terça-feira, 18 de junho de 2013

REVOLTA POPULAR TOMA AS RUAS DAS CIDADES - O estopim foi aceso



O BRASIL ACORDOU
REVOLTA POPULAR TOMA AS RUAS DAS CIDADES - O estopim foi aceso
Manifestações revelam força das redes sociais
“A geração no poder, em governos locais ou no Palácio do Planalto, continua ignorando a força das redes sociais – Twitter, Facebook etc.
E a senha era: “VEM PRA RUA”. É através delas que milhões de pessoas se comunicam intensamente, até para se divertir, mas também estabelecendo uma nova forma de militância política. Os partidos envelhecem e, sem perceber, são substituídos pelas redes sociais como força mobilizadora da sociedade”, observa com acuidade o jornalista Cláudio Humberto em seu blog.
Leia também neste blog o texto “BRASIL: RISCO DE CONVULSÃO SOCIAL”

“Nossa ‘primavera’ - Os protestos no Brasil, grande parte deles protagonizados por rebeldes sem causa, nasceram como a “primavera árabe”: nas redes sociais.

Os oportunistas -Partidinhos como PSTU e PSOL, oportunistas como quaisquer outros, não estão por trás dos protestos; apenas tentam se aproveitar deles.

Tá feia a coisa - Há manifestantes meio bobocas, mas estão conectados às técnicas mais elementares de chamar atenção e ganhar as manchetes.

Sem causa - Menina mascarada, que esteve na OAB entre os líderes dos protestos  em Brasília, exibia na camiseta a expressão “Abaixo a ditadura”. Qual?”

“Desculpe o transtorno. Estamos mudando o Brasil”

“O gigante acordou!”


“Só a mobilização faz a mudança”

"O povo não é vagão, é a própria locomotiva de seu destino" Carlos Ayres Britto, ministro aposentado do STF, sobre as manifestações

“A revolta é contra a corrupção e o uso inadequado dos recursos públicos. Brasil acordou mais forte após manifestações”, disse a presidente Dilma em 18/06/13

Já O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse na manhã desta terça-feira, "que o governo da presidente Dilma Rousseff ainda tenta entender as principais motivações dos protestos que tomaram as ruas das maiores capitais do país”
Fonte O Globo, 18/06/13  

 “O levante também é motivado pelo descrédito na política. A desqualificação do Congresso, a preocupação exclusiva dos partidos com a disputa de votos, a discussão concentrada em eleição distante enquanto as condições objetivas da vida vão piorando dia a dia, não faz dos políticos aliados confiáveis.”, Diz a jornalista Dora Kramer, em O Estado de São Paulo (18/06/13)

Sociedade está cansada de impunidade, diz Roberto Gurgel

FELIPE SELIGMAN, Folha de São Paulo (18/06/13)
“Ao dizer que a sociedade está "cansada da impunidade, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que os protestos que tomaram conta do Brasil nos últimos dias também revelam que o povo é contrário à PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 37, que retira os poderes de investigação do Ministério Público.
"Isso mostra, que [o poder de investigação do Ministério Público] não é um tema que interessa apenas ao MP e à Polícia, nem mesmo apenas ao sistema de Justiça; É algo que interessa a toda a nação, toda sociedade", disse Gurgel.
"O fato de esses jovens que ocupam as ruas brasileiras, manifestando a preocupação com grandes temas nacionais, incluir entre esses temas a PEC 37, evidencia que a sociedade brasileira como um todo está preocupada com essa verdadeira mutilação do Ministério Público (...) Quando se mutila o Ministério Público, é a sociedade que fica impedida de seus direitos", concluiu.
O procurador-geral também defendeu que a proposta não seja votada pela Câmara na semana que vem, mas já adiantou que irá levar o tema ao Supremo, caso ela seja aprovada.
MANIFESTAÇÕES
O ministro Gilmar Mendes, ao comentar sobre as manifestações, afirmou que os atos estão assegurados pela Constituição, mas defendeu uma "ponderação".
"É claro que há o direito de propriedade. Não pode haver vandalismo, não pode haver violência contra pessoa, a integridade física contra as pessoas. Não há direito de vandalizar, de destruir propriedade e de atacar a integridade física das pessoas".
Mendes disse não ter elementos para avaliar o motivo dos protestos, mas disse que "sem dúvida nenhuma, pelo que estamos vendo, não é manifestação de contentamento".
Já o ministro aposentado Carlos Ayres Britto argumentou que trata-se do "modo de protagonizar a cidadania".
"É a protagonização do cidadão pelo modo mais direto. Isso não é ruim. isso é muito bom. É o chamamento das instituições para o cumprimento do papel que lhes cabe, de atuar como locomotiva social. Nesse momento, o povo não é vagão, é a própria locomotiva de seu destino. Isso confere a ele, povo, a mais legítima autoridade para passar um pito nas autoridades instituídas".  
 

