sexta-feira, 23 de setembro de 2016

ARQUIVO X: PRISÃO DE GUIDO MANTEGA



OPERAÇÃO ARQUIVO X MORO REVOGA PRISÃO DE GUIDO MANTEGA 

A prisão do ex-ministro Guido Mantega na manhã de 22/09/16 desencadeou versões absurdas como a veiculada por Lula, um notório demagogo e manipulador, hábil na vitimização, de que a PF prendeu o ex-ministro dentro da sala cirúrgica. 


“Na noite passada, num comício em Recife, o morubixaba do PT comentou a prisão de seu ex-ministro Guido Mantega. Abstendo-se de mencionar a soltura determinada horas depois pelo juiz Sérgio Moro, Lula disse à plateia de convertidos:
''Hoje, a Polícia Federal foi buscar o Guido no hospital. Entraram na sala de cirurgia, onde a mulher dele, que está com câncer, começava uma cirurgia. Levaram ele e, depois, com a maior desfaçatez, disseram que não sabiam que ela estava doente. Sabiam! Ela não estava dentro de um hospital para se embelezar. É preciso que esse país volte a normalidade. Isso exige que as instituições respeitem as pessoas e a sociedade.''
A cena dos agentes federais invadindo a sala cirúrgca é uma fábula do orador. Na vida real, um delegado tocou o telefone para Mantega. Que se apresentou do lado de fora do hospital. E foi conduzido educadamente para um automóvel comum, sem a logomarca da PF.” http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/ 25/09/16
          

Que deslavada mentira.
Ora, todos nós sabemos que num centro cirúrgico só entra a equipe médica, com todos esterilizados e ninguém mais.
A verdade é que nem o MPF, nem a Receita Federal e nem o PT e o Juiz Sérgio Moro sabiam que o Guido Mantega esta no hospital acompanhando a esposa na cirurgia.
Quando a PF chegou ao apto. do ex-ministro, lá só encontrou uma senhora idosa e um menor de 16 anos que informaram aonde estava o Guido. De lá telefonar  para o Guido e combinaram que ele fosse a uma rua lateral do hospital, onde estavam os veículos da PF descaracterizados. Ninguém entrou no hospital.

Vejam como o jornal O GLOBO noticiou o episódio:
“Lava Jato prende Guido Mantega em hospital; Moro revoga prisão
“PT diz que prisão foi 'arbitrária, desumana e desnecessária' Mantega estava com a mulher, que faria um procedimento cirúrgico.
Um nome que é símbolo dos governos petistas esteve nesta quinta-feira (22) no centro de um furacão. O homem que comandou a economia por mais de oito anos, em mandatos de Lula e de Dilma Rousseff. O ministro que por mais tempo foi titular da Fazenda num período de democracia no Brasil.

Nesta quinta-feira, num intervalo de horas, o país acompanhou a prisão e a soltura do economista Guido Mantega numa nova etapa da Operação Lava Jato.

Às 6h, policiais federais foram ao prédio onde mora o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, na Zona Oeste de São Paulo. Os agentes ficaram poucos minutos no apartamento do 17º andar.

O ex-ministro foi acusado pelo empresário Eike Batista, em depoimento à Lava Jato, de ter pedido R$ 5 milhões para pagar dívidas de campanha.
“A equipe seguindo sempre o mesmo padrão subiu até o apartamento ao qual estava a empregada que trabalha no apartamento, e um filho de 16 anos do ex-ministro. Naquele momento, nós tomamos conhecimento que ele tinha se deslocado ao Hospital Albert Einstein”, explicou o coordenador da Lava Jato na PF, Igor Romário de Paula.
Guido Mantega tinha ido ao hospital acompanhar a mulher num procedimento cirúrgico.
“Foi feito um contato diretamente com ele para confirmar qual das unidades do Albert Einstein estava em São Paulo”, disse o coordenador.
Quando a Polícia Federal chegou, Mantega já aguardava no estacionamento. Uma foto mostra o ex-ministro saindo a pé, junto com os agentes. Ele foi levado primeiramente para casa, onde a polícia cumpriu busca e apreensão, e em seguida foram para a sede da Polícia Federal.
O advogado de Guido Mantega, José Roberto Batochio, disse que a prisão era desnecessária, e que o ex-ministro se apresentaria se fosse intimado.
“Ele estava no interior do hospital, nas dependências próximas ao centro cirúrgico, com a mulher dele já semi-anestesiada, sendo encaminhada na maca rodante para a sala cirúrgica. Eu disse: ‘Olha, é melhor o senhor sair daí então porque isso vai gerar um tumulto’. Ele falou: ‘Então, bom, vou sair daqui e vou aguardar os policiais chegarem’”, disse o advogado de Mantega.
A entrevista do advogado foi interrompida por um grupo de manifestantes que gritavam palavras de apoio à Operação Lava Jato.

O PT nacional divulgou uma nota em que o presidente, Rui Falcão, afirmou que a prisão do ex-ministro Guido Mantega é "arbitrária, desumana e desnecessária". A nota diz ainda que a 34ª fase da Operação Lava Jato deveria ser chamar "Operação Boca de Urna, uma vez que acontece às vésperas das eleições municipais".

Na nota, Falcão lembrou que “Mantega é ex-ministro, tem endereço fixo, e nunca se negou a dar esclarecimento, sendo assim midiática a prisão em um hospital”.
Na entrevista coletiva, a força-tarefa da Lava Jato disse que não sabia que a mulher de Mantega estava hospitalizada.
“A equipe hoje se dirigiu à casa, ao apartamento do ex-ministro, acreditando que ele estivesse lá e desconhecia totalmente essa situação envolvendo a esposa dele”, afirmou Igor de Paula.
“Isto é uma triste coincidência, mas infelizmente essas coincidências acontecem e acontecem na vida de todos, inclusive dos réus pobres e dos réus ricos. Infelizmente isto aconteceu, mas a PF agiu com máximo de cuidado possível que as circunstâncias exigiram. Infelizmente, depois de deflagrada uma operação, não é possível voltar atrás no seu cumprimento”, afirmou o procurador da República Carlos Fernando Lima.
Em nota, a Polícia Federal destacou que tanto no local da busca como no hospital, todo o procedimento foi realizado de forma discreta, sem qualquer ocorrência e com integral colaboração do investigado.
Prisão durou sete horas
A prisão de Guido Mantega durou sete horas. No começo da tarde, o juiz Sérgio Moro revogou a prisão temporária do ex-ministro. Moro considerou que, como as buscas já tinham sido cumpridas, não havia mais risco de Mantega interferir na investigação.
No despacho, Sérgio Moro afirmou que "a internação da mulher de Mantega era desconhecida da autoridade policial, do Ministério Público Federal e do próprio Moro". E que "segundo informações colhidas pela autoridade policial, o ato foi praticado com toda discrição, sem ingresso interno no hospital". E concluiu: “Revogo a prisão temporária decretada contra Guido Mantega sem prejuízo das demais medidas e a avaliação de medidas futuras".
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal falaram sobre a prisão de Guido Mantega.

“Coube à Polícia Federal simplesmente cumprir esse mandado judicial. Não cabe ao Poder Executivo, ao Ministério da Justiça, à Polícia Federal discricionariedade para cumprir ou não o mandado”, afirmou Alexandre de Moraes.

“O Código de Processo Penal é muito claro ao permitir que qualquer prisão se efetive em qualquer lugar, observadas as restrições estabelecidas na Constituição quanto à inviolabilidade domiciliar. Observadas as restrições constitucionais quanto à inviolabilidade domiciliar, a prisão pode ser efetivada em qualquer lugar”, disse Celso de Mello.
O ex-ministro Guido Mantega deixou a sede da Polícia Federal no início da tarde e foi direto para a casa dele. Duas horas depois voltou para o hospital."
Fonte: http://g1.globo.com/ 22/09/16
  

Um comentário:

  1. Rubens Pontes, Serra/ES:
    Um "apelo" de provocação emocional... para escamotear
    uma realidade incontestável.
    Comportamento típico de pessoas encurraladas
    que certamente não leram a sentença que Sérgio Moro,
    repetindo Dante, colocou na porta do seu gabinete:
    " Deixai toda a esperança, ó vós que entrais..."

    "A Divina Comédia" - Dante Alighieri

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