sábado, 28 de março de 2015

DILMA, PEDE PRA SAIR




DILMA, PEÇA PRA SAIR

O governo está “emparedado” no Congresso, refém do PMDB (que tem a vice presidência da República e as presidências do Senado e da Câmara) e de Joaquim Levy, ministro da Fazenda.
O governo vive um caos político, disse Thomas Traumann, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.   

O Brasil vive a “estagflação: preços em alta e empregos em baixa, economia estagnada, só cresceu 0,1% em 2014, corrupção generalizada, falta de rumo do governo Dilma, a cada dia o governo pensa uma coisa, penalizando a população. O governo está perdido, sem popularidade e sem credibilidade, dispara o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), da base governista.

Popularidade de Dilma despenca 21 pontos percentuais em dois meses. Só 13% aprovam governo Dilma, diz pesquisa do Datafolha.

Apenas três meses e meio depois do segundo turno, o país assiste à mais rápida e profunda deterioração política desde o governo Collor.
Segundo pesquisa Datafolha, a queda abrupta de popularidade arrasta a presidente Dilma Rousseff (PT), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), juntos, para a vala comum da rejeição. É como se o sentimento de junho de 2013 tivesse voltado, mas em surdina, sem protestos de rua.
A conjuntura sombria resulta da confluência do escândalo da Petrobras com a acentuada piora das expectativas sobre a economia.
O pessimismo dos entrevistados se agrava pelo contraste entre a realidade e a imagem rósea pintada nas campanhas eleitorais do ano passado e pela possibilidade cada vez mais concreta de faltar água e energia.
A presidente da República recebe o pior golpe, com uma inversão total nas opiniões sobre seu governo.

A presidente não se livra de responsabilidade perante a população. Segundo o Datafolha, 77% dos entrevistados acreditam que ela tinha conhecimento da corrupção na Petrobras. Para 52% ela sabia dos desvios e deixou continuar; para outros 25%, sabia e nada pôde fazer.

Instituto Datafolha diz que denúncias de corrupção na Petrobras e crise econômica influenciaram na avaliação da presidente na pesquisa.

O Datafolha divulgou uma pesquisa sobre a avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff. A popularidade dela despencou 21 pontos percentuais nos últimos dois meses. As denúncias de corrupção na Petrobras e a crise econômica foram os responsáveis pela queda, de acordo com o Instituto Datafolha. 
Quarenta e dois por cento dos entrevistados avaliavam o governo Dilma como ótimo ou bom na pesquisa divulgada pelo Datafolha no dia 20 de outubro. Na primeira pesquisa depois da reeleição, em dezembro, o índice permaneceu o mesmo: 42%. E agora, o índice caiu para 23%.


Pesquisa CNT/MDA: rejeição do governo Dilma atinge 64,8%


Divulgado nesta segunda (23/3/15), levantamento mostra que maioria da população considera administração “ruim” ou “péssima”. Aprovação da presidente é de apenas 19%
CNT/MDA: hoje, presidente Dilma perderia eleição para o senador Aécio Neves Mais uma pesquisa, mais um alarme soando no Palácio do Planalto. Desta vez, a CNT/MDA aponta que os índices de rejeição de Dilma atingiram um novo patamar: quase 65% dos entrevistados consideram o governo “ruim” ou “péssimo”.
Divulgado nesta segunda-feira (23/3), o levantamento aferiu a opinião de 2002 entrevistados entre os dias 16 e 19 de março, em 137 municípios de 25 Estados, e mostra que apenas 10,8% consideram o governo da petista “bom” ou “ótimo”. Outros 23,6% o classificam como “regular”.
Quando a CNT/MDA mediu a popularidade pessoal de Dilma Rousseff, os dados ficaram ainda piores. De acordo com o instituto, 77,7% desaprovam a presidente, ante 18,9% que a aprovam. 3,4% não souberam/quiseram responder.
Em comparação com o último mandato, a petista também é mal avaliada. Segundo 75,4% dos entrevistados, o segundo mandato de Dilma é pior que o primeiro, sendo que apenas 2,8% o avaliam como melhor que o anterior. Já 16,4% o consideram igual. 4,4% não quiseram fazer tal avaliação e 1% não souberam ou preferiram não responder.
Campanha x realidade
A pesquisa também traçou um comparativo entre a Dilma da campanha eleitoral e a Dilma presidente reeleita. Segundo a CNT/MDA, 84% dos entrevistados consideram que a mandatária não cumpre o que prometeu durante o período eleitoral. 12,9% dizem que as promessas estão sendo cumpridas parcialmente, enquanto apenas 4,7% consideram que ela cumpre as promessas integralmente. 1,4% não souberam ou não responderam.
Um dos destaques da pesquisa é o fato de que, dos entrevistados, 41,6% declararam ter votado em Dilma nas eleições de outubro do ano passado — ante 37,8% que votaram no senador Aécio Neves (PSDB). 10,8% afirmaram ter votado em branco/nulo; 8,7% não votaram e 1,1% não lembram ou preferiram não responder.
Ao final, os entrevistados foram questionados sobre como votariam caso houvesse um “3º turno” entre Dilma e Aécio. De acordo com a CNT/MDA, o tucano seria “eleito” com 55,7% dos votos contra apenas 16,6% de Dilma. Brancos e nulos seriam 22,3% e 5,4% não souberam ou preferiram não responder. 23/03/2015 Por Alexandre Parrode


