Por THEODIANO BASTOS
Encontro secreto de Lula
com Davi Alcolumbre na casa do Ministro Alexandre de Moraes
Lula e Alcolumbre falaram com a mão
cobrindo a boca, para despistar a leitura labial das câmeras. Em uma das
oportunidades, após ouvir o senador, o petista reagiu demonstrando incômodo com
o que escutou, balançando a cabeça em sinal de desaprovação.
A conversa ao pé de ouvido marca um novo momento da relação entre os dois, após estremecimentos no fim do ano passado com o impasse relacionado à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre ficou contrariado, pois preferia que a escolha recaísse sobre o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), seu aliado.
O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de
Moraes, firmou um contrato de R$ 129 milhões em três anos (com repasses
mensais de R$ 3,6 milhões) com o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.
Dados apontam que cerca de R$ 80 milhões foram pagos antes de o acordo ser
encerrado
O G1 e levantamentos
recentes da Folha de S.Paulo
apontam que o Senado Federal acumula entre 81 e 99 pedidos de impeachment
contra ministros do STF protocolados nos últimos anos, aguardando análise da
presidência da Casa.
Distribuição dos Pedidos
- O
ministro Alexandre de Moraes lidera com a maior parte das solicitações,
somando dezenas de acusações.
- Outros
integrantes da corte, como Gilmar Mendes e Flávio Dino, também acumulam
requerimentos na mesa diretora.
Contexto e Andamento
- Conforme
relatado pelo Intercept Brasil,
a tramitação depende exclusivamente de despachos da cúpula do Senado.
Alcolumbre criticou a “agressão a
instituições”
Já Alcolumbre afirmou que o Brasil tem
vivido um momento de "agressões a instituições" e criticou quem,
segundo ele, ultrapassa os "limites constitucionais".
A
fala ocorreu após o pedido de indiciamento por crimes de responsabilidade dos
ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes,
incluído no relatório final da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime
Organizado.
"Estamos vivendo uma agressão
permanente às instituições republicanas, porque tá muito cômodo ofender os
outros. Tá todo mundo passando dos limites institucionais que norteia a boa
convivência na relação republicana. Nós somos uma democracia. A gente precisa
compreender as pessoas que pensam diferente, mas a todo instante ofender,
subjugar, agredir e atacar não vai construir o Brasil que os brasileiros
precisam e esperam dos poderes", afirmou o senador.
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