Por
THEODIANO BASTOS
Deputado
Alfredo Gaspar (PL-AL) realiza nesta sexta-feira (27) a apresentação do
relatório final da comissão; decisão do plenário do STF barrou prorrogação do
colegiado
O relator da
CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresenta nesta
sexta-feira (27) o seu parecer com pedidos de indiciamentos de 216 pessoas.
A análise do relatório final nesta manhã foi marcada após a decisão do STF
(Supremo Tribunal Federal) que derrubou a liminar que permitia a prorrogação do colegiado.
Entre as recomendações de indiciamento, o relator incluiu o empresário Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente da República.
A defesa de
Lulinha nega envolvimento em irregularidades e ele não é formalmente
investigado pela PF (Polícia Federal), mas foi mencionado ao longo das
apurações. O nome dele apareceu nas operações de busca e apreensão contra a
empresária Roberta Luchsinger, realizadas em meados de dezembro do ano passado.
A CPMI não
conseguiu avançar na investigação de supostas “mesadas” ou de viagens que
teriam sido custeadas pelo empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como
“careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema. Esses
indícios e a "proximidade" de Lulinha com os empresários são citados
no parecer.
Gaspar pediu
o indiciamento de Lulinha pelos crimes de: tráfico de Influência; lavagem ou
ocultação de bens; organização criminosa; e partícipe em corrupção passiva.
Uma CPI não
tem poder de indicar pessoas, mas pode fazer recomendações à PGR
(Procuradoria-Geral da República) em seu relatório final.
Pedidos
de indiciamentos
Entre os
principais indiciados estão:
- Antônio Camilo Antunes, o
“Careca do INSS”, empresário apontado como líder e articulador do esquema,
pelos crimes de: organização criminosa; corrupção ativa; lavagem ou
ocultação de bens; furto mediante fraude com uso de dispositivo
eletrônico; fraude eletrônica; e inserção de dados falsos em sistema de
informações.
- Maurício Camisotti, empresário
apontado como operador e intermediário, pelos crimes de: organização
criminosa; lavagem de dinheiro; fraude e furto eletrônico; falsidade
ideológica; corrupção ativa; e participação em inserção de dados falsos em
sistema de informações.
Instalada em
20 de agosto, a comissão de inquérito tem prazo de funcionamento até sábado
(28). O relatório de Gaspar conta com 4.340 páginas, é dividido em nove núcleos
de investigação e mira empresários, intermediários, servidores, entidades e
políticos.
Há ainda
recomendação de que a PF (Polícia Federal) aprofunde as investigações para
alguns casos que a CPMI não conseguiu avançar.
A base
governista também articulou um relatório alternativo, que deve ser debatido. A
maior divergência entre os parlamentares, segundo o presidente do
colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), envolver os pedidos de
indiciamentos.
Ele defende
que a comissão aprove um relatório em comum, mas analise de forma separada
(destacada) os trechos em que houver discordância. Ele não descarta a
possibilidade de a votação se estender até a madrugada.
SAIBA MAIS
EM: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/27/relator-da-cpi-pede-indiciamento-de-lulinha-vorcaro-e-careca-do-inss.ghtml
E https://veja.abril.com.br/brasil/em-relatorio-final-cpmi-do-inss-defende-prisao-preventiva-de-lulinha/https://www.cnnbrasil.com.br/politica/relatorio-da-cpmi-do-inss-pede-indicamento-de-lulinha-e-outras-218-pessoas/
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