domingo, 9 de novembro de 2014

INDIGNADOS VOLTARAM ÀS RUAS






Manifestantes, aos milhares, pedem o impeachment de Dilma
Milhares de manifestantes se reúnem para pedir impeachment de Dilma


A multidão vestida de verde e amarelo ocupou a Av. Brigadeiro Faria Lima
Com coro de fora PT e pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff, entre 5 e 6 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, se reuniram na tarde deste sábado, 15, em frente ao vão livre do Masp, em São Paulo. Para evitar o que chamaram de mal entendido, parte dos líderes da manifestação fez questão de ressaltar que não era a favor da intervenção militar.
Entre os manifestantes que ocupavam parte da Avenida Paulista estava o deputado estadual Eduardo Bolsonaro (PSC), que falou em dois dos cinco carros de som que estavam no local. Ele adotou um tom agregador: afirmou que o protesto é democrático e aceita todos os grupos, apesar de se dizer contra a intervenção militar.
Manifestantes que se encontrabam em um dos caminhões defendiam abertamente a volta de um regime militar. Questionado se estava armado neste protesto, a exemplo do ato realizado em 1º de novembro, Bolsonaro disse que dispensou a arma desta vez porque alguns amigos estavam responsáveis por sua segurança.
Além dos gritos contra o PT, os manifestantes rezaram o Pai Nosso. O padre do Rio de Janeiro Carlos de Aguiar, presente no evento, afirmou que o governo estava patrocinando a ditadura ‘gayzista’ no Brasil. “Respeitamos quem não acredita em Deus, mas temos valores cristãos”, disse.
O deputado estadual coronel Telhada (PSDB) também falou aos manifestantes, sob fortes aplausos. Ele gritou “basta à corrupção” e afirmou que “lugar de bandido é na cadeia e não governando”.
A polícia foi uma das protagonistas do evento. Líderes dos manifestantes pediram por várias vezes aplausos aos policiais, que garantiam um evento “ordeiro”. Cerca de 500 policiais militares acompanhavam a manifestação. Fonte: http://www.diariodopoder.com.br/(16/11/14)




Pedido de 'intervenção militar' racha ato em SP

Em passeata com 10 mil, proposta de ação contra a presidente é rejeitada por 3 dos 4 grupos presentes. Diante de pedido de ação militar, Lobão abandona ato anti-Dilma.
 
Augusto Nunes

Em novembro de 2011, ilustrado por um mapa do Brasil com informações sobre o horário, o local e o acesso aos organizadores das passeatas programadas para 40 cidades, um post assinado pela jornalista Fernanda Costa chamou a atenção dos leitores para os atos de protesto que ocorreriam no feriado de 15 de novembro de 2011. 
Passados três anos, o texto e o mapa voltaram a circular na internet, mas associados às manifestações de rua convocadas para o próximo sábado, dia 15.

Nada a ver. Ao abismo escavado pelo tempo se somam as diferenças entre os dois movimentos. Os envolvidos nos protestos de 2011 nunca souberam direito quem eram e o que queriam. Como voltaria a acontecer em junho de 2013, os manifestantes sucumbiram à crise de identidade, à inexistência de objetivos claramente definidos, à falta de palavras-de-ordem que evitassem a dispersão. Dessas carências não padecem os indignados de 2014 que mostraram sua cara na Avenida Paulista no primeiro dia deste novembro. Esses sabem perfeitamente quem são e o que querem, como se verá em outro post.

Antecipo o esclarecimento para desfazer equívocos e, sobretudo, para colocar a coluna à disposição dos organizadores ou participantes das manifestações marcadas para 15 de novembro. Sejam bem-vindos às ruas os incontáveis inconformados, saúdam os integrantes da resistência democrática. O Brasil decente enfim se dispôs a travar a luta sem tréguas contra a seita lulopetista — no terreno e com as armas que os adversários escolherem. A desfaçatez dos incapazes capazes de tudo foi longe demais.

Os corruptos a serviço do governo estão por toda parte, e financiam com roubos bilionários a conspiração contra o Estado Democrático de Direito. Os farsantes no poder acham que os fins justificam os meios e se julgam condenados à perpétua impunidade. O sossego dos cínicos acabou. Mais de 51 milhões de eleitores advertiram em 26 de outubro que todos são iguais perante a lei. Lula e Dilma não são mais iguais que os outros, avisaram os participantes do ato de protesto na Avenida Paulista.

Em coro, multidões continuarão a exigir o esclarecimento da roubalheira na Petrobras (e de todos os escândalos), cobrar a punição dos envolvidos e repetir que Dilma e Lula sabiam de tudo. A oposição está na ofensiva. E o PT não mete medo em mais ninguém.”

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/09/11/2014)


Um comentário:

  1. Diz Orlando Lopes Fernandes, Vitória/ES, por e-mail:
    Acho muito interessante que alguns brasileiros estejam indignados com a reeleição da atual Presidente. Tivemos toda oportunidade de virar este jogo nas urnas e não foi isso que vi. Temos um Brasil que representa as regiões Norte, Parte do Centro Oeste, Nordeste e parte do Sudeste que ainda não estão devidamente amadurecidos e que, claramente, estão sob o controle do "bolsa família" e outras "beneces" que os atende momentâneamente e, também, estão anuviados pelas promessas que certamente nunca virão por parte do PT e seus aliados. Enquanto isso temos parte do Sudeste, Centro Oeste (parte) e Sul mais amadurecidos e que não puderam influenciar a parte de cima do nosso país.
    Por isso, não vou perder o meu tempo fazendo movimentos "tardios" para mudar o que, momentaneamente, não pode ser mudado. O que nos resta por hora é pressionar o Congresso Nacional e o Judiciário e os Órgãos que controlam o governo federal para fazer valer as leis desse país.
    Temos uma Medida Provisória tramitando que é uma afronta e que não pode ir adiante. É por aí que temos que pressionar o Legislativo.

    Atenciosamente

    ResponderExcluir