sexta-feira, 5 de junho de 2026

‘Fator Trump’ transforma a política externa em plataforma eleitoral de Lula e Flávio

 

                                         Por THEODIANO BASTOS

A classificação do PCC e do CV como organizações terroristas e um novo tarifaço reacendem debate sobre interferência dos Estados Unidos no Brasil  

Faz tempo que a sombra de Donald Trump paira sobre a economia e a política brasileiras. Antes de ser condenado por tentativa de golpe, Jair Bolsonaro tinha a convicção de que o americano impediria o julgamento do caso pelo STF, garantiria sua liberdade e o ajudaria a vencer a eleição de 2026. Deu tudo errado. O capitão foi sentenciado à prisão, perdeu os direitos políticos e lançou seu filho velho, Flávio Bolsonaro, para concorrer ao Palácio do Planalto. Farol da direita mundial, Trump até tentou impedir essa derrocada em meados do ano passado, quando anunciou um tarifaço às exportações e aplicou sanções a autoridades do Brasil, mas não foi capaz de salvar o aliado e ainda permitiu ao presidente Lula sair das cordas, impulsionado pelo discurso de defesa da soberania nacional...

Cadê o “climão’ entre Lula e Trump?

O debate sobre a possibilidade de ingerência nas eleições brasileiras começou depois da decisão dos Estados Unidos de igualar o PCC e o CV a organizações como o Hamas e a Al-Qaeda.

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