domingo, 21 de julho de 2013

INFUÊNCIAS EXTERNAS NAS MANIFESTAÇÕES NO BRASIL



Anonymous e Black Blocs
INFLUÊNCIAM AS MANIFESTAÇÕES NO BRASIL

Esses mesmos grupos externos que influenciam as manifestações no Brasil, são os mesmos que atuaram na Primavera Árabe e derrubaram muitos governos e agora são investigados no Brasil.

Por que essas providências só foram tomadas agora, quase em cima da chegada do Papa?
Chris Landers. Baltimore City Paper Assim define os Anonimus:
 “ANONIMUS é a superconsciência com base na internet. O Anonimus é um grupo no mesmo sentido que é um bando de pássaros é um grupo. Como você sabe que são um grupo? Porque estão viajando na mesma direção. A qualquer momento, mais pássaros podem entrar, sair, voar para uma direção completamente diferente”
Na sua forma inicial, o conceito tem sido adotado por uma comunidade online descentralizada, atuando de forma anônima, de maneira coordenada, geralmente em torno de um objetivo livremente combinado entre si e voltado principalmente a favor dos direitos do povo perante seus governantes. A partir de 2008, o coletivo Anonymous ficou cada vez mais associado ao hacktivismo, colaborativo e internacional, realizando protestos e outras ações, muitas vezes com o objetivo de promover a liberdade na Internet e a liberdade de expressão. Ações creditadas ao Anonymous são realizadas por indivíduos não identificados que atribuem o rótulo de "anônimos" a si mesmos.

um grupo de indivíduos sem nome se tornou um meme da internet.
Anonymous, em grande parte, consiste de usuários de múltiplos imageboards e fóruns da internet. Além disso, várias wikis e redes de Internet Relay Chat são mantidas para superar as limitações dos imageboards tradicionais. Esses modos de comunicação são o meio pelo qual os manifestantes do Anonymous que participaram no Projeto Chanology se comunicaram e organizaram os protestos.
Uma "livre coalizão de habitantes da internet," o grupo se uniu pela internet, através de sites como 4chan, 711chan, Encyclopædia Dramatica, canais do IRC e YouTube. Redes sociais virtuais, como Facebook, são usadas para criação de grupos que mobilizam os protestos no mundo real.
Anonymous não possui um líder ou partido controlador, e depende do poder coletivo dos participantes em agir de uma maneira que o resultado beneficie o grupo. "Qualquer um pode se tornar Anonymous e trabalhar em direção a um certo objetivo..." um membro do Anonymous explicou para o jornal Baltimore City Paper
 "Nós temos essa agenda, na qual todos concordamos, coordenamos e seguimos, mas todos andam independentemente em sua direção, sem nenhum desejo de reconhecimento. Queremos apenas fazer algo que sentimos que é importante que seja feito..."
Nos últimos tempos, é bem provável que em algum momento você tenha ouvido falar do Anonymous, um grupo ativista que busca estabelecer uma liberdade online e também no mundo real, através de ações que buscam incentivar as pessoas a lutarem por interesses coletivos. O grupo tem como uma de suas marcas uma máscara que transparece certo ar de mistério, e que foi vista por muitos no filme “V de Vingança” (Produzido e roteirizado  por Andy Wachowski e Lana Wachowski, os irmãos que criaram MATRIX). É evidente que o Anonymous se inspira em muitas ideias apresentadas no longa-metragem, mas o que pouca gente sabe, é que a máscara não foi criada nesse filme e que há um grande contexto histórico por trás da imagem daquele rosto.

A MÁSCARA DOS ANONYMOUS
O filme dos irmãos Wachowsky é uma adaptação do romance homônimo “V FOR VENDETTA”, a graphic novel (romance gráfico) escrita por Alan Moore e desenhada por David Lloyd, e que foi publicada entre 1982 e 1988 no Reino Unido. A história do romance se passa em um futuro utópico (1997 – agora passado futurista alternativo), onde um partido com fortes tendências totalitárias consegue chegar ao poder após uma guerra nuclear, e inicia um regime fascista sobre todo o Reino Unido; a mídia é controlada, campos de concentração para minorias sexuais e raciais são criados, e agentes especiais são recrutados para fiscalizar o cumprimento de um toque de recolher. Nesse cenário opressor, surge um homem vestido de preto e usando uma máscara estilizada de Guy Fawkes , que inicia várias ações anarquistas a fim de desestabilizar o governo…

Conheça agora a estratégia ‘Black Bloc’, que também influencia protestos no Brasil

Trata-se de tática que se autodenomina anarquista e prega a desobediência civil.

