quarta-feira, 5 de agosto de 2026

A dois meses da eleição, Brasil enfrenta crises diplomáticas inéditas com EUA e Argentina

 

                        
Por THEODIANO BASTOS

Segundo uma fonte do governo americano ouvida pela BBC News Brasil, a gestão do republicano ainda avalia novas medidas diplomáticas caso o governo brasileiro não autorize a nomeação do novo embaixador americano.

Rubens Barbosa, diplomata aposentado e ex-embaixador em Londres e Washington, afirma que o Brasil jamais enfrentou uma crise diplomática com os Estados Unidos como a atual ao longo do período republicano.

'Pior momento entre Brasil e Argentina desde os anos 70'

"Nunca houve isso [a revogação do visto da embaixadora] na história do Brasil na relação com os Estados Unidos", disse o ex-embaixador Rubens Barbosa à BBC Brasil.

Da mesma maneira, diz, apesar de muitos momentos de tensão e desencontro ao longo dos anos, a relação diplomática entre Brasília e Buenos Aires nunca havia sido rebaixada desta maneira, pelo menos nas últimas décadas.

"Partidarismos e ideologia estão tendo um papel muito importante em ambas as crises, e isso não deveria acontecer. A diplomacia existe para resolver questões pontuais, não agravar a crise", avalia.

"É um momento gravíssimo para as relações internacionais do Brasil com EUA e Argentina, e um momento muito grave, infelizmente, para as relações internacionais na nossa região, nas Américas", diz.

A crise atual entre Brasil e Argentina foi impulsionada por comentários feitos por Milei durante o evento de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República em São Paulo no mês passado.

"É um momento gravíssimo", diz. "Mas é positivo que o lado argentino tenha decidido não fazer uma retaliação e tenha mantido o embaixador em Brasília para tentar normalizar as coisas."

Uma medida 'agressiva' dos EUA

O mais recente, porém, é visto por especialistas como inédito e um precedente perigoso.

A revogação do visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti segue uma troca de acusações entre os dois países em torno da aprovação do novo chefe da embaixada dos EUA em Brasília.

O governo também acusou os EUA de adotar medidas hostis contra o Brasil e de tentar interferir nas eleições do país.

"A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo. Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente", diz um trecho da nota.

SAIBA MAIS EM: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy8e4764z98o.lite - https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/itamaraty-rebaixa-relacao-com-argentina-apos-milei-renovar-ataques-a-lula.shtml

 



segunda-feira, 3 de agosto de 2026

POLARIZAÇÃO CAUSA FADIGA ELEITORAL Lula vive um efeito Biden', diz cientista política americana sobre desânimo do eleitorado brasileiro

 'Lula vive um efeito Biden', diz cientista política americana sobre desânimo do eleitorado brasileiro - BBC News Brasil                          PorTHEODIANO BASTOS

Lula disputa uma eleição presidencial pela sétima vez; não se conhece no mundo um exemplo semelhante.

Desafios na Corrida Eleitoral

Clima de apatia: O cenário de desgaste afeta tanto a base de apoio quanto os opositores, criando um grupo relevante de eleitores indecisos ou distantes dos extremos.

Fadiga da polarização: Pesquisas de opinião evidenciam que uma fatia expressiva do eleitorado se sente dividida ou exausta com o embate contínuo entre o grupo governista e a oposição.

O eleitorado brasileiro mostra sinais de fadiga com a polarização política e descontentamento com o governo atual, refletindo-se em índices expressivos de desaprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pesquisas recentes indicam divisão na opinião pública e um sentimento de apatia em relação às principais lideranças do país.

Indicadores de Desaprovação e Cansaço

Desaprovação de governo: Sondagens recentes apontam taxas de rejeição e desaprovação que orbitam em torno de 50% ou mais em diferentes regiões e levantamentos nacionais.

Desencanto político: Analistas apontam que o eleitor médio demonstra menos empolgação com os nomes postos na disputa e com promessas de campanha, gerando alertas sobre potenciais índices de abstenção.

O Brasil chega às eleições presidenciais de outubro com uma economia que, nos números, não vai mal, mas com um eleitorado marcado pelo que Wendy Hunter chama de malaise, um desânimo difuso que ela compara ao que cercou Joe Biden nos seus últimos meses na Casa Branca.

Hunter é professora de Ciência Política na Universidade do Texas, em Austin, e uma das maiores especialistas mundiais no Partido dos Trabalhadores (PT) e nas políticas sociais brasileiras.

Escreveu The Transformation of the Workers' Party in Brazil, 1989-2009, sobre a trajetória do partido, e Eroding Military Influence in Brazil, sobre a perda de poder político dos militares na redemocratização.

Com Timothy Power, professor de política brasileira na Universidade de Oxford, na Inglaterra, assina o artigo Lula's Second Act, publicado no Journal of Democracy em 2023.

Chegou ao Brasil pela primeira vez em 1988, no fim do governo de José Sarney, para a pesquisa de doutorado, e sempre voltou desde então.

FONTES: https://www.bbc.com/portuguese/articles/czrj68m538jo  E https://exame.com/revista-exame/a-eleicao-do-cansaco/     

  

 

2004 IDENTIFICAM O QUE PENSA 158 MILHÕES DE ELEITORES?

 

 

 


                              Por THEODIANO BASTOS

Acredite se quiser, mas não consigo acreditar nessas pesquisas. Até as de boca de urna têm errado feio.

“A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.”, informam.

O que é amostra?

Para conhecer o que uma determinada população (universo) acha sobre algo ou como se comporta diante de alguma coisa, basta ao pesquisador observar uma parcela com as características representativas desta população. Quando realiza uma pesquisa para conhecer a intenção de voto do eleitorado brasileiro, o Datafolha ouve apenas um grupo de pessoas (amostra) cujas características (idade, sexo, escolaridade, distribuição regional etc) traduzem o conjunto dos cerca de 158 milhões de eleitores (universo

FONTES: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/pesquisa-eleitoral/noticia/2026/07/15/quaest-1o-turno-julho-lula-flavio-bolsonaro.ghtml  

domingo, 2 de agosto de 2026

R$ 10,8 TRILHÕES DE DÍVIDA PÚBLICA DO BRASIL

 

Custo da dívida pública federal chega a 12,68%, maior patamar desde 2016 | CNN Brasil

               Por THEODIANO BASTOS  

Custo da dívida pública federal chega a 12,68%, maior patamar desde 2016

Dívida bruta do Brasil atingiu 81,9% do PIB (R$ 10,8 trilhões) em junho de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil. Esse é o maior nível registrado em mais de cinco anos, impulsionado pelo custo dos juros e por emissões líquidas de títulos  

O custo médio da dívida pública federal no acumulado dos últimos 12 meses subiu para 12,68% ao ano no mês de junho. É o maior patamar desde setembro de 2016, quando o custo médio estava em 12,75%.    

Os dados são do Tesouro Nacional. Em junho, a dívida pública federal do Brasil subiu 2,61% e alcançou R$ 9,268 trilhões.

Em setembro de 2016, quando o Brasil vivenciava uma crise econômica, a dívida pública federal somava R$ 3,046 trilhões em valores nominais, ou seja, sem correção pela inflação.

A dívida aumenta sempre que o governo gasta mais do que arrecada. Sendo assim, quando os impostos e as receitas da União não são suficientes para custear as despesas, há um déficit primário.

Nesse cenário de contas públicas negativas, o Tesouro Nacional precisa emitir novos títulos para refinanciar a dívida. Como uma parte dos títulos que compõe a dívida pública federal são atrelados à Selic, quando a taxa básica de juros fica em um patamar elevado, isso tem impacto no seu custo.

DPMFi e DPFe

A dívida pública federal é composta pela DPMFi (Dívida Pública Mobiliária Federal Interna) - negociada com o mercado doméstico - e pela DPFe (Dívida Pública Externa), cujos credores são investidores estrangeiros.

No mês passado, a DPMFi teve seu estoque ampliado em 2,63%, ao passar para R$ 8,920 trilhões. Em junho, o seu custo médio acumulado em doze meses subiu para 13,19%.

Com relação à DPFe, o custo médio do estoque em 12 meses passou para 0,05% a.a, devido à apreciação do dólar em relação ao real. De acordo com o Tesouro, o estoque da DPFe variou 2,12% em junho, encerrando o mês de junho em R$ 347,71 bilhões (US$ 67,17 bilhões).

SAIBA MAIS EM: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/o-pior-cenario-chegou-para-a-divida-publica.shtml E https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/custo-da-divida-publica-federal-chega-a-1268-maior-patamar-desde-2016/