quarta-feira, 12 de outubro de 2022

GOVERNABILIDADE EM 2023

 

Por MURILO ARAGÃO

Antes mesmo que se saiba o nome do próximo presidente da República, os principais vetores da governabilidade já estão postos. Tanto por seus aspectos exógenos quanto pelos endógenos. Serão eles que imporão os limites e os desafios à governabilidade do presidente a ser eleito em 30 de outubro. Vamos começar pelos aspectos exógenos. Em 2023, o mundo exterior será desafiador, por causa de situações críticas como as consequências da invasão da Ucrânia pela Rússia. Não há expectativa de curtíssimo prazo...

O mundo vive uma tempestade perfeita, juntando guerra com inflação, estagnação, crise energética e, ainda, as sequelas da pandemia. Tal quadro estará presente em 2023, desafiando seriamente o Brasil...

Temos ainda nossos próprios problemas, que também colocarão à prova o futuro governo. Institucionalmente, vivemos uma longa transição do hiperpresidencialismo para uma espécie de semiparlamentarismo...

O novo presidente, seja ele qual for, será ainda mais fraco que o atual. O Judiciário, pelo seu lado, prosseguirá ativo e sendo chamado a decidir questões políticas...

A sociedade brasileira, crescentemente mobilizada, deseja soluções que vitalizem a economia e a redução da desigualdade. O desmonte da economia informal pela pandemia agravou aspectos críticos, tornando a retomada do crescimento um imperativo para que a sociedade não entre em conflito.

O Brasil jamais se transformará em uma nova Venezuela, em razão da força de nossas instituições públicas e privadas. Mas não podemos dar chance ao azar em um momento em que o mundo não nos ajudará. Os desafios internos e externos vão exigir prudência, pragmatismo e liderança. E enfrentamento de problemas históricos, como o corporativismo, o patrimonialismo, a corrupção, a opacidade dos poderes públicos e a desigualdade.

O primeiro turno das eleições mostrou um Brasil cauteloso e conservador, no sentido de apoiar a moderação. É um bom sinal.                                                E o Congresso Nacional de 2023 refletirá tais características. É um bom sinal, já que devemos prosseguir como uma sociedade cujo modelo político principal é o da construção de consensos. Isso exigirá do novo presidente capacidade para construir acordos, a fim de nos proteger de um mundo instável, e, ao mesmo tempo, capacidade para enfrentar nossos problemas internos.”                                                         Publicado em VEJA de 12 de outubro de 2022, edição nº 2810                                                                                  LEIA MAIS EM: https://veja.abril.com.br/coluna/murillo-de-aragao/governabilidade-em-2023/

 

RECADO DAS URNAS

 


Por THEODIANO BASTOS

Essa é uma eleição para presidente é muito diferente de todas as outras que tivemos e o recado mostra um Brasil com maioria conservadora                                                                                       

Apesar de ter ficado em primeiro lugar com uma frente confortável de 6,1 milhões de votos, Lula sentiu o gosto amargo de derrota pois estava convicto de eleger-se no primeiro turno e ter maioria na Câmara e no Senado.  

Congresso mais à direita, um freio para Lula ou caminho livre para Bolsonaro?

E as pesquisas mostram o aumento de rejeição de Lula. Na última pesquisa do Ipec, ex-Ipope, Lula tem 42% de rejeição e causa preocupação ao PT.

Há indicadores de virada.                                 

Vejam os números: Na Câmara dos Deputados com 513, por exemplo, o PT elegeu apenas 69 deputados ou seja 13%, enquanto o Bolsonaro elegeu a maior bancada pelo PL e junto com outros partidos de direita ficou com 273 cadeiras e a federação PT-PCdoB-PV, com 80 deputados eleitos (PT – 69, PCdoB – 6, e PV – 6).

No Senado, com 81 membros, o PT vai ficar com uma bancada de apenas 9 senadores, ou seja 11%. Senadores enquanto Bolsonaro tem uma maioria folgada de 46 senadores.

Com esse quadro, Bolsonaro pensa em indicar seu filho Carlos Bolsonaro para presidente da Câmara, mas não tem a mínima chance, Artur Lyra será reeleito, mas Hamilton Mourão pode assumir a presidência do Senado.

Também pensam em aumentar em quatro e até cinco os membros do STF e reduzir a aposentadoria compulsória para 70 anos para indicar mais dois membros e assim ter maioria para cassar ministros do STF, mas dificilmente passará, pois não contará com o centrão, pois será o caminho para uma ditadura.     

Mas a conta real que precisa ser feita é que os partidos do campo progressista ou como se convencionou chamar, à esquerda, somam 138 cadeiras                                                      SAIBA MAIS EM: https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2022/10/5043448-agregador-de-pesquisas-do-the-economist-mostra-lula-e-bolsonaro-empatados.html

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

O OTIMISMO MUDOU DE LADO


Por THEODIANO BASTOS

Há claros sinais de virada. Aliados do presidente dizem que ele só perderá se cometer um grande deslize no segundo turno e que o Nordeste sozinho não será capaz de dar a vitória ao PT.                                          Muitos empresários que estavam do lado de Lula, no primeiro turno agora estão com Bolsonaro.

Confessa um petista amigo: “Grande chance dele ganhar. Depois vamos ver no que dá. E terá o controle da Câmara e do Senado.” Disse um petista exaltado para minha surpresa. Tenho contato com muitos petistas e sinto que estão com a crista arreada; há claros sinais de apreensão do lado de Lula

Ao analisar os resultados da pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira, o comentarista político Mauro Paulino, ex-presidente do Datafolha, disse que o ex-presidente Lula "perdeu o favoritismo que tinha durante o primeiro turno".

“No primeiro turno, Lula (PT) recebeu 57.259.504 votos, terminou na primeira colocação, mas não conseguiu liquidar a fatura, como sonhavam alguns de seus aliados. Já Jair Bolsonaro (PL) amealhou  51.072.345 votos, entrou para a história como o primeiro presidente em busca da reeleição a ficar na segunda colocação, mas não só garantiu a realização do segundo turno como deu uma senhora como deu uma senhora demonstração de força, assegurando a seu partido as maiores bancadas da Câmara e do Senado.

As entrevistas dos dois candidatos após a divulgação do resultado revelaram um misto de frustração e preocupação de um lado e de alívio e euforia do outro, numa inversão dos estados de espírito reinantes até então...” revista Veja  

SAIBA MAIS EM: https://veja.abril.com.br/politica/o-otimismo-mudou-de-lado-no-duelo-entre-lula-e-bolsonaro/

sábado, 8 de outubro de 2022

O SEGUNDO TURNO FOI BENÉFICO


Por THEODIANO BASTOS

O grande perigo seria um ou outro ganhar no primeiro turno. Se Bolsonaro vencesse no primeiro turno a democracia estaria em perigo. Mas com as novas alianças cada um terá de assumir compromissos e assim amenizam os arroubos extremista.                                                                               

Pois os “123 milhões de pessoas saíram de casa para votar e concentraram 9 entre dez votos em dois candidatos e deu o recado, mandaram Lula e Bolsonaro para disputar o segundo turno em 30/10.      E agora vão atrás dos 26 milhões que não votaram no primeiro”, diz José Casado em VEJA.

Na primeira pesquisa do Datafolha para o segundo turno: Lula tem 49% no 2º turno, e Bolsonaro, 44%.      No último levantamento antes do primeiro turno, o petista tinha 48% a 52 dos votos válidos e Bolsonaro 34% e 38%  

Na primeira pesquisa do Datafolha para o segundo turno: Lula tem 49% no 2º turno, e Bolsonaro, 44%.      

No último levantamento antes do primeiro turno, o petista tinha 48% a 52 dos votos válidos e Bolsonaro 34% e 38%.   Ao Correio Braziliense, o Ex-diretor do Datafolha crava: "Possibilidade de virada no 2º turno é real"

Ao analisar os resultados da pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira, o comentarista político Mauro Paulino disse que o ex-presidente Lula "perdeu o favoritismo que tinha durante o primeiro turno". 

Lula estava convicto de que venceria no primeiro turno e uma multidão o aguardava na Avenida Paulista para a comemoração, mas acabou sentiu o gosto amargo e para complicar a coisa começa a mudar como mostra a última pesquisa realizada em 07/10. E os dois                     E passaram a remexer o fundo do baú:

BOLSONARO É CANIBAL                                                     "Eu comeria o índio sem problema nenhum": vídeo antigo em que Bolsonaro admite comer carne humana causa polémica

Um vídeo em que Jair Bolsonaro admitiu poder comer carne humana de um indígena está a causar polémica. A entrevista foi dada em 2016 mas só agora foi divulgada. 

A três semanas da segunda volta, Lula da Silva aproveita a dinâmica de vitória apontada pelas sondagens e lança avisos: "O nosso adversário é especialista em mentir".     

 VEJAM O QUE DISSE HÉLIO BICUDO SOBRE LULA NO RODA-VIVA:   

“Lula se corrompeu e corrompeu a sociedade brasileira’ e ainda disse que ‘o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enriqueceu de forma ilícita usando a figura da Presidência da República”, afirmou Hélio Bicudo.

E a baixaria só vai piorar até o dia 30 de outubro.                                         SAIBA MAIS EM: https://cnnportugal.iol.pt/videos/eu-comeria-o-indio-sem-problema-nenhum-video-antigo-em-que-bolsonaro-admite-comer-carne-humana-causa-polemica/6340165f0cf26256cd394ffa E https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2015/09/29/lula-se-corrompeu-e-corrompe-a-sociedade-brasileira-afirma-helio-bicudo.htm?cmpid=copiaecola - https://www.google.com/search?q=jos%C3%A9+casado+o+eleitor+falou+em+veja&oq=jos%C3%A9+casado+o+eleitor+falou+em+veja&aqs=chrome..69i57j33i160l2.27935j0j4&sourceid=chrome&ie=UTF-8

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

RISCO DE UM “ARMAGEDOM”


Por THEODIANO BASTOS 

“(Pela) primeira vez desde a crise dos mísseis cubanos, temos uma ameaça direta do uso (de uma) arma nuclear se, de fato, as coisas continuarem no caminho que estão seguindo”, disse Biden.

Armagedom é identificado na Bíblia como a batalha final de Deus contra a sociedade humana iníqua, em que numerosos exércitos de todas as nações se confrontarão...
Guerra entre as forças do bem e do mal (registrada pela Bíblia); geralmente deve ser escrita com letra maiúscula. Batalha ou disputa excessivamente importante e/ou definitiva

Análise: O aviso de um “Armagedom” de Biden aumenta as apostas contra Putin

Qualquer uso de armas nucleares por Putin, mesmo um dispositivo de campo de batalha menor, pode criar uma cascata de consequências que podem levar a um desastre global

Joe Biden, fala durante um evento do Comitê Nacional Democrata na sede da Associação Nacional de Educação em 23 de setembro de 2022 em Washington, DC. O presidente pediu aos apoiadores que votem nas próximas eleições de meio de mandato em novembro.

Saber que um presidente americano está falando com tanta franqueza sobre a possibilidade de um “Armagedom” nuclear, como Joe Biden fez na quinta-feira (6), é de arrepiar os ossos.

É também um comentário sobre a grave incerteza sobre como o presidente russo, Vladimir Putin , um autodenominado “homem forte”, pode reagir à crescente possibilidade de derrota na Ucrânia em uma guerra na qual ele pregou sua sobrevivência política.

Os comentários de Biden, em um evento de arrecadação de fundos em Nova York, podem abri-lo a críticas de oponentes políticos de que ele está falando de maneira inartística sobre a guerra nuclear – e em um evento de arrecadação de fundos político de todos os lugares. Mas, paradoxalmente, também são um pouco tranquilizadores porque revelam um presidente profundamente consciente dos riscos de uma escalada com o volátil líder do Kremlin.

E sejam eles destinados ao consumo público ou não, seus comentários terão o efeito de sinalizar a Putin que qualquer uso de armas nucleares – mesmo um dispositivo de campo de batalha menor – pode criar uma cascata de consequências que podem levar a um desastre global. Em outras palavras, Biden pode estar reafirmando uma medida de dissuasão depois que Putin alertou que não estava blefando sobre sua ameaça de possivelmente usar uma bomba nuclear.

Mas os comentários de Biden também mostram que, pelo menos de uma forma, as ameaças nucleares de Putin funcionaram: deixaram seus adversários sem saber como ele poderia se comportar.

 Biden disse aos doadores democratas que o mundo chegou a um momento perigoso.

“(Pela) primeira vez desde a crise dos mísseis cubanos, temos uma ameaça direta do uso (de uma) arma nuclear se, de fato, as coisas continuarem no caminho que estão seguindo”, disse Biden.

“Temos um cara que conheço bastante bem”, disse Biden sobre Putin. “Ele não está brincando quando fala sobre o uso potencial de armas nucleares táticas ou armas biológicas ou químicas porque suas forças armadas estão, pode-se dizer, com desempenho significativamente inferior.”

Autoridades dos EUA estão preocupadas com a possibilidade de que Putin possa considerar o uso de uma arma nuclear tática menor na Ucrânia em uma tentativa desesperada de mudar o curso da guerra.    A Casa Branca diz que alertou o Kremlin de que tal decisão seria “catastrófica” para a Rússia, mas não disse publicamente exatamente como eles responderiam – embora haja especulações de que a Otan possa se envolver e atingir diretamente as forças russas, um cenário que pode levar a uma escalada perigosa com Moscou.

Autoridades dos EUA também disseram, no entanto, que não detectaram nenhum sinal de que a Rússia esteja movendo ou preparando qualquer uma de suas armas nucleares táticas, que podem ser pequenas o suficiente para atingir formações de soldados ou grandes o suficiente para destruir uma cidade. Um funcionário dos EUA disse a Jeremy Diamond, da CNN, na sexta-feira (30), que Biden estava falando “francamente” após a retórica “irresponsável e imprudente” de Putin, mas que seus comentários não foram baseados em nenhuma informação nova sobre a postura nuclear da Rússia. Também não houve mudança na postura nuclear dos EUA, disse o funcionário.

SAIBA MAIS EM: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/analise-o-aviso-de-um-armagedom-de-biden-aumenta-as-apostas-contra-putin/

 

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

CÚMULO – NINBOS NO HORIZONTE, TEMPOS DIFÍCEIS

 

Por Theodiano Bastos

Este tipo de nuvem é responsável por eventos extremos, como fortes chuvas de granizo, muitos raios e tornados, é como vejo o clima político no Brasil, dividido pelo ódio e que aumentará ainda mais nesse segundo turno. 

Lula sobre Bolsonaro: 'Quem tem uma gota de sangue nordestino não pode votar nesse negacionista monstro', publica O Estadão

 Após reforçar 'analfabetismo', Bolsonaro recua: 'irmãos nordestinos'. Bolsonaro disse que cidades do Nordeste que mais votaram em Lula tinha alto nível de analfabetismo.

Bolsonaro volta chamar Lula de 'ladrão' e diz que petista não foi absolvido      

Esquerda usa tática bolsonarista nas redes, e PT diz querer evitar guerra religiosa 

Redes têm explosão de teorias infundadas de fraude no 1º turno 5 dias após eleição

'Lula menosprezou o eleitor' ao não apresentar programa de governo e focar no passado, diz Simone Tebet 

Vídeo mostra prisão de homem negro em Goiás seguida de 'vai gritar Lula lá na África'

Lula leva à TV vídeo em que Bolsonaro diz que comeria carne humana

 TSE manda apagar vídeos em que Lula associa Bolsonaro a morte de apoiador do PT                                                                                                      CÚMULO – NINBOS NO HORIZONTE, TEMPOS DIFÍCEIS

Este tipo de nuvem é responsável por eventos extremos, como fortes chuvas de granizo, muitos raios e tornados, é como vejo o clima político no Brasil, dividido pelo ódio e que aumentará ainda mais nesse segundo turno. 

Lula sobre Bolsonaro: 'Quem tem uma gota de sangue nordestino não pode votar nesse negacionista monstro', publica O Estadão               Este texto está nos blogs: theodianobastos.blogspot.com.br e no FACEBOOK                                                                                     Bolsonaro volta chamar Lula de 'ladrão' e diz que petista não foi absolvido                                   Esquerda usa tática bolsonarista nas redes, e PT diz querer evitar guerra religiosa

TSE manda apagar vídeos em que Lula associa Bolsonaro a morte de apoiador do PT

 Após reforçar 'analfabetismo', Bolsonaro recua: 'irmãos nordestinos'. Bolsonaro disse que cidades do Nordeste que mais votaram em Lula tinha alto nível de analfabetismo.

Durante live em redes sociais ontem (5/10), o presidente Jair Bolsonaro (PL) associou que os estados nordestinos que votaram majoritariamente no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm os maiores índices de analfabetismo e sofrem com a “falta de cultura”.

"Uma notícia importante, pessoal, está aqui na CNN. Lula venceu em 9 dos 10 estados com maior taxa de analfabetismo. Sabe quais são esses estados? No nosso Nordeste. Não é só a taxa de analfabetismo alta, o mais grave nesses estados. Outros dados econômicos agora também são inferiores nessas regiões, porque esses estados do Nordeste estão há 20 anos sendo administrados pelo PT. Onde a esquerda entra, leva o analfabetismo, leva a falta de cultura, o desemprego, a falta de esperança, é assim que age a esquerda no mundo todo", afirmou o mandatário. 

O grande vencedor das eleições é... a urna eletrônica

Não há jogo de cartas marcadas, a soberania é do eleitor: é a decisão dele que pode provocar reviravoltas e resultados inesperados. A urna é o instrumento da vontade dos que confiam na democracia diz A GAZETA/ES

 

Durante live em redes sociais ontem (5/10), o presidente Jair Bolsonaro (PL) associou que os estados nordestinos que votaram majoritariamente no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm os maiores índices de analfabetismo e sofrem com a “falta de cultura”.

"Uma notícia importante, pessoal, está aqui na CNN. Lula venceu em 9 dos 10 estados com maior taxa de analfabetismo. Sabe quais são esses estados? No nosso Nordeste. Não é só a taxa de analfabetismo alta, o mais grave nesses estados. Outros dados econômicos agora também são inferiores nessas regiões, porque esses estados do Nordeste estão há 20 anos sendo administrados pelo PT. Onde a esquerda entra, leva o analfabetismo, leva a falta de cultura, o desemprego, a falta de esperança, é assim que age a esquerda no mundo todo", afirmou o mandatário. 

O grande vencedor das eleições é... a urna eletrônica

“Não há jogo de cartas marcadas, a soberania é do eleitor: é a decisão dele que pode provocar reviravoltas e resultados inesperados. A urna é o instrumento da vontade dos que confiam na democracia” diz A GAZETA/ES

SAIBA MAIS EM: https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2022/10/06/interna_politica,1403836/apos-reforcar-analfabetismo-bolsonaro-recua-irmaos-nordestinos.shtml

 

 

QUEM É BOLSONARO? CARREIRA POLÍTICA E MILITAR


Jair Messias Bolsonaro: a trajetória militar e política do presidente que busca a reeleição

Após construir uma longa carreira parlamentar com base na defesa dos interesses de militares, Jair Bolsonaro chegou à Presidência da República, em 2018, com uma campanha eleitoral que privilegiou a coordenação nas redes sociais e que, a princípio, foi apontada como zebra pelos analistas políticos. Sublimando o sentimento de antipetismo e no momento em que o ex-presidente Lula da Silva estava preso e impedido de concorrer ao pleito presidencial devido a decisões oriundas da Operação Lava Jato, Bolsonaro derrotou o ex-prefeito Fernando Haddad ao receber 57,8 milhões de votos no segundo turno, todos registrados em urnas eletrônicas.

Carreira militar de Jair Bolsonaro

Jair Messias Bolsonaro começou sua trajetória militar na Escola de Cadetes de Campinas (SP), onde chegou em 8 de março de 1973, duas semanas antes de completar 18 anos de idade. No ano seguinte, foi aprovado para ingressar na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ). Integrante da turma Tiradentes, o cadete nº 531 ficou conhecido entre os colegas pelo apelido Cavalão, graças à disposição física que demonstrou durante o curso.

Bolsonaro cumpriu o curso básico de paraquedismo do Exército em julho de 1977. Em dezembro daquele ano, foi declarado aspirante a oficial de artilharia, concluindo o curso da Aman. O então presidente da República, general Ernesto Geisel — o penúltimo do regime militar —, esteve presente na cerimônia de formatura, conforme registrou reportagem da época publicada no jornal O Estado de S. Paulo.

Em 1986, em um artigo publicado na revista Veja intitulado “o salário está baixo”, o capitão Jair Bolsonaro cobrou abertamente o comando militar do país em relação aos soldos pagos a soldados e oficiais de baixas patentes. “Como capitão do Exército brasileiro, da ativa, sou obrigado pela minha consciência a confessar que a tropa vive uma situação crítica no que se refere a vencimentos”, ele escreveu. Por causa da publicação, Bolsonaro ficou 15 dias preso em um quartel.

No ano seguinte, a revista publicou uma reportagem em que revelava supostos planos de Jair Bolsonaro e de um colega militar, Fábio Passos, de explodir bombas em instalações militares com o objetivo de pressionar o comando por melhores salários e condições. “Só a explosão de algumas espoletas”, afirmou Bolsonaro à repórter, em tom de brincadeira.

Após a publicação da reportagem, que reproduzia um desenho esquematizado de um dos supostos alvos, Bolsonaro e Passos negaram ao então ministro do Exército, o general Leônidas Gonçalves, que os planos fossem verdadeiros. “Os dois oficiais envolvidos, eu vou repetir isso, negaram peremptoriamente, da maneira mais veemente, por escrito, do próprio punho, qualquer veracidade daquela informação”, disse o ministro à revista. “Quando alguém desmente peremptoriamente e é um membro da minha instituição e assina embaixo, em quem eu vou acreditar?”

O fato fez com que Bolsonaro respondesse a uma investigação em um conselho de justificação do Exército, onde foi inicialmente condenado por unanimidade. Após recorrer ao Superior Tribunal Militar (STM), Bolsonaro foi absolvido por falta de provas, por 9 votos a 4. A carreira militar de Jair Bolsonaro é

narrada em detalhes no livro “O Cadete e o Capitão: A Vida de 

Jair Bolsonaro no Quartel” (Todavia), publicado em 2019 pelo jornalista Luiz Maklouf Carvalho.

Em 1993, em entrevista a pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o ex-ditador Ernesto Geisel — que compareceu à formatura da turma de Bolsonaro na Aman — classificou o então deputado federal como um “mau militar”. Segundo disse Geisel, “militares devem ficar fora da política partidária, mas não da política geral”. “Presentemente, o que há de militares no Congresso? Não contemos o Bolsonaro, porque o Bolsonaro é um caso completamente fora do normal, inclusive um mau militar.”

A carreira política de Bolsonaro

Após ter se notabilizado no Rio de Janeiro pela defesa dos interesses corporativistas de militares, Jair Bolsonaro disputou eleições pela primeira vez em 1989, quando foi eleito vereador na cidade — ele chegou a distribuir santinhos em áreas militares, o que é proibido por lei. Dois anos depois, sob a mesma plataforma eleitoral, trocou o cargo de vereador pelo de deputado federal em Brasília, que manteve durante sete mandatos e 28 anos, até ser eleito presidente da República.

Bolsonaro também ganhou fama pelas declarações antidemocráticas. Em maio de 1999, em entrevista ao programa Câmera Aberta, da Band Rio, o então deputado pregou o fechamento do Congresso Nacional, uma guerra civil no país e o fuzilamento de políticos, inclusive do então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. No mesmo programa, Jair Bolsonaro também disse ser a favor da sonegação de impostos.

Presidente do Congresso Nacional à época, o senador baiano Antônio Carlos Magalhães defendeu a cassação do mandato de Bolsonaro. “Se ele prega isso, deveriam cassar o mandato dele”, declarou à Tribuna da Imprensa, conforme a edição do dia 25 de maio de 1999. “Não vi a entrevista e não tenho que tomar conhecimento das loucuras de alguém que, evidentemente, está perdendo o senso e o juízo”, completou ACM. Já Fernando Henrique Cardoso disse ao jornal que as declarações de Bolsonaro “demonstram que ele não se converteu à democracia”.

A carreira política de Bolsonaro se confunde com sua vida pessoal. A primeira esposa dele, Rogéria Bolsonaro, se elegeu vereadora no Rio de Janeiro em 1996. Na disputa seguinte, em 2000, ela estava se separando do marido e concorreu à reeleição contra um dos filhos, Carlos Bolsonaro, que à época tinha 17 anos de idade. Carlos se tornou o vereador eleito mais jovem da História do país — tomou posse após completar 18 anos —, e Rogéria não conseguiu se reeleger. Até hoje, Carlos Bolsonaro ocupa o cargo de vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, atualmente em seu quinto mandato.

Outros dois filhos de Jair Bolsonaro, Eduardo e Flávio, seguiram os passos na carreira política. Flávio se elegeu deputado estadual pelo Rio de Janeiro em 2002 e se reelegeu outras três vezes, ocupando o cargo até 2018, quando foi eleito senador. Eduardo foi eleito para a Câmara dos Deputados por São Paulo em 2014 e, em 2018, se reelegeu como o deputado mais votado da história do Brasil, na esteira da campanha presidencial do pai. SAIBA MAIS EM: https://www.jota.info/eleicoes/jair-bolsonaro-a-trajetoria-militar-e-politica-do-presidente-que-busca-a-reeleicao-13052022