quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O IMPOSTO SINDICAL PRECISA ACABAR



A modernização do sindicalismo
De Sérgio Amad Costa, professor da FGV, no Estadão:
"Faz-se necessária a modernização dos sindicalismo no Brasil, tornar os sindicatos mais representativos das reais aspirações de seus representados. Para isso é fundamental, além do fim dos tributos sindicais, dar cabo ao monopólio da negociação trabalhista, que é também uma viga mestra desta estrutura autoritária e pouco representativa." Fonte: O Financista 07.09.16

ACABAR COM O IMPOSTO SINDICAL

SINDICATOS ARRECADAM 2 BILHÕES DOS TRABALHADORES E NÃO PRESTAM CONTAS
O imposto sindical, um bolo tributário de quase R$ 2 bilhões formado por um dia de trabalho por ano de toda pessoa que tem carteira assinada, alimenta um território sem lei. Os 9.046 sindicatos que dividem esse dinheiro não são fiscalizados. 
E tudo ficou mais fácil quando Lula decidiu, em 2008, que os sindicatos e as centrais não precisam prestar contas do dinheiro que recebem.
Em 2008 o presidente Lula determinou a transferência de 10% da receita para as centrais sindicais. O repasse FOI de R$ 146,5 milhões do governo a seis centrais sindicais.  Desta forma a CUT – Central única dos Trabalhadores arrecadará R$ 25 milhões em 2009; a Força Sindical, R$ 21 milhões;  a UGT – União Geral dos Trabalhadores, R$ 12,5 milhões; a NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores, R$ 9 milhões; a CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, R$ 4 milhões e a CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, R$ 3 milhões.
Resultado: abrir uma entidade sindical transformou-se em negócio lucrativo no País. Levantamento feito pela reportagem do Estado identificou sindicatos de todos os tipos: de fachada, dissidentes por causa de rachas internos e entidades atuando como empresas de terceirização de mão de obra. 
Os dirigentes das centrais admitem que o imposto está por trás da proliferação sindical, o que transforma alguns sindicatos em verdadeiros cartórios. A reportagem constatou ainda que, só neste ano, o Ministério do Trabalho registrou um novo sindicato a cada dia, 126 no total, o que revela uma indústria debaixo da chamada liberdade sindical garantida pela Constituição. 
A proliferação acirrou-se a partir de 2008, quando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu formalizar as centrais - a fatia do bolo que elas recebem é proporcional ao número de entidades filiadas.


Um comentário:

  1. Foi lá de Minas que acompanhei o esperado desenlace do
    processo de impedimento da ex presidente e as manobras
    muito pouco sutis do ministro do STF para atenuar a
    punição a ela imposta.
    O que não me surpreendeu foi a dubiedade do senador
    Renan Calheiros, acendendo uma vela a Deus e outra do diabo.
    Mas ainda há muita água para correr no rumo do Paranoá...

    Quando à sua tese, não há como discordar dela. O imposto sindical é a maior fábrica de pelegos neste tresloucado País.Opina Rubens Pontes, Serra/ES, por e-mail

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