Área de mineração de Serra Verde, em Minaçu, Goiás
Por THEODIANO BASTOS
Financiamento de US$ 565 milhões vincula produção da
Serra Verde a interesses estratégicos de Estados
O acordo, conduzido pela U.S. International
Development Finance Corporation (DFC), inclui mecanismos que permitem aos
americanos influenciar o destino da produção, uma condição inédita até então
não divulgada.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla
dos Estados Unidos para reduzir sua dependência da China, que hoje domina a
cadeia global de terras raras, insumos essenciais para tecnologias que vão de
carros elétricos a sistemas de defesa.
Brasil no centro da corrida por
minerais estratégicos
O Brasil ocupa posição estratégica nesse tabuleiro. O
país possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, mas ainda tem
produção limitadada.
Atualmente, a Serra Verde opera a única mina ativa
dedicada a esses minerais no país, localizada em Goiás. A jazida de Pela Ema,
explorada pela companhia, é uma das poucas fontes relevantes de terras pesadas
fora da China, um diferencial que tem atraído atenção crescente de governos e
empresas ao redor do mundo.
Esses elementos são fundamentais para a fabricação de
ímãs permanentes usados em turbinas eólicas, veículos elétricos, eletrônicos e
equipamentos militares, tornando-se peças-chave na transição energética.
Acordo inclui controle sobre destino da produção
Segundo executivos da DFC, o financiamento está
atrelado a cláusulas de “offtake”, que garantem prioridade de fornecimento a
empresas americanas ou alinhadas aos interesses dos EUA.
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