FH diz que Dilma deve ‘abrir os olhos’ sobre manifestações e cuidar da inflação

O Globo, (18/06/13) — “Sem a aguardada presença do ex-ministro José Serra em encontro de tucanos nesta terça-feira, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso almoçaram com outros convidados no gabinete do senador, antes de inaugurarem a exposição dos 25 anos de criação do partido, 19 anos do Plano Real e 82 anos de Fernando Henrique. Os dois criticaram as declarações da presidente Dilma Rousseff sobre as manifestações por todo o país. Aécio disse que sairá perdendo quem tentar “se apropriar” desse momento, e o ex-presidente disse que Dilma precisa “abrir o olho” e cuidar da inflação.
— Neste momento é preciso ter muita cautela. Quem tentar se apropriar desse movimento vai quebrar a cara. Esse Brasil róseo que o PT tenta mostrar não existe — disse Aécio Neves.”
    
"Foi a coisa mais linda que já presenciei". Foi assim que o leitor Antônio Prado, morador de Pinheiros, descreveu as manifestações de ontem, que tiveram início justamente no Largo da Batata, ponto central do bairro da zona oeste.
As manifestações ocorridas ontem em várias capitais do país e que incluíram protestos contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37 repercutiram favoravelmente em encontro do Colégio de Procuradores da República, que está reunido hoje em Brasília para debater a proposta. As informações são da Agência Brasil.
A medida, que retira o poder de investigação do Ministério Público, está em tramitação na Câmara dos Deputados.
O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho, disse que as manifestações da população foram resposta a várias questões que provocam insatisfação, entre elas a PEC 37. "Há 25 anos, desde que a Constituição de 1988 deu esse poder ao Ministério Público, a sociedade sempre viu nossa instituição como parceira na defesa dos direitos da população, e por isso o povo saiu para protestar contra a PEC 37."

Folha de São Paulo (17/06/13): Curta o Painel do Leitor no Facebook Siga o Painel do Leitor no Twitter
Enquete: O movimento Passe Livre vai conseguir reduzir o preço das tarifas?

"Vi o largo de Pinheiros, a Faria Lima, a Juscelino, a Brigadeiro Luís Antônio, todas com uma imensidão de gente, sem começo nem fim, todo mundo na mesma sintonia. Vi a avenida Paulista tomada de gente, rodas conversando, rindo, sentadas no asfalto, andando, sem medo, sem problema", relatou.
Antonio discorda da estimativa de que haviam 65 mil pessoas no protesto, feita pelo Datafolha. "Não havia menos que centenas de milhares. Muito mais. Parecia que a cidade inteira estava nas ruas", afirmou. "A impressão eram de milhões de pessoas, cantando, pulando, juntas e em paz".
ME ENCHI DE ORGULHO DE SER BRASILEIRA, DIZ LEITORA
A leitora Júlia Cavalcanti Thomaz saía do trabalho na noite desta segunda quando ouviu no rádio que cruzaria com manifestantes que vinham na direção da ponte do Morumbi, na Marginal Pinheiros. "Estava ansiosa, com frio na barriga, arrepios e lágrimas nos olhos. Queria mostrar meu apoio, batendo palmas e dando um sorriso amigo, o máximo que eu podia fazer naquele momento", disse.
No entanto, Júlia fez mais. Ao chegar à ponte, alguns carros à sua frente tentavam furar o bloqueio imposto pela marcha. Foi então que ela tomou uma decisão arriscada. "Enquanto algumas pessoas discutiam com os motoristas que avançaram na multidão, o carro à minha direita freiou, e eu vi a oportunidade de ajudar do meu jeito: atravessei o carro, desliguei, sai e encostei no capô", contou.
"Disse para pessoas: 'só saio daqui quando vocês saírem'. Fui aplaudida, enquanto isso gente atrás de mim buzinava. Me enchi de orgulho de ser paulistana, brasileira, uspiana, mulher, humana", disse.
APENAS UMA MINORIA FOI ÀS RUAS, DIZ LEITOR
O clima de esperança e mobilização das manifestações de ontem não convenceu a todos. Para o leitor Antônio Ribeiro Guedes, de Santa Rita de Cássia (BA), "o país não acordou", como diziam os manifestantes.
"Um país com uma população de 200 milhões de habitantes, ainda dorme muito, quando apenas 170 mil pessoas no sudeste, 50 mil no nordeste 30 mil no sul 20 mil no centro oeste e 5 mil no norte saem às ruas para protestar", disse.
"Menos de 0,5% do povo brasileiro aderiu ao protesto, uma minoria irrisória, enquanto 99,55% estavam em suas casas ou dormindo tranquilamente em 'berço esplêndido'", acrescentou Antônio, se referindo aos protestos como "balbúrdia dos filhotes de papai".

