quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

CASO MASTER, SAI TOFFOLI E ENTRA ANDRÉ MENDONÇA COMO RELATOR

 

      Por THEODIANO BASTOS

Waack em O Globo: Toffoli sai da relatoria do caso Master, mas crise do STF continua

A crise não está superada, pois tem outro integrante da Corte, o ministro Alexandre de Moraes, com nome ligado ao caso Master

É possível afirmar, sem exagero, que o STF (Supremo Tribunal Federal) passa pelo seu pior momento desde a promulgação da Constituição de 1988, da qual deveria ser o guardião, uma função que uma parcela enorme da sociedade brasileira não mais acredita que esteja cumprindo. 

O momento é mais crítico do que a ameaça de ruptura institucional pronunciada pelo então presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), quando anunciou em discurso que não mais cumpriria ordens de um determinado integrante da Corte. 

É mais crítico ainda do que os momentos em que se cogitou na possibilidade de um golpe em instâncias do Executivo. 

Essas foram ameaças vindas de um outro Poder, cujo efeito foi unir, solidificar e dar ainda mais poder às já extensas prerrogativas do Supremo.

O momento crítico pelo qual passa agora foi criado pela própria Corte, uma instituição transformada em alguns momentos em instância para defesa dos interesses pessoais de dois de seus integrantes  

Vorcaro teria relatado pagamento de R$ 20 milhões à empresa de Toffoli

Ainda não há provas, no entanto, se valores foram efetivamente transferidos ao magistrado ou a intermediários             (Toffoli era advogado do PT e Lula o indicou para o STF)

LAURO JARDIM EM O GLOBO: https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/02/as-perguntas-que-toffoli-deveria-responder-rapido-sobre-seu-envolvimento-com-vorcaro.ghtml

As perguntas que Toffoli deveria responder rápido sobre seu envolvimento com Vorcaro

Toffoli: a casa está caindo rápido     

              Toffoli: a casa está caindo rápido

Agora que foi revelado que recebia em sua conta-corrente dinheiro depositado pela Maridt (que até ontem supunha-se que pertencia a seus dois irmãos, ao menos formalmente), Dias Toffoli resolveu vir a público assumir que isso ocorreu porque ele é também sócio da empresa.

Tirando o fato de que só abriu essa informação depois de ver sua casa desabando, Toffoli tem ainda muito o que se explicar — se é que explicações existem. E deveria fazê-lo rápido.

Três exemplos.

*Os depósitos na sua conta bancária correspondem ao mesmo percentual de participação que ele detinha na Maridt? (Um percentual, ressalte-se, até agora desconhecido: o seu nome não aparece nos dados cadastrais que constam na Junta Comercial de São Paulo, uma vez que a Maridt é uma sociedade anônima).

Há suspeita entre os investigadores que o percentual depositado não tem relação com a participação que oficialmente o ministro possui.

*Por que Toffoli, sabendo que o relatório da PF indica que ele e Daniel Vorcaro se falavam pelo telefone, não vem a público dizer com todas as letras que nunca trocou ligações com o ex-banqueiro? Em nota que o seu gabinete divulgou, Toffoli afirma que a PF faz "ilações" ("O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição

apresentado pela Polícia Federal trata de ilações"). Por que, em vez de tergiversar, Toffoli não desfaz de uma vez por todas com as interrogações que jogaram sua reputação no chão?

*Por que, sabendo que fez negócio diretamente com o primo de Daniel Vorcaro — com quem, aliás, trocava mensagens —Toffoli não se declarou impedido?

SAIBA MAIS EM: https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/debora-bergamasco/politica/vorcaro-teria-relatado-pagamento-de-r-20-milhoes-a-empresa-de-toffoli/ E https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/02/as-perguntas-que-toffoli-deveria-responder-rapido-sobre-seu-envolvimento-com-vorcaro.ghtml


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