Vejam mais comentários:

A sorte de Dilma será decidida nas ruas

Marco Antonio Villa, colunista de VEJA e historiador, fala sobre as novas manifestações anti-governo marcadas para o dia 12 de abril. "O processo de 'despetização' do Brasil será árduo", avalia. No 'Aqui Entre Nós', Villa sentencia: "A Páscoa não será doce para o PT". Acompanhe a conversa. VEJA, 27/03/15


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Traumann, é a terceira queda de ministro do segundo mandato de Dilma
Jornalista deixa a Secretaria de Comunicação Social da Presidência após o vazamento de documento interno que irritou a presidente Dilma. O texto diz que país vive caos político
Porta-voz da Presidência, Thomas Traumann ficou um ano e dois meses no cargo: despedida com a música Novos rumos nas redes sociais. Substituto ainda não foi escolhido

Brasília – Uma semana após a saída do titular da Educação, Cid Gomes, a presidente Dilma Rousseff aceitou o pedido de demissão de outro ministro: Thomas Traumann, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Jornalista, Traumann ficou quase um ano e dois meses à frente da pasta. A saída dele ocorre sete dias depois do vazamento de um documento interno do Planalto que trata da comunicação social do governo e da situação política atual. Assume interinamente o cargo o secretário-executivo da pasta, Roberto Messias.
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Segundo nota enviada pelo Planalto, Dilma “agradeceu a competência, dedicação e lealdade de Traumann no período como ministro e porta-voz”.
A situação do ex-ministro se complicou depois que se tornou público um texto interno do Planalto sobre a comunicação no governo, revelado pelo jornal O Estado de S.Paulo, atribuído a ele. O texto diz que o país vive um “caos político” e tem uma comunicação “errada e errática”.
O documento, elaborado pela Secom, não tem assinatura e circulou no dia 17 entre ministros, dirigentes do PT e assessores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto diz que o governo está perdendo de “goleada” para a oposição nas redes sociais. Ainda critica as medidas de ajuste fiscal e a escolha de Joaquim Levy para comandar a Fazenda. Em um dos três capítulos, a análise é de que será difícil superar a crise. “Não será fácil virar o jogo.” Apesar de ter negado na semana passada reconhecer o documento divulgado como oficial, na última segunda-feira, Traumann – que havia voltado de uma licença de seis dias – não participou de reunião com ministros, na qual Dilma debateu a comunicação com o governo. Internamente, entretanto, a informação é de que a presidente ficou irritada com o vazamento do texto.

“A questão da comunicação com a sociedade brasileira, em relação aos principais temas tratados no governo, para que os ministros possam ter a mesma linguagem e ter uma estratégia de comunicação. Não tem nenhum sentido nós termos no mesmo dia dois ministros falando do mesmo tema, quando pode um ministro ir para um estado, outro ministro para outro estado. Ficou definido que, com a coordenação da Secom, vai haver essa organização da comunicação do governo, através dos ministros. Também foi ratificada a importância de que a equipe econômica continue o seu trabalho de comunicação com o Congresso”, afirmou o ministro das Cidades, Gilberto Kassab.

