segunda-feira, 24 de novembro de 2014

TURBULÊNCIA POLÍTICA EM BRASÍLIA



PETIÇÃO ATÉ PARA A CASA BRANCA
TURBULÊNCIA POLÍTICA

“Petição contra a nomeação de Kátia Abreu será entregue para Dilma quando alcançar 20 mil assinaturas
BRASÍLIA. A presidente Dilma Rousseff é alvo de ao menos duas petições na internet para que reveja ações de seu governo e outra que pede o seu impeachment. Mesmo antes do anúncio oficial, nos últimos dias foi criado pedido para a suspensão da nomeação da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para ministra da Agricultura, que até a noite de domingo, tinha 14,5 mil assinaturas. O abaixo-assinado eletrônico, realizado no site da Avaaz— rede mundial de ativismo virtual— foi organizado pelo Movimento Brasil pelas Florestas. O grupo repudia a escolha e argumenta na petição que Kátia representa os interesses das multinacionais do agronegócio.
“Caso essa ação se confirme será entendida por nós como um sinal do rompimento definitivo do governo federal com o desenvolvimento sustentável”, informa trecho do documento que deverá ser entregue à presidente.
Os internautas citam a MP 458, conhecida como MP da Grilagem e que foi relatada por Kátia Abreu em 2009. A medida permitia a legalização da invasão de terras na Amazônia. Integrantes do Greenpeace entraram no Senado e entregaram a ela uma faixa de Miss Desmatamento. Ao atingir 20 mil assinaturas, o documento será levado a presidente Dilma. A escolha da ministra da Agricultura também teve repercussão no Blog da Dilma, um dos principais portais em apoio à presidente. O site chegou a publicar, no último sábado, um artigo intitulado "Dilma e um tiro no pé chamado Kátia Abreu". O texto diz que a nomeação de Kátia Abreu "cria uma tensão desnecessária com sua base social".
Nos últimos dias, uma petição pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff também no Avaaz, criada em 2013, encostou em 1,5 milhão de assinaturas. A agitação em torno do pedido levou o próprio Avaaz a publicar, nesta segunda-feira, uma posição institucional com relação ao pleito.
Em nota à imprensa publicada no seu site, o Avaaz informa que promoveu um levantamento entre os seus membros uma votação sobre a permanência do abaixo-assinado, que, segundo resultados preliminares, aponta que a maioria não apoia a petição, “mas também acredita que ela não deva ser tirada do ar”.

“Portanto, a pesquisa mostra que a comunidade da Avaaz em sua maioria não apoia uma campanha pelo impeachment da presidente Dilma”, explica a nota oficial da organização.
No fim de outubro, depois do segundo turno das eleições presidenciais, um pedido também foi apresentado à Casa Branca para que o governo americano se posicionasse em relação à “expansão bolivariana comunista no Brasil promovida pelo governo Dilma Rousseff”. A petição já tem 142 mil assinaturas. O site não revela o local de origem dos signatários. Com 150 mil, o governo americano promove uma manifestação sobre o tema.
Outra ação que circula no site da Avaaz é liderada por petistas da área da cultura que criticam retrocessos no setor nos últimos anos, especialmente no período em que Marta Suplicy comandou o Ministério da Cultura. O grupo pede à Dilma melhorias na política nacional de museus, que deixou de ser prioridade em comparação ao governo Lula. O objetivo do grupo é atingir 500 assinaturas para que a petição seja levada à presidente.
— Nós mulheres e homens que ajudamos a construir um programa de governo do presidente Lula em 2003 e que pela primeira vez os museus e as memórias eram tidas como relevantes para as políticas públicas culturais (…) queremos uma gestão que esteja comprometida com esses valores, que se retome o caminho das conquistas e avanços dos últimos 12 anos da Política Nacional de Museus— diz trecho do documento.”                                                                                                                           Fonte: http://oglobo.globo.com/brasil/ (24/11/14)



'Dilma comete crime de responsabilidade e abre caminho para impeachment', diz Aloysio Nunes
O senador Aloysio Nunes disse em entrevista à TVEJA que a oposição vai trancar a pauta e impedir a votação no texto que altera a LDO para eliminar a meta de superávit de 2014. Mas segundo o parlamentar, ainda que a lei seja alterada o crime já foi cometido. “No rigor da lei há motivos para processo de impeachment de qualquer forma”, afirmou o senador. Ele conversou no Direto ao Ponto com Joice Hasselmann. (24/11/14)

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário