérios de 'segurança, preço e conforto'

O Radar mostrou recentemente que o custo de aluguel de um iate para COP30 estava em 450.000 reais.

Os custos envolvidos na negociação para aluguel do iate para Lula são secretos.

SAIBA MAIS EM: https://www.facebook.com/100010619717109/posts/2682628788767752/?rdid=8d5LusiFWK6kZDV8&share_url=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fshare%2F16SzsLCe7y%2F# E https://veja.abril.com.br/politica/ministro-e-empresario-garantem-iate-de-luxo-para-lula-e-janja-na-cop30/ - https://veja.abril.com.br/brasil/barco-de-luxo-usado-por-lula-na-cop30-e-de-empresario-e-ja-esteve-envolvido-em-escandalo/

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

O pacto da esquina: adolescentes juram devoção ao crime em troca de pertencimento

 

Brasília assistiu, nas últimas semanas, a vários episódios de crimes violentos envolvendo adolescentes como autores -

                                       Por THEODIANO BASTOS

Adolescentes encontram no mundo do crime uma forma de pertencimento a um status de poder. Usam da façanha para ganhar projeção, e demostram imaturidade ao ignorar que podem ser presos ou mortos

O relógio marca 17h, próximo ao sino que anuncia o fim das aulas. A essa altura, a Praça da Juventude, no Paranoá, começa a encher de jovens. Boa parte veste roupa de futebol, usa chuteiras e fones de ouvido. Outros chegam de bicicleta, com cigarro aceso e se encostam nas grades do campo. Entre risadas e gírias, o grupo de adolescentes ainda aparenta sinais da infância: são crianças crescidas. Nesse território de suposta ingenuidade, onde a educação e a cultura são precárias, mas o desejo de alcançar poder é forte, vários deles acabam pescados pelo crime.

Neste mês, Brasília assistiu a uma explosão de episódios violentos em que menores de idade figuraram como autores. Num deles, Isaac Augusto de Brito Vilhena, 16 anos, foi esfaqueado e morto durante um assalto na 112 Sul, em 17 de outubro. O crime foi cometido por três menores. Cinco dias antes, o policial penal Henrique André Venturini, 45, foi morto durante uma corrida de aplicativo no Riacho Fundo II. As investigações apontam que o agente reagiu à abordagem de um jovem e dois adolescentes, e disparou acidentalmente em si, na tentativa de acertá-los.

SAIBA MAIS EM: https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2025/11/7283259-o-pacto-da-esquina-adolescentes-juram-devocao-ao-crime-em-troca-de-pertencimento.html 

domingo, 2 de novembro de 2025

STF VERGONHA NACIONAL

 


Por THEODIANO BASTOS 

A conta da corrupção: R$ 25 bilhões já retornaram aos cofres públicos, Balanço do Ministério Público do Paraná dá uma ideia do volume de dinheiro desviado durante os governos petistas.

Toffoli muda voto e se alinha a Gilmar para anular ação da Lava Jato contra ex-Petrobras, uma vergonha.

Emílio Odebrecht diz que esquema de caixa 2 é 'coisa normal' há 30 anos

Dono do grupo Odebrecht deu declaração durante depoimento de delação premiada, ao ser questionado por procuradores a respeito das relações da empreiteira com o poder público.

https://www.youtube.com/watch?v=BbQFNp_y1F0  

O empresário Emílio Odebrecht, dono do grupo Odebrecht, afirmou em depoimento de delação premiada que o modelo de relação da empreiteira com políticos investigado na Operação Lava Jato é "institucionalizado" e "uma coisa normal" há 30 anos (no vídeo acima, veja a partir do minuto 13)

Emílio Odebrecht é um dos executivos da empresa que fecharam acordo de delação premiada com o Ministério Público.

Durante os governos dos ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, a Odebrecht multiplicou seu faturamento. Segundo reportagem de 2015 da revista "Época", entre 2003 e 2014 a receita bruta da empresa aumentou seis vezes.

Ao prestar depoimento em dezembro do ano passado a procuradores da Operação Lava Jato, o empresário foi questionado pelos investigadores sobre o sistema de relações da empreiteira com o poder público. Ele, então, respondeu:

"O que nós temos no Brasil, não é um negócio de cinco anos, dez anos atrás. Nós estamos falando de 30 anos atrás. [...] Então, tudo que está acontecendo era um negócio institucionalizado. Era uma coisa normal. Em função de todos esses números de partidos, onde o que eles brigavam, era por quê? Era por cargos? Não. Todo mundo sabia que não era. Era por orçamentos gordos. Eles queriam orçamento. Ali os partidos colocavam seus mandatários com finalidade de arrecadar recursos para o partido, para os políticos. E isso é há 30 anos que se faz isso", declarou. 

"[O fato de o modelo de relação com políticos existir há 30 anos] não exime em nada a nossa responsabilidade, não exime em nada a nossa benevolência, não exime em nada. [...] olhar isso como normalidade, porque [após] 30 anos é difícil as coisas não passarem a ser normais", completou.

Emílio Odebrecht diz que reforma em sítio frequentado por Lula custou R$ 700 mil

Emílio Odebrecht diz que pagou sobrinho de Lula sem prestação de serviço

Emílio Odebrecht diz que pagou sobrinho de Lula sem prestação de serviço

Emílio Odebrecht sobre Lula: 'animal político' e a 'cachacinha'

Entre as dezenas de horas de depoimentos de delação premiada dos executivos e ex-executivos da Odebrecht, os vídeos de Emílio Odebrecht, presidente do Conselho daquela que já foi a maior empreiteira do país, vêm chamando a atenção pela riqueza de detalhes com que descrevem episódios antigos, que ajudam a desenhar a história política recente do Brasil.