Por causa do documento, o ex-ministro foi convidado a prestar esclarecimentos na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado. Após a demissão, Traumann publicou nas redes sociais trechos da música Novos rumos, do cantor e compositor Paulinho da Viola. “Todos os anos vividos, são portos perdidos que eu deixo pra trás, quero viver diferente, que a sorte da gente, é a gente que faz.” O governo busca nomes para o lugar de Traumann, que chegou a ser cotado para assumir o cargo de gerente de comunicação na Petrobras, o que pode ter sido descartado por causa do vazamento.

REFORMA Traumann é o terceiro ministro a deixar o governo de Dilma neste segundo mandato. O primeiro foi Marcelo Néri, da Secretaria de Assuntos Estratégicos, em fevereiro e Cid Gomes saiu do Ministério da Educação na quarta-feira da semana passada (veja Memória). A expectativa é de que Dilma anuncie o substituto de Cid até amanhã. Apesar das mudanças, a presidente negou que fará uma reforma ministerial. A saída do titular da Educação era interpretada por aliados como o momento perfeito para fazer trocas providenciais, como colocar o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, no MEC e levar o titular da Defesa, Jaques Wagner, para o lugar dele.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, comentou a saída de Traumann. “Entrar ou sair de ministério faz parte da vida normal. Tem que decidir um substituto e pronto. Se quiser fazer uma reforma, fará por natureza política e decisão pessoal”, disse.

thomas traumann         @traumann
Todos os anos vividos São portos perdidos que eu deixo pra trás Quero viver diferente Que a sorte da gente É a gente que faz
Fiz minhas velas ao mar Disse adeus sem chorar E estou de partida

Vou imprimir novos rumos Ao barco agitado que foi minha vida
Pouco mais de uma semana após um documento interno produzido pela Secom (Secretaria de Comunicação Social) com críticas à comunicação do governo e admitindo o uso de "robôs" para disseminar conteúdo favorável ao Planalto nas redes sociais, o ministro Thomas Traumann deixou a pasta.
O governo, em nota nesta quarta (25), confirmou a sua saída. A pasta será comandada interinamente pelo secretário-executivo Roberto Messias.
A Secom, subordinada à Presidência da República, tem status de ministério cuida da relação do governo com a imprensa, e de sua comunicação interna e externa. Uma da suas funções mais importantes é o manejo das verbas destinadas a publicidade.
Segundo a nota, Dilma "aceitou" a demissão de Traumann. "A presidente agradece a competência, dedicação e lealdade de Traumann no período como ministro e porta-voz", diz o texto.
Em sua conta no Twitter, o agora ex-ministro postou trechos da música "Novos Rumos", de Paulinho da Viola. Ela diz: "Vou imprimir novos rumos / Ao barco agitado que foi minha vida / Fiz minhas velas ao mar / Disse adeus sem chorar / E estou de partida".
A saída dele já era esperada. O documento, de responsabilidade de Traumann, critica o modo como o governo Dilma Roussef tem gerido sua crise, citando a existência de um "caos político".