Grupos usam roupas pretas e máscaras para dificultar identificação.
No Brasil, o movimento tem se agrupado pelas redes sociais. Na página do Black Bloc Brasil no Facebook são postadas diariamente imagens de protestos e de ações da polícia, além de manuais de como proceder nas manifestações. Textos que elogiam atos de violência, como os que têm ocorrido no Egito, também foram publicados.
Durante protesto em Porto Alegre, no mês de junho,
muitos manifestantes usaram lenços e roupas nas
ruas (Foto: Jefferson Botega/Ag. RBS/Folhapress)
Manifestante com o rosto coberto durante protesto
em São Paulo, mês passado. Homem com o rosto coberto segura cartaz  durante manifestação no Rio.
O manual que dá dicas de como proceder nos protestos abre com uma descrição do que é a desobediência civil, que pode ser feita com ou sem violência, e explica que atos violentos podem ser interpretados de maneira diferente para diversas pessoas. O texto, entretanto, lembra que "o que eles fazem conosco todos os dias é uma violência, a desobediência violenta é uma reação a isso e, portanto, não é gratuita, como eles tentam fazer parecer".
Destruição
As roupas negras e as máscaras utilizadas pelos grupos visam esconder os participantes e dificultar sua identificação pelas autoridades. A estratégia também faz com que eles se unifiquem, criando a impressão de uma só massa.
Entre os preceitos pregados, estão a destruição de propriedades como forma de protesto e de chamar a atenção para suas posições. Sedes de empresas que costumam apoiar os governos contra os quais se protesta costumam ser alvo, assim como bancos, por sua relação com o capitalismo – a essência do movimento é anticapitalista.
Por se tratar de uma estratégia, o grupo não é unificado – em um mesmo protesto, é possível haver várias aglomerações de Black Blocs, seguindo os mesmos preceitos, mas com táticas diferentes.
No Egito, os militantes se definem como "uma geração que descende do sangue dos mártires" da mobilização popular de 2011, que obrigou Hosni Mubarak a abandonar a presidência do país, depois de ter ocupado o cargo durante três décadas.
"As revoluções não são feitas com água de flor de laranjeira, mas com sangue", dizem,  afirmando serem "potenciais mártires".




















Um comentário:

  1. Diz Rubens da Silva Pontes, Serra/ES, por e-mail:
    Fiz uma checagem sobre Anonymus e Black Blocs - motivo de seu texto sobre "Influências externas nas manifestações no Brasil" - e acho que você deve dela tomar conhecimento.

    Anonymus é um grupo ciber - anárquico tradicional, e não tem nada a ver com as manifestações; eles não tem sede, chefe, hierarquia, nacionalidade, nada, senão, como seria autenticamente anarquista? aliás, o maior enfoque deles é quebrar senhas de governos, grandes corporações e coisas assim; no plano teórico, são contra qualquer governo, porque qualquer forma de governo é uma forma de opressão - mas, preferencialmente agem contra ditaduras, apoiando movimentos como na primavera árabe; assim, apoiaram as manifestações no Brasil

    Os Black Blocs são um grupo brasileiro, anarco-punk, que prega a revolução como a única forma legítima de poder - eles vão às manifestações para provocar a política e fazer confusão, quanto mais repressão melhor para eles; mas, não tem conspiração nenhuma, todo mundo sabe como eles agem, falta é polícia
    essas teorias da conspiração vem do PT e, principalmente, do PT das redes sociais, é uma forma de reduzir a importância e a espontaneidade das manifestações, reduzindo tudo a um esquema de articulações internacionais, de inimigos, "da direita" e outras bobagens

    eu, pessoalmente, não leio absolutamente nada que venha das redes sociais petistas (incluindo o PC do B), é perda de tempo e normalmente material inventado, sem nenhuma base real.

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