Por THEODIANO BASTOS
A guerra na Ucrânia completou quatro anos nesta
terça-feira (24/2). O conflito já é considerado o mais sangrento na Europa
desde a Segunda Guerra Mundial. Apesar das negociações para um acordo de paz
entre a Rússia e a Ucrânia, não há previsão para o fim dos combates
Putin esperava uma guerra relâmpago para ocupar a
Ucrânia e se deu mal.
Para evitar repercussões negativas, Putin não convoca
soldados das maiores cidades da Rússia como Moscou (capital, +13 milhões)
e São Petersburgo (+5,6 milhões). Tem cidades do interior que não tem mais
homens nem para cortar lenha.
Cerca de 1,2
milhão de soldados russos foram mortos, feridos ou estão desaparecidos desde a
invasão da Ucrânia, há quase quatro anos.
Essa taxa de baixas para uma grande
potência militar não era vista desde a Segunda Guerra Mundial, segundo um novo
relatório do CSIS (Centro de Estudos Estratégicos Internacionais.
O enorme número de vítimas resultou em ganhos
territoriais relativamente pequenos no campo de batalha: a Rússia aumentou o
território ucraniano sob seu controle em apenas 12% desde 2022, afirma o
relatório do CSIS.
O número de baixas ucranianas é estimado entre 500
mil e 600 mil – em comparação com os 1,2 milhão da Rússia – entre mortos,
feridos e desaparecidos, segundo o relatório.
A Rússia registrou entre 275 mil e 325 mil mortes em
combate, em comparação com as 100 mil a 140 mil da Ucrânia, segundo o relatório
O relatório questiona a crença, em muitos círculos,
inclusive na Casa Branca, de que uma vitória russa na Ucrânia seja inevitável e
iminente.
“A Rússia está em vantagem”, afirmou o presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, em entrevista à revista Politico no mês passado.
“Eles são muito maiores. São muito mais fortes… Em
algum momento, o tamanho vai prevalecer”, afirmou Trump.
Mas o relatório afirma que a Ucrânia mantém uma
vantagem significativa como lado defensivo no campo de batalha.
A estratégia
de "defesa em profundidade" de Kiev (que utiliza trincheiras,
obstáculos antitanque, minas e outras barreiras, juntamente com drones e
artilharia) frustrou as tentativas da Rússia de obter ganhos significativos,
afirma o relatório.
Enquanto isso, as baixas em combate favorecem a
Ucrânia em uma proporção de 2,5 ou 2 para 1.
SAIBA MAIS EM: https://noticias.r7.com/internacional/guerra-na-ucrania-faz-4-anos-com-milhares-de-mortos-e-sem-perspectiva-de-paz-24022026/
- https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/baixas-de-militares-russos-na-ucrania-sao-as-maiores-desde-a-2a-guerra/