The Economist: brasileiros foram vítimas de estelionato

A revista britânica The Economist publicou um novo editorial sobre o Brasil na edição que chega às bancas neste final de semana. Intitulada "Lidando com Dilma", a publicação aponta os motivos que deixam brasileiros "fartos" da presidente. Para a Economist, Dilma mentiu na campanha e os eleitores estão percebendo que foram vítimas de um "estelionato eleitoral". "Mas um impeachment seria uma má ideia", diz a revista.
"Não é difícil ver por que os eleitores estão com raiva", afirma a publicação. "Ela presidiu o conselho da Petrobras de 2003 a 2010, quando os promotores dizem acreditar que mais de 800 milhões de dólares foram roubados em propinas e canalizados para os políticos do PT e aliados", diz. Além disso, a revista afirma que Dilma venceu as eleições presidenciais de outubro "vendendo uma mentira". "De fato, como muitos eleitores estão percebendo agora, Dilma vendeu uma mentira", diz o texto. A revista diz que os erros cometidos no primeiro mandato de Dilma levaram o Brasil à situação de crise atual, que exige corte de gastos públicos e aumento de impostos e juros. "Some-se a isso o fato de que a campanha de reeleição pode ter sido parcialmente financiada pelo dinheiro roubado da Petrobras. Os brasileiros têm todos os motivos para sentirem que eles foram vítimas de um equivalente político do estelionato", diz o texto.
Apesar das palavras duras, o editorial da The Economist afirma que o impeachment pode ser "um exagero emocional". "A legislação brasileira considera que presidentes podem ser acusados apenas por atos cometidos durante o atual mandato", diz o texto. "E, ainda que muitos políticos brasileiros achem que a presidente é dogmática ou incompetente, ninguém acredita seriamente que ela enriqueceu. Contraste com Fernando Collor que embolsou o dinheiro."
O editorial também afirma que as instituições estão trabalhando para punir os criminosos. "Um impeachment iria se transformar em uma caça às bruxas que enfraqueceria as instituições, que ficariam politizadas", diz o texto, que pede que Dilma e o PT assumam as responsabilidades "pela confusão que ela fez no primeiro mandato, em vez de se tornarem mártires do impeachment". "Ter Dilma no gabinete fará com que os brasileiros estejam mais propensos a entender que as velhas políticas é que são as culpadas, não as novas." VEJA 27/03/15

4 comentários:

  1. Diz Rubens Pontes, Serra/ES, por e-mail:
    Sei não, a humilhação a que está sendo submetida a
    ex guerrilheira, "coração valente", a dona absoluta da verdade,
    a presidenta como ela se faz impor... essa humilhação para a prepotente
    mulher "macho" não tem preço. E tem ainda muito a pagar.
    Essa fase que Dilma Rousseff e o PT atravessam é apenas um
    tropeço. E vale, ainda aqui, lembrar Shakespeare:
    - Quando a gente tropeça na soleira, é sinal certo que o perigo
    espreita dentro.
    A porta está apenas sendo aberta. Vale deixar a
    presidenta passar pela soleira, o Aqueronte dela. .
    Rubens

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  2. Aurélio Bolsanello, diz por e-mail:

    uma das piores tiranias é a tirania da maioria legitimada pelo voto. A tirania de quem supostamente venceu as eleições e está no poder, está no fim. Vamos vencer. Aurélio-Pai

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  3. Heitor Carvalho, Belo Horizonte, diz por e-mail:

    E quem entra?

    A saída neste momento tem duas consequências meio complicadas.

    A primeira é que se sair sozinha, assume, nos três poderes o PMDB.
    Estão se colocando como heróis embora tenham compartilhado TUDO
    até o mês passado! Colocado o bode na sala, ao tirá-lo todos
    ficarão "aliviados" e as coisas continuarão mais ou menos como
    antes só que uma turma "nova" e com "bolsos vazios".... o problema
    vai ser adiado para mais uns anos...

    O segundo problema é, atirando no alvo errado, os problemas
    mais fundamentais vão continuar sem serem atacados devidamente
    e os maus efeitos irão piorar.Tirar Dilma não faz chover. Tirá-la
    não altera o preço do petróleo. Tirar Dilma não recupera a indústria.
    Etc.. etc... etc...
    Talvez com um executivo "nas cordas" para usar uma metáfora
    da luta de boxe, sejam aceleradas algumas reformas e medidas
    necessárias cuja "conta de impopularidade" fiquem com ela
    e com os asseclas do "bando do molusco".
    Vamos aguardar os acontecimentos com a intensa movimentação
    das oposições e das ruas....

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  4. Tudo isso é para mim show pirotécnico e cortina de fumaça desses safados do Executivo e do Legislativo. Nenhum deles vai jogar para perder. Também, fique certo não vão legislar contra seus reais interesses.
    Acho que precisamos que ela fique até o fim e brigando com o Congresso. Só assim o PT e seus alidados ficarão tão desgastados que sofrerão fragorosa derrota em 2018.
    Paciência se ainda 5 milhões de incautos não deram ao país o condão de exercer a verdadeira democracia com a alternância dos poderes.
    Muita politicagem foi incrementada a partir de 2003 e será muito difícil navegar com tanta demagogia que cega o povo.

    Diz Orlando Lopes Fernandes, Vitória/ES, por e-mail

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