Com base nas delações da Odebrecht, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal 83 pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos de diversos partidos.

O relator da Lava Jato no STF, ministro Luiz Edson Fachin, mandou abrir 76 inquéritos para investigar 8 ministros, 24 senadores, 39 deputados e 3 governadores.

Fachin também remeteu a outras instâncias da Justiça mais de 200 pedidos de inquérito envolvendo políticos sem o chamado foro privilegiado. E cinco anos depois  anulou tudo, alegando que o julgamento não deveria ter sido em Curitiba mas em Brasília, e assim Lula foi descondenado   

SAIBA MAIS EM: https://terrabrasilnoticias.com/2025/11/toffoli-muda-voto-e-se-alinha-a-gilmar-para-anular-acao-da-lava-jato-contra-ex-petrobras/ - https://veja.abril.com.br/politica/a-conta-da-corrupcao-r-25-bilhoes-ja-retornaram-aos-cofres-publicos/ E https://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/modelo-de-relacao-com-politicos-e-coisa-normal-ha-30-anos-diz-emilio-odebrecht.ghtml

O BRASIL DEVERIA SEGUIR O MÉXICO E ELEGER OS JUÍZES, INCLUSIVE DA SUPREMA CORTE

 

                                        Por THEODIANO BASTOS

Em 31 de mai. de 2025 aconteceu no México uma eleição inédita no mundo. Cem milhões de eleitores aptos participaram da escolha de ministros da Suprema Corte, magistrados regionais e juízes de distrito, um tipo de votação que não existe em nenhum outro país.  

Sérgio Moro deveria se candidatar a presidente em 26 com essa bandeira

A Bolívia é o país com o sistema de escolha do Judiciário mais semelhante, mas o voto popular só é permitido para os cargos dos tribunais superiores. Outros países, como os Estados Unidos, limitam a votação a alguns juízes estaduais.

No México, a eleição por voto popular de todos os membros do Judiciário se tornou uma das bandeiras políticas mais importantes do movimento político Quarta Transformação (4T), liderado pelo ex-presidente Andrés Manuel López Obrador.

Durante seu governo (2018-2024), López Obrador defendeu a ideia de "democratizar" o Judiciário, permitindo que os próprios cidadãos escolhessem diretamente os integrantes desse poder.

Na época, contudo, ele não tinha votos suficientes no Congresso para levar a proposta adiante.

Isso mudou após a vitória avassaladora da coalizão da 4T em 2024, que elegeu

a presidente Claudia Sheinbaum, e uma nova composição no Congresso, com votos suficientes para promover uma reforma constitucional no Judiciário.

Os que apoiam a medida a veem como um modelo pioneiro, que submete ao escrutínio popular as decisões e a atuação dos juízes em todos os níveis, dando aos cidadãos o poder de destituí-los se não fizerem bem o seu trabalho.

SAIBA MAIS EM: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/05/31/o-que-esta-em-jogo-no-mexico-com-eleicao-sem-precedentes-de-juizes-do-pais-pelo-voto-popular.ghtml

sábado, 1 de novembro de 2025

ARMAMENTO DO CV NO RIO TINHA ARMAMENTO DESVIADO DAS FORÇAS ARMADAS

 

                                        Por THEODIANO BASTOS

Após recontagem, número de armas apreendidas em megaoperação sobe para 120, sendo 93 fuzis: valor do material é estimado em R$ 12,8 milhões

56% reprovam posição de Lula sobre narcotráfico

Megaoperação no Rio de Janeiro é aprovada por 70% do total. 

Arsenal conta com armamento desviado das Forças Armadas.

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro divulgou um novo número de armas apreendidas na megaoperação feita na última terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da Cidade — que terminou com 121 mortos, sendo quatro policiais. Até então, as autoridades contabilizavam 118 armas. Uma recontagem foi feita e inclusos dois fuzis apresentados em outras delegacias, passando o total para 93. Há ainda 26 pistolas e um revólver, além de explosivos, munições, drogas e equipamentos militares utilizados pelo Comando Vermelho. Um levantamento técnico feito pela Coordenadoria de Fiscalização de Armas e Explosivos (CFAE) estima que todo este arsenal tenha um valor de R$ 12,8 milhões.

Projeto antifacção enviado ao Congresso prevê até 30 anos de prisão.

O objetivo é combater as organizações criminosas que exercem controle de territórios e atividades econômicas. A proposta foi enviada para apreciação do Congresso Nacional, em regime de urgência.

O que diz o projeto?

O texto atualiza a Lei de Organizações Criminosas (Lei nº. 12.850/2013) e cria a figura da “facção criminosa” – termo que até agora não existia na legislação brasileira. As penas serão de 8 a 15 anos de prisão se a atuação da organização visar o controle de territórios ou atividades econômicas, mediante o uso de violência, coação ou ameaça. Homicídios cometidos por ordem ou em benefício de facções criminosas poderão levar a penas de 12 a 30 anos, passando a ser enquadrados como crimes hediondos.

SAIBA MAIS EM: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2025/11/01/policia-faz-recontagem-e-numero-armas-apreendidas-em-megaoperacao-cresce-valor-do-material-ultrapassa-r-12-milhoes.ghtml - https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2025/11/7283489-projeto-antifaccao-enviado-ao-congresso-preve-ate-30-anos-de-prisao.html