Manifestantes fecham a av. Paulista, em São Paulo, no protesto contra o aumento das tarifas do transporte público na capital; cerca de 65 mil pessoas aderiram ao protesto, segundo Datafolha
reportagem deste jornal informou que  Apenas 3% dos inquéritos acham culpados para assassinatos ou seja MATE alguém e você terá 97% de chance de sair impune em assaltos tb vemos a impunidade prevalecerem crime de colarinho branco então a impunidade deve beirar o 99,999999999999999% dos casos para quem ainda tinha duvidas, eis o BRASIL: o país onde ser criminoso COMPENSA
Sim. Com a violência da polícia, o movimento ganhou apoio da população, que está cansada de pagar caro por um transporte público superlotado e ineficiente. A pressão popular fará o prefeito e o governador recuarem.
Não. Os manifestantes erraram ao se mobilizarem somente depois de o aumento ter entrado em vigor. Agora ficou tarde. O reajuste foi feito abaixo da inflação e prefeito e governador não irão ceder, para mostrar autoridade.
É indiferente. O movimento ganhou corpo e já se tornou maior do que a causa da redução das tarifas. A mobilização dos jovens, nas ruas e nas redes sociais, canalizou uma insatisfação que cedo ou tarde provocará mudanças.
E O PREÇO DAS PASSAGENS CAIRAM EM SETE CAPITAIS, JÁ NESTA TERÇA, 18/06
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As manifestações ocorridas ontem em várias capitais do país e que incluíram protestos contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37 repercutiram favoravelmente em encontro do Colégio de Procuradores da República, que está reunido hoje em Brasília para debater a proposta. As informações são da Agência Brasil.
A medida, que retira o poder de investigação do Ministério Público, está em tramitação na Câmara dos Deputados.
O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho, disse que as manifestações da população foram resposta a várias questões que provocam insatisfação, entre elas a PEC 37. "Há 25 anos, desde que a Constituição de 1988 deu esse poder ao Ministério Público, a sociedade sempre viu nossa instituição como parceira na defesa dos direitos da população, e por isso o povo saiu para protestar contra a PEC 37."
Frases pintadas em muros e paredes de Vitória/ES:
“F....-SE DILMA” — “O POVO ACORDOU”

Reivindicações difusas como passe livre, a orgia de castos com a Copa de 2014, a corrupção, a falta de segurança pública, o caos na saúde pública e nos transportes, educação, começaram em São Paulo
contra o aumento de R$ 0.20 nas passagens, foi o pretexto para as manifestações que tomaram conta das capitais do país.
 “Na pequena cidade de Vitória o autor deste blog estava presente quando se iniciou a concentração em frente ao Teatro Universitário da UFES, pela primeira vez uma manifestação atravessou a Terceira Ponte e foi em direção a Residência Oficial do Governador Renato Casagrande, do PSB, onde a violência imperou.

Faltaria guilhotina se o povo soubesse o que se passa, diz Alckmin

Folha de São Paulo (09/05/13) - PAULO GAMA e DANIEL RONCAGLIA
“O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), fez ontem um discurso em tom de desabafo em que criticou a impunidade no Brasil e afirmou que o "povo não sabe de um décimo do que se passa contra ele" próprio.
"Se não, ia faltar guilhotina para a Bastilha, para cortar a cabeça de tanta gente que explora esse sofrido povo brasileiro", afirmou.
Du Amorim - 14.mar.2013/Divulgação/Governo SP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB)
O tucano fez o discurso no lançamento de um programa estadual que auxilia prefeituras a disponibilizar portais de acesso a informações públicas. Começou dizendo que grandes casos de corrupção foram descobertos por acidente. "O controle é zero."
"O sujeito fica rico, bilionário, com fazenda, indústria, patrimônio e não acontece nada. E o coitado do honesto é execrado. É desolador."
As críticas de Alckmin foram feitas em frente ao chefe do Ministério Público de São Paulo, Márcio Elias Rosa, e do corregedor-geral da Administração do Estado, Gustavo Ungaro, representantes dos dois principais órgãos paulistas de combate à corrupção.
A situação causou constrangimento entre aliados, já que o tucano não dirigiu suas críticas a uma esfera específica de Poder nem isentou o próprio governo dos ataques.
O governador não poupou sequer o programa que estava sendo anunciado. Criticou as fundações do governo que receberam para desenvolver o sistema. "Não deviam cobrar nada, isso é obrigação."
Alckmin acusou também a existência de uma "grande combinação" que impede que dados sejam disponibilizados. "Salários, ninguém põe na internet, porque o sindicato pediu liminar. 'Olha eu gostaria de pôr, mas a Justiça proibiu'", ironizou.
O Legislativo de São Paulo, de maioria alckmista, se enquadra no ataque --não divulga salários por decisão judicial obtida por servidores.
Alckmin criticou ainda a morosidade do Judiciário. "A corrupção, o paraíso é o Judiciário. Todo mundo diz: 'Na hora que for para Justiça vai resolver'. Vai levar 20 anos."
O tucano não atendeu a pedido de entrevista e deixou o evento sem comentar a fala.”

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