sexta-feira, 3 de abril de 2026

EUA garantem acesso a terras raras do Brasil em acordo bilionário

 

                    Área de mineração de Serra Verde, em Minaçu, Goiás  

                                       Por THEODIANO BASTOS

Financiamento de US$ 565 milhões vincula produção da Serra Verde a interesses estratégicos de Estados 

O acordo, conduzido pela U.S. International Development Finance Corporation (DFC), inclui mecanismos que permitem aos americanos influenciar o destino da produção, uma condição inédita até então não divulgada.

A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla dos Estados Unidos para reduzir sua dependência da China, que hoje domina a cadeia global de terras raras, insumos essenciais para tecnologias que vão de carros elétricos a sistemas de defesa.

Brasil no centro da corrida por minerais estratégicos

O Brasil ocupa posição estratégica nesse tabuleiro. O país possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, mas ainda tem produção limitadada.

Atualmente, a Serra Verde opera a única mina ativa dedicada a esses minerais no país, localizada em Goiás. A jazida de Pela Ema, explorada pela companhia, é uma das poucas fontes relevantes de terras pesadas fora da China, um diferencial que tem atraído atenção crescente de governos e empresas ao redor do mundo.

Esses elementos são fundamentais para a fabricação de ímãs permanentes usados em turbinas eólicas, veículos elétricos, eletrônicos e equipamentos militares, tornando-se peças-chave na transição energética.

Acordo inclui controle sobre destino da produção

Segundo executivos da DFC, o financiamento está atrelado a cláusulas de “offtake”, que garantem prioridade de fornecimento a empresas americanas ou alinhadas aos interesses dos EUA.

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