Por THEODIANO BASTOS
Waack em O Globo: Toffoli
sai da relatoria do caso Master, mas crise do STF continua
A crise não está superada, pois tem outro
integrante da Corte, o ministro Alexandre de Moraes, com nome ligado ao caso
Master
É possível afirmar, sem exagero, que o STF (Supremo Tribunal Federal) passa pelo seu pior momento desde a promulgação da Constituição de 1988, da qual deveria ser o guardião, uma função que uma parcela enorme da sociedade brasileira não mais acredita que esteja cumprindo.
O momento é mais crítico do que a ameaça de ruptura institucional pronunciada pelo então presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), quando anunciou em discurso que não mais cumpriria ordens de um determinado integrante da Corte.
É mais crítico ainda do que os momentos em que se cogitou na possibilidade de um golpe em instâncias do Executivo.
Essas foram ameaças vindas de um outro Poder, cujo efeito foi unir, solidificar e dar ainda mais poder às já extensas prerrogativas do Supremo.
O momento crítico pelo qual passa agora foi criado pela própria Corte, uma instituição transformada em alguns momentos em instância para defesa dos interesses pessoais de dois de seus integrantes
Vorcaro teria relatado pagamento de R$ 20
milhões à empresa de Toffoli
Ainda não há provas, no entanto, se valores foram
efetivamente transferidos ao magistrado ou a intermediários (Toffoli era advogado do PT e Lula o indicou para o STF)
LAURO JARDIM EM O GLOBO: https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/02/as-perguntas-que-toffoli-deveria-responder-rapido-sobre-seu-envolvimento-com-vorcaro.ghtml
As perguntas que Toffoli deveria responder rápido
sobre seu envolvimento com Vorcaro
Toffoli: a casa está caindo rápido
Agora que foi revelado que recebia em sua
conta-corrente dinheiro depositado pela Maridt (que até ontem supunha-se que
pertencia a seus dois irmãos, ao menos formalmente), Dias Toffoli resolveu
vir a público assumir que isso ocorreu porque ele é também sócio da
empresa.
Tirando o fato de que só abriu essa
informação depois de ver sua casa desabando, Toffoli tem ainda muito o que se
explicar — se é que explicações existem. E deveria fazê-lo rápido.
Três exemplos.
*Os depósitos na sua conta bancária correspondem ao
mesmo percentual de participação que ele detinha na Maridt? (Um percentual,
ressalte-se, até agora desconhecido: o seu nome não aparece nos dados
cadastrais que constam na Junta Comercial de São Paulo, uma vez que a Maridt é
uma sociedade anônima).
Há suspeita entre os investigadores que
o percentual depositado não tem relação com a participação que oficialmente o
ministro possui.
*Por que Toffoli, sabendo que o relatório da PF
indica que ele e Daniel Vorcaro se falavam pelo telefone, não vem a público
dizer com todas as letras que nunca trocou ligações com o ex-banqueiro? Em nota
que o seu gabinete divulgou, Toffoli afirma que a PF faz "ilações"
("O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração
de suspeição
apresentado pela Polícia Federal trata de
ilações"). Por que, em vez de tergiversar,
Toffoli não desfaz de uma vez por todas com as interrogações que jogaram sua
reputação no chão?
*Por que, sabendo que fez negócio diretamente com o
primo de Daniel Vorcaro — com quem, aliás, trocava mensagens —Toffoli não se
declarou impedido?
SAIBA MAIS EM: https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/debora-bergamasco/politica/vorcaro-teria-relatado-pagamento-de-r-20-milhoes-a-empresa-de-toffoli/
E https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/02/as-perguntas-que-toffoli-deveria-responder-rapido-sobre-seu-envolvimento-com-vorcaro